Após ter embarcado em uma noite de diversão ao lado de Jisung, Christopher acorda na casa de um desconhecido que, por algum motivo, insistia em chamá-lo de Alfa e jurava de pé junto que eles eram casados há dez anos.
Hyunchan | ABO | Menção Changlix...
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Era sábado de manhã e, em teoria, seria só mais uma ida rápida para buscar os meninos e passar o dia fora. Mas, desde a noite anterior, algo em mim não parava de insistir: por que devolvê-los no fim da tarde, se poderíamos ficar juntos o final de semana inteiro? Depois de tudo o que conversamos — sobre tempo, saudade, sobre não desperdiçar dias — eu já tinha decidido. Ia levar os três para casa. Tinha certeza de que todos iam ficar felizes com isso.
Na casa do Changbin, demoraram a abrir. Toquei a campainha mais uma vez, ouvindo passos apressados lá dentro. Quando a porta finalmente se abriu, Felix apareceu apoiado no batente. O rosto estava pálido, com olheiras profundas e o cabelo preso às pressas. A mão dele foi instintivamente para a barriga antes de ele me dar passagem.
— Tudo bem, maninho? — perguntei baixo. Ele respirou fundo, apertou meu ombro com força e fechou os olhos por alguns segundos, suportando a dor.
— Agora tô um pouco melhor. Entra.
Fechei a porta atrás de nós.
— O que houve?
— Contrações. Desde ontem à noite. Então não surta.
— Isso quer dizer...?
— Que o bebê vem aí. — Ele tentou sorrir, mas a dor repuxou os cantos da boca. — Estamos indo pro hospital. Changbin tá lá em cima terminando a mala. Eu ia te ligar pra vir buscar as crianças, mas já que tá aqui, ótimo. Ajuda eles a se arrumarem e leva, antes que o Binnie perca a cabeça.
— Já vai nascer?! — Minha voz saiu alta demais. — Meu Deus, já passou tudo isso?
Felix deu um riso curto e cansado.
— Chan, foco. Me ajuda ficando calmo. Maluco surtando eu já tenho um. Tá tudo sob controle. Só pega as crianças e, por favor, não fala nada ainda. Quando a gente voltar do hospital, te mando mensagem pra trazer eles de volta. Eles estão no quarto.
— Beleza, Lili. Vou lá.
Mesmo nervoso, tentei manter a calma. Cruzei o corredor até o quarto das crianças. A porta estava semiaberta, a luz fraca, e o cheiro de sabonete infantil se misturava com o de cereal.
— Papai! — Jisung me viu primeiro. Saiu correndo, tropeçando na barra do pijama, e me abraçou com toda a força que seu corpinho de dois anos conseguia. Ri e o ergui no colo. Os gêmeos vieram logo atrás — Minho coçando os olhos, Seungmin arrastando um travesseiro.
— Oi, meus pequenos. Tudo bem?
— A gente acabou de acordar, pai. Ia tomar café. — Minho falou com a voz sonolenta.