(cap.99)

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ANNIE CORLEONE

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ANNIE CORLEONE

Quatorze anos se passaram, e aqui estava eu, sentada no jardim sobre uma manta, mordiscando umas frutas enquanto observava Lorenzo ensinar nosso filho a lutar.

Domênico, que suava um pouco, concentrado em cada movimento que o pai mostrava.

Lorenzo tinha aquele jeito sério, mas dava pra ver o orgulho brilhando nos olhos dele a cada vez que nosso filho acertava um golpe. Era engraçado perceber como o Domênico misturava a doçura que puxou de mim com a determinação que vinha do pai...

Nós dois em perfeita mistura, como tudo que construímos juntos.

Peguei mais uma fruta e mordi devagar, com o olhar fixo na cena.

— Vai, porra! Domênico! Não é hora de ser mole! Usa essa porra de raiva! Bota pra fora essa merda que tá te segurando! _Lorenzo gritava, com a voz firme, batendo no chão com o pé, como se aquele grito fosse um estímulo pra explodir._

Mesmo ofendido, Domênico dava tudo de si. Os olhos brilhavam de concentração e um pouco de ódio misturado, tentando transformar aquilo tudo em força pra acertar o golpe direito.

Eu observava aquilo com o coração apertado, porque sabia que Lorenzo usava esse método pra fazer Domênico crescer forte. Era duro, mas era amor do jeito dele... Raiva transformada em luta, ódio virando força. Meu filho precisava disso... Infelizmente.

Vi o menino dar um último golpe com tanta força que quase derrubou o pai.

Eu só queria que eles soubessem que, mesmo no meio da raiva e dos palavrões, eu estava ali, torcendo silenciosa, amando demais aquele momento.

Os dois apareceram vindo na minha direção, rindo alto, com aquele jeito meio bobo de quem acabou de soltar a tensão toda.

Meu filho bebia água como se tivesse acabado de correr uma maratona, e Lorenzo mordiscava umas frutinhas que eu tinha levado, os olhos brilhando de satisfação.

— Mãe, você viu? _Dam disse ainda rindo, com a boca cheia de melancia._ Por pouco não quebrei esse velhote.

Lorenzo riu alto e deu um tapa leve no ombro do filho.

— Quase, quase, moleque. Mas você está melhorando _ele respondeu, piscando pra mim, meio orgulhoso._

Eu sorri, sentindo aquele calor no peito.

— Vocês tão demais, sabia? Estou orgulhosa dos dois. _falei, enquanto oferecia mais frutas._

Eles pegaram mais umas mordidas, a alegria simples e genuína deles me encheram de paz.

Olhei pra porta ao ouvir uns gritinhos.

Vi minha pequena correndo e Zeus correndo atrás dela.

— Cuidado, Noemy! _chamei, rindo, enquanto Lorenzo e Dam continuavam conversando perto da manta._

Noemy tinha cinco anos, uma energia sem fim, e aquele jeitinho travesso que só criança tem. Zeus, apesar da idade, era o guardião leal da família, sempre atento e seguindo cada passo da menina.

Quando eles chegaram perto da gente, Noemy pulou no colo de Lorenzo, rindo, enquanto Zeus se ajeitava aos pés dele, arfando baixinho. Domênico deu um sorriso largo e fez uma careta divertida pra irmãzinha.

— Ei pirralha, não corre tanto. Vai se machucar. _Dam disse pra irmã._

Ela respondeu com uma risadinha fofa, toda inocente.

Eu me ajeitei sobre a manta, ajeitando Noemy entre as minhas pernas enquanto ela mordiscava um pedacinho de manga que eu havia cortado. Zeus, com seu focinho branco de velhice e os olhos cansados, deitou com um suspiro pesado ao nosso lado

Mesmo velho, ele não desgrudava da gente. Ainda era o nosso velho guerreiro...

Nem imagino como Noemy vai se sentir quando Zeus se for...

Suspirei e acariciei o pelo de Zeus.

— Princesa! Vem pro papai! _lorenzo chamou e Noemy me largou em questão de segundos._

— Ei! Pequena traíra! _sorri._

— Você prefere a mim doque a mamãe né? _ele perguntou abraçando ela com força e a garota afirmou._

Revirei os olhos com graça.

—Não liga pra esses dois, mãe... _Domênico me abraçou e eu retribuí o abraço._ A mamãe é mil vezes melhor.

Ele riu.

— Ah é? Estou magoado.

— Eu que estou... _fingi limpar minha lágrimas._

— Não chora mamãe! _noemy veio correndo na minha direção e se jogou em mim e no Domênico._

Logo senti o peso de Lornezo no meu colo.

— Ok, ok. Que tal vocês dois amarem a mamãe e o papai igual?

— Minha mãe é melhor. _Dam debochou._

— Mentira! O papai é melhor.

— Cala a boca pirralha.

Noemy ofendida deu um tapa fraco no ombro de Dam, e saiu correndo. O maior a acompanhou e os dois começaram a corrida matinal do dia.

Era sempre assim.

Olhei pra Lornezo e sorri.

— Eu tenho certeza que eles puxaram isso de você.

Lorenzo afirmou com certeza.

— É...

Ele me olhou.

— Eu te amo.

— Eu também me amo.

Revirei os olhos.

— Mas eu também amo muito uma mulher de olhos azuis e verdes... Ela tem dois filhos... E um marido mafioso...

— Hm... Quem é essa?

— Annie Corleone... A mãe dos meus filhos...

— Sou eu...

— É você...

Sorrimos juntos e nos beijamos.

FIM








Nunca é um fim, apenas o começo de uma nova história.

As.: Autoracerejaa

 𝑳𝑨 𝑴𝑰𝑨 𝑵𝑶𝑽𝑰𝑪𝑨 - 𝒜𝓇𝓂ℯ𝒹 𝒟ℯ𝓋𝒾𝓁𝓈 Onde histórias criam vida. Descubra agora