Após ter embarcado em uma noite de diversão ao lado de Jisung, Christopher acorda na casa de um desconhecido que, por algum motivo, insistia em chamá-lo de Alfa e jurava de pé junto que eles eram casados há dez anos.
Hyunchan | ABO | Menção Changlix...
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Hoje é sexta-feira: o dia oficial da safadeza pós-trabalho, aquele chute que abre as portas do fim de semana.
Para muita gente, sexta à noite é sinônimo de diversão, de aliviar o estresse acumulado durante a semana. Mas pra mim? Só dor de cabeça. Tudo o que eu queria agora era estar em casa, agarradinho com meu marido, assistindo qualquer filme jogado no sofá.
Pelo menos, havia um ponto positivo no fim de semana: eu ganhava boas gorjetas.
Claro que, pra isso, eu tinha que aguentar um bando de gente sem noção tentando me cantar. Por ser bonito? Por parecer simpático? Talvez. Mas nada que me afetasse de verdade. Eu não ligo. Meu foco é outro: trabalhar, ganhar meu dinheiro e sumir dali o mais rápido possível.
Já passava das duas da manhã. As apresentações principais — aquelas do pole dance que enlouquecem os clientes — tinham acabado. O salão estava cheio de risadas altas, som abafado de copos sendo largados no balcão e o cheiro forte de bebida misturado ao perfume doce demais das mulheres dali. Ruby estava na minha frente, sentada no balcão, aproveitando o raro momento de paz pra beber. Desconfio, no entanto, que ela já estava ultrapassando a linha tênue da sobriedade.
Depois de pouco mais de um mês trabalhando juntos, a gente tinha virado quase amigos. Bem no “quase”, mesmo.
Falávamos sobre a vida. Ela me contava sobre a briga com os pais e por que saiu de casa tão cedo. Eu falava sobre como estava tentando entender meu passado, sobre as lacunas que a perda de memória deixou na minha cabeça. Entre uma conversa e outra, reclamávamos dos clientes, inventávamos apelidos. Criamos uma intimidade suficiente pra nos preocuparmos um com o outro.
— Você tá bem? — perguntei, vendo-a virar a terceira dose de algo que parecia vodka em menos de cinco minutos.
— Na verdade... não muito. — Ela suspirou, passando a mão pelos cabelos, sem se importar em bagunçar os fios já desalinhados. — Acho que vou entrar num dos quartos pra descansar um pouco.
Ela tentou se levantar, mas as pernas vacilaram. Acabou se largando de volta na cadeira com um riso fraco.
— Ei, espera! — toquei levemente no braço dela. — Você mal consegue ficar em pé. Deixa que eu te ajudo.
Carregar bêbados não era novidade pra mim. Apoiei-a pelo ombro e seguimos pelo corredor iluminado pelas luzes vermelhas fracas. O som da música ficou mais distante conforme avançávamos.O movimento estava tranquilo, então ninguém notaria minha ausência por alguns minutos. Encontrei um quarto vazio, empurrei a porta com o pé e a deitei com cuidado na cama. O colchão rangeu sob o peso dela.