— Tá, agora me conta direito. — Taehyung se juntava a Jimin na mesa para o café da manhã. — Você foi até o bar só porque um tal de Yoongi chamou?
— Sim. Ele mandou mensagem dizendo que ia encontrar o Hoseok no bar do Porto. Achei que seria só um soju rápido, conversa fiada. Não me avisou que o Jungkook estaria lá. Eu não sabia que eles eram amigos.
— Esperto, esse Yoongi. Ele já deve ter percebido esse clima todo entre vocês. — Tae deu uma risadinha debochada. — Mas... quem são esses dois mesmo? Nunca sei direito com quem você anda se metendo.
Jimin limpou a boca com o guardanapo e baixou o tom da voz.
— São policiais. Trabalham comigo na missão. Yoongi é da área de inteligência. Hoseok cuida da parte de vigilância e segurança da base, trabalha como infiltrado. Então... por favor, discrição, tá? Não é para sair falando por aí que a gente se encontra fora do expediente.
— Policiais, é? — Taehyung arqueou as sobrancelhas, agora claramente interessado. — E solteiros?
— Tae...
— O quê? É só curiosidade. — Ele riu. — Você vive cercado de homem bonito, mas não apresenta nenhum. Eu tô aqui, solto no mundo, pedindo socorro.
Jimin rolou os olhos, mas o sorriso escapou.
— Hoseok é simpático, extrovertido. Ri por qualquer coisa.
— Hm... interessante...
— Yoongi é do tipo nerd. Apesar de gostar de ficar com a cara enfiada em computadores, ele parece bastante sociável. Parece ser agitador de rolês.
— Tá me convencendo. Você acha que algum deles é do time do arco-íris?
— Yoongi eu não sei. Hoseok... talvez. Mas não é o tipo de assunto que surge com naturalidade numa missão policial.
— Uma pena. Eu me sairia muito bem num interrogatório mais informal. — Taehyung piscou com malícia. — Aliás, qualquer um com uniforme me atrai. Acha que rola me incluir em um próximo happy hour?
— Se você prometer não transformar isso num show.
— Prometo ser um anjo. Sexy, mas anjo.
Jimin balançou a cabeça, rindo.
— Mas continua! — Taehyung tomou um gole do seu café com leite. — Você foi até o bar porque o Yoongi chamou e apareceu lá com essa carinha de inocente que você tem.
— Quando cheguei, o Jungkook já estava sentado na mesa. A tensão dava para cortar com faca. — Jimin riu, apoiando os cotovelos na mesa. — Yoongi deve ter achado que não tinha problema.
Taehyung arqueou uma sobrancelha.
— E teve?
— Depende do ponto de vista.
— Do seu?
— Eu diria que foi... educativo. — Jimin bebeu um gole de café, impassível.
— E o Jeon?
— Teve que lidar com a situação. Mas estava incomodado. O corpo dele denuncia tudo.
— Ai, que delícia. — Taehyung se ajeitou na cadeira, curioso. — Detalhes. Não me decepcione.
— Eu sentei do lado dele. Ele ficou tenso na hora. Eu sabia que só isso já era provocação suficiente, mas não resisti.
— E aí?
— O espaço era apertado, tipo sofá de bar. As pernas já se encostaram de cara. — Jimin sorriu, como quem revisita a cena em câmera lenta. — Depois, no meio da conversa, deixei a mão escorregar pela perna dele. Comecei pelo joelho... fui subindo. Devagar.
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Parabellum
RomanceO capitão das forças especiais da polícia da Coréia do Sul, Jeon Jungkook, se prepara para sua mais nova e importante missão de sua carreira. Entre os homens sob o seu comando está Park Jimin, atirador de elite, que vai tirar não só o sossego dos b...
