Capítulo 16

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Mais um capítulo porque minha imaginação está a milhão!

Não esqueçam de curtir e deixar cometários (para a alegria dessa autora)!

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A noite caiu pesada sobre Busan. O comboio da equipe estacionou a algumas quadras do cais, dois veículos discretos, sem marcas.

Jin organizava o equipamento no porta-malas: rádios de curto alcance, lanternas infravermelhas, coletes à prova de balas. Hoseok ajustava a pistola na cintura, máscara preta cobrindo metade do rosto. Jungkook, em silêncio, revisava a rota marcada no mapa dobrado em suas mãos.

— Última checagem. — Sua voz firme cortou o ar. — Vamos nos dividir. Hoseok comigo. Jin cobre a retaguarda. Jimin, você assume posição alta. Nada de disparos sem ordem.

Yoongi ficou no carro de apoio, monitores iluminando seu rosto pálido.

— Frequência limpa por enquanto. Drone no ar em dois minutos.

A equipe se dispersou no breu.

O porto, visto de dentro, parecia uma cidade fantasma. Contêineres empilhados criavam corredores estreitos, cheios de sombras. As luzes dos postes piscavam em intervalos irregulares.

Hoseok fez sinal de parada, encostado a um container vermelho. Apontou discretamente para frente. Dois homens fumavam perto da entrada de um galpão, armados.

— Vigias. — Hoseok murmurou no rádio.

Do alto, Jimin se posicionava no telhado de um guindaste desativado. Ajustou a mira térmica, observando cada detalhe.

— Confirmo dois, AK-47. Mas... — Sua voz soou mais grave. — Há mais calor no interior do galpão. Pelo menos três.

Jungkook prendeu a respiração, apoiado contra o metal frio do container. Ele fez sinal de avaçanço, mas ninguém se moveu. O silêncio pesava.

No carro de apoio, Yoongi franziu o cenho diante das telas.

— Isso não faz sentido. Os registros térmicos estão limpos nas rotas secundárias, mas... — Seus dedos correram pelo teclado. — Eles estão concentrados demais nesse galpão. Como se quisessem que a gente olhasse para lá.

O rádio chiou. Depois, estática.

— Jungkook, você está me ouvindo? — Yoongi tentou, repetidamente. — Hoseok? Jimin?

Nada.

Um ruído agudo tomou os fones, seguido de tela preta. O drone foi derrubado.

Yoongi xingou baixo, reiniciando os sistemas. Algo intruso surgia em código na tela, linhas de caracteres que não eram seus. Não era falha. Era invasão. Alguém estava interceptando em tempo real.

— Merda... — Ele sussurrou, digitando rápido, tentando barrar a entrada. Mas a cada bloqueio que criava, o sistema reagia como se houvesse outra mente do outro lado, manipulando cada falha.

De repente, todas as telas apagaram. Escuridão total no carro.

E então, uma única frase surgiu no monitor central, escrita em inglês:

"WE SEE YOU"

Yoongi ficou imóvel, os olhos arregalados o coração disparado.

— Capitão. — Tentou chamar pelo rádio. — Volte, recue imediatamente! — Mas a comunicação com os demais havia sido cortada.

Do lado de fora, no porto, o vento soprou forte entre os contêineres. Jungkook ergueu o punho, sinalizando silêncio absoluto. Algo não estava certo.

Um estalo seco cortou o ar, seguido de clarões. As lâmpadas dos postes explodiram uma a uma, mergulhando aquela parte do cais em escuridão total. Em seguida, as rajadas automáticas. Balas ricochetearam no metal dos contêineres, faiscando no escuro. Hoseok se jogou contra a lateral, puxando a pistola. Jin rolou para cobertura, respirando rápido demais.

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