Capítulo 18

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Um capítulo maiorzinho para compensar minha ausência.

Espero que gostem!

Por favor, deixem seus cometários! Eu adoro acompanhar a reação de vocês!

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O vestiário parecia uma sauna. O vapor tomava conta do lugar, envolvendo os dois corpos colados em um beijo ardente. Jungkook tomava a boca de Jimin com vontade, incendiando ainda mais o desejo.

Os lábios do capitão desceram pelo pescoço de Jimin, que não oferecia resistência nenhuma. As unhas curtas do loiro cravadas nas costas do outro.

Em um movimento rápido, Jimin trocou de lugar, prensando o peito de Jungkook contra o armário metálico e frio. Agora eram os seus lábios que percorriam o corpo do moreno, que se arrepiava a cada centímetro percorrido no centro de suas costas em direção à lombar.

Jungkook fechou os olhos com força, o arrependimento batendo aos poucos. Aquilo não estava certo, ele não podia fazer aquilo com um dos homens de sua equipe.

Abriu os olhos.

Não estava mais no vestiário. Os azulejos brancos foram substituídos por uma rua escura. O vapor quente agora era uma neblina fria e cinzenta. Seu corpo jazia no chão, o rosto pressionado contra o asfalto molhado. Já não sentia mais os lábios de Jimin em si, mas mãos fortes segurando seus braços para trás. Tentou virar o rosto para ver quem o prendia daquela maneira, mas tudo o que conseguiu enxergar foi o cano de uma arma engatilhada apontada para sua cabeça.

Um clique seco.

Jungkook se levantou bruscamente. Os cabelos molhados de suor, o peito arfando como se tivesse correndo uma maratona. Bam lambia seu rosto, sentindo a aflição de seu tutor. Era aquele pesadelo novamente.

Jungkook levou alguns segundos até perceber que estava em seu quarto. O suor colava a camiseta ao corpo, e Bam continuava inquieto, como se tentasse convencê-lo de que estava seguro. Passou a mão pelos cabelos úmidos, fechando os olhos por um instante, mas a imagem da arma contra a têmpora não se desfazia.

Levantou-se devagar, pés descalços arrastando pelo chão frio até a cozinha. Encheu um copo d'água, bebeu de um só gole, apoiando-se na bancada para controlar a respiração. O relógio na parede marcava pouco depois das três da manhã. Mais uma madrugada roubada pelo mesmo pesadelo.

Por um instante, deixou a testa encostada ao vidro da janela. A rua estava deserta, iluminada apenas por um poste distante. Sentiu um embrulho no estômago, era só um pesadelo, mas tudo parecia real demais. E o que agora deixava ainda mais perturbador era a presença de Jimin.

O gosto ainda parecia real em sua boca. Macio, inesperado. Um disparo silencioso que tinha atravessado suas defesas sem aviso. E agora, misturado à lembrança do cano frio da arma, tornava tudo mais confuso.

Apertou o copo vazio nas mãos até ouvir o ranger do vidro. Não podia se deixar levar. Não por Jimin, não por alguém da sua equipe. Mas quando fechava os olhos, não era a mira da pistola que lhe vinha à mente primeiro — eram os cabelos claros, o sorriso provocador, o toque que ainda queimava em seus lábios.

Jungkook suspirou fundo e largou o copo na pia, voltando devagar para o quarto. Bam o seguiu, deitando-se novamente ao lado da cama. O capitão se jogou no colchão, ciente de que o sono não voltaria tão cedo.

E, ainda assim, com o coração acelerado, não sabia dizer o que o atormentava mais: o pesadelo que nunca o abandonava ou o beijo que não conseguia esquecer.

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