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LORENZO CORLEONE
Era a primeira vez que a gente saia pra andar com o bebê pelo condomínio. Semanas que ele tinha nascido, mas até agora tudo tinha sido meio... caótico.
Tudo muito...
Porra...
Aquele olhar perdido de Annie às vezes...
Eu tentando equilibrar meus dois mundos em um só...
Mas hoje... hoje tava diferente.
Ela quis sair. Ela mesma. Botou uma roupa leve, amarrou o cabelo num coque todo bagunçado, e colocou o bebê no carrinho como se fosse uma missão sagrada.
Eu ajudei, óbvio, mas deixei ela fazer tudo do jeito dela. E ela tava radiante, mesmo com o rosto ainda marcado por olheiras.
Estava linda pra caralho.
— Tem certeza que não tá sol demais? _ela perguntou, ajeitando o paninho no carrinho, como se o Domênico fosse derreter com uma rajada de vento._
— Está fresco. E a gente vai só dar uma volta rápida.
— Mas e se ele chorar?
— Ele não vai.
Ela me olhou com aquele olhar de quem não acredita em nada, mas já tava sorrindo. E assim a gente foi.
O bebê resmungou baixinho. Annie parou na hora, se abaixando na beira do carrinho.
— Shhh, tá tudo bem, amor… mamãe tá aqui, tá?
Annie sussurrou com carinho.
Tanto que até cortava meu peito...
Como ela foi parar nesse meu mundo sujo?
Annie me olhou, com os olhos grandes brilhando.
— Olha aqui, Lorenzo… ele deu um sorrisinho! _ela apontou, quase chorando, como se tivesse visto o milagre da humanidade._