A madrugada se arrastava pelas calçadas vazias quando Jungkook girou a chave da moto. O ronco do motor potente soou alto demais no silêncio do estacionamento do centro de treinamento, ecoando entre os muros altos.
Ao sair pelo portão, notou uma silhueta parada na calçada, a poucos metros dali.
Jimin.
O loiro estava com os braços cruzados, apoiado de leve em um poste de luz, olhando em volta com certa impaciência. O celular estava aceso em sua mão, o que sugeria que estava tentando algum carro de aplicativo.
Jungkook prendeu a respiração por um segundo. Pensou em simplesmente partir. Não era como se Jimin não pudesse se virar sozinho. E ele não devia nada àquele policial atrevido e insolente. Mas algo o incomodava na imagem do outro ali, sozinho, tão deslocado da noite quanto ele próprio.
Droga.
Aproximou-se, ainda com a voz seca.
— Está esperando por alguém?
Jimin se virou devagar, como se já soubesse que era ele.
— Táxi. — Respondeu com um leve suspiro. — Mas parece que a cidade resolveu dormir cedo hoje.
Jungkook olhou em volta. Nenhum farol à vista.
— Meu carro está na oficina. — Jimin acrescentou, antes que ele perguntasse. — Vai demorar uns dias.
Jungkook hesitou, apertando o guidão com mais força do que era necessário. Abriu o baú que ficava na parte traseira da moto, tirando de lá, um capacete reserva que costuma manter para emergências.
— Eu te dou uma carona. — Disse oferecendo o capacete.
— Hm... — Jimin franziu o nariz. — Eu... na verdade, não gosto de motos.
— É uma carona, não um salto de paraquedas.
— Elas andam rápido demais. E são barulhentas. E instáveis. E esse capacete é pouca proteção para o perigo que essas motos oferecem.
Jungkook bufou.
— E você, por acaso, é de vidro?
— Não, mas sou precavido.
— Park, você prefere ser sequestrado por um taxista bêbado às três da manhã ou confiar no seu capitão, que pilota essa moto há anos sem arranhar a pintura? — Deu três tapinhas na lataria da Kawasaki preta.
Jimin o encarou por alguns segundos.
— Você acabou de inventar isso agora, né?
— A parte do taxista? Talvez. A do capitão confiável? Pode apostar que não.
Com um suspiro resignado, Jimin deu dois passos em direção à moto.
— Se eu morrer, a culpa é sua. — Pegou o capacete das mãos de Jungkook.
— Se vier com deboche, te deixo cair.
Jimin não respondeu, apenas pegou o capacete reserva e subiu com cuidado. Colocou as mãos nos ombros de Jungkook com rigidez, como se estivesse lidando com uma superfície escorregadia.
Durante o trajeto, manteve o corpo o mais afastado possível do capitão, o que acabou deixando a viagem ainda mais instável.
Ao chegarem, Jungkook estacionou em frente a uma casa térrea simples, cercada por um pequeno jardim de lírios brancos e arbustos bem cuidados. A fachada era modesta, com uma varanda de madeira e luzes amarelas aquecidas. Jimin desceu com visível alívio.
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Parabellum
RomanceO capitão das forças especiais da polícia da Coréia do Sul, Jeon Jungkook, se prepara para sua mais nova e importante missão de sua carreira. Entre os homens sob o seu comando está Park Jimin, atirador de elite, que vai tirar não só o sossego dos b...
