A manhã parecia pesar mais do que o normal. O sol ainda nem tinha força suficiente para atravessar as janelas embaçadas do táxi, e o silêncio desconfortável só era quebrado pelo som suave das notificações no celular de Jisung. Ainda atordoado pelos eventos da noite anterior, ele observava as mensagens com uma expressão confusa , seus amigos perguntando onde ele estava, menções a uma dor de cabeça insistente, a um certo "Jae" de quem ele não fazia a menor ideia, e fotos , fotos que ele preferia esquecer. Um riso contido escapou de seus lábios, abafado propositalmente para não despertar a curiosidade do motorista, logo guardou o celular no bolso e encarou a paisagem familiar que surgia do outro lado da janela. Finalmente em casa. Han foi o primeiro a se mover, pagou a corrida com um sorriso forçado nos lábios , dispensando o troco com um aceno breve, e seguiu sem pressa até a porta da casa, destrancando-a com a familiaridade de quem já não precisava pensar duas vezes. Jisung o seguiu em silêncio, desejando apenas a paz de sua cama, Mas, ao ouvir vozes vindo da sala, praguejou baixinho,os pais,revirando os olhos, desviou das escadas e arrastou-se até a sala, onde os encarou com um misto de cansaço e resignação, afundando-se no sofá como quem se entrega ao inevitável.
— Onde estava para chegar a essa hora ? — Han ia se pronunciar sobre mas seu pai não o deixou terminar —
Sabe que horas são ? Não minta para nós — Continuou agora com seus braços na altura do peito ao qual se encontravam cruzados
— Querido tantas perguntas já é demais — Sua mãe acariciou a mão do homem aos seu lado e olhou o garoto a sua frente — Onde estava meu filho para que chegasse essa hora ? Sabe que não cai bem ficar andando por aí , ainda mais sozinho , nossa imagem precisa ser extremamente limpa — Continuou com uma expressão série a finalizando agora com um sorriso nos lábios
Jisung ao escutar as palavras da mulher encontrava-se agora sorrindo querendo a agradecer mas logo o foi desfeito ao ouvir suas outras palavras , claro , que a mulher se preocupava com o mesmo por não querer que o garoto não tivesse um resultado igual ao seu irmão e com esse questão de imagem , porém era algo cansativo que o mesmo não aguentava mais ser cobrado toda vez . Queria poder curtir uma adolescência normal , sem se preocupar com quem escutasse ou o vissem praticando coisas legais ou até mesmo ilegais . Respirou fundo olhando os a sua frente e prosseguiu .
— Estava com os meninos , nada fora do normal — respondeu com os braços cruzados com uma expressão agora cansada — Hyunjin está morando sozinho então para comemorar fez um open house , por isso cheguei esse horário — Completou passando uma de suas mãos em seu rosto — Posso ir ?
— Houve bebida ? — Seu pai perguntou agora iniciando um silêncio desconfortável no local , Han só suspirou fundo mas logo o foi cortado com sua mãe novamente — Querido , só tome cuidado com o que andas fazendo — Disse a morena em tom sério enquanto olhava o garoto à sua frente — É apenas o que eu peço
O garoto olhou os dois confuso mas apenas ignorou e se retirou dali , agora subindo as escadas e indo em direção ao seu quarto . Já no cômodo , retirou seu par de sapatos e se jogou direto em sua cama caindo em seguida no sono pelo o cansaço ainda presente em seu corpo .
O garoto adormeceu profundamente, sem qualquer consciência do tempo que passava, alheia ao mundo ao seu redor. O silêncio pesado da manhã foi seu único companheiro, até que, após horas de descanso, despertou lentamente. Seus olhos se abriram devagar, ainda pesados, e o rosto amassado denunciava o quão reparador havia sido o sono. Espreguiçou-se com preguiça, os braços se estendendo para o alto enquanto sua blusa subia discretamente, revelando um pedaço da cintura nua, por um breve momento, ficou ali, parado, tentando reunir os fragmentos de pensamento que vinham como ondas calmas após um mar agitado de sonhos. Com passos lentos, caminhou até o banheiro, fechando a porta atrás de si,entrou no box e deixou que a água gelada escorresse por seu corpo, lavando não apenas os vestígios da noite anterior, mas também qualquer resto de torpor que ainda insistisse em permanecer. Ao sair, a toalha envolvia sua cintura e os cabelos, ainda úmidos, deixavam gotas preguiçosas escorrerem por sua pele,seguiu até o armário e, sem muito critério, escolheu uma roupa qualquer , afinal, não pretendia sair. Vestiu-se com simplicidade e praticidade, em seguida dedicando-se a secar os fios molhados com movimentos automáticos, logo então pegou o celular, a tela se acendeu com um brilho súbito, revelando uma enxurrada de mensagens não lidas observando-as com seus olhos atentos .
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Aposta de risco
FanfictionHan Ji-Sung, herdeiro de uma das famílias mais ricas da cidade, vive uma vida de luxo e privilégios. No entanto, sua busca por emoções fortes o leva a um lugar sombrio: o cassino clandestino de Lee Know, um mafioso temido e enigmático. Só não imagin...
