Após ter embarcado em uma noite de diversão ao lado de Jisung, Christopher acorda na casa de um desconhecido que, por algum motivo, insistia em chamá-lo de Alfa e jurava de pé junto que eles eram casados há dez anos.
Hyunchan | ABO | Menção Changlix...
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Num piscar de olhos, sete anos se passaram. Uau… quem diria.
Sete anos desde que acordei aqui.
Sete anos desde que comecei a amar Hyunjin.
Sete anos desde que aprendi, de verdade, o que era ser feliz.
Tudo pareceu correr tão rápido que às vezes eu me pego pensando se não pisquei por tempo demais.
Seungmin e Minho já não eram mais aquelas crianças que corriam tropeçando pela casa. Agora eram dois adolescentes com personalidades quase opostas. Seungmin se tornou o típico estudante dedicado, daqueles que você vê com o nariz enfiado nos livros ou desmontando um computador para “aprender mais sobre o sistema”. A miopia, descoberta tardiamente, só reforçou seu charme de nerd apaixonado por tecnologia. Minho, por outro lado… bom, ele também era inteligente, mas seu coração batia mais forte pelo esporte. Futebol, basquete, natação, se tinha competição, ele estava lá. Era capaz de acordar às cinco da manhã para correr e, antes mesmo de o sol nascer, já estar batendo na porta do irmão chamando-o de “sedentário”. E, apesar das diferenças, eles se davam incrivelmente bem.
Já o meu pequeno Jisung… bem, ele já estava quase fazendo dez anos. Não sei lidar muito bem com isso. É claro que é mais divertido conversar com ele agora, tentando entender a cabeça de um quase pré-adolescente, mas ainda sinto falta daquele menininho que andava grudado na minha perna, me olhando com aqueles olhos grandes e brilhantes que, pela primeira vez na vida, me fizeram sentir amado de verdade.
E confesso: queria muito ter um bebê. Muito mesmo. Nunca passei por essa experiência, e ver as crianças crescendo só aumentava a vontade de ter mais um pequenino em casa. Mas Hyunjin sempre dizia que eu estava romantizando demais e que deveria agradecer pelo “pacote pronto” que recebi, já que toda a parte difícil ele já tinha passado sozinho. E, mesmo que ele quisesse também, já não era possível.
Depois de meses de tratamento, Hyunjin finalmente ficou apto a fazer a cirurgia para remover o tumor. Mas no processo, o útero precisou ser retirado. Foi uma decisão difícil, mas eu o apoiaria em qualquer coisa que garantisse que ele ficasse saudável. E ele ficou.
Só depois aprendi que, para alguém ser considerado realmente curado de um câncer, precisa passar cinco anos fazendo exames de acompanhamento para garantir que o tumor não voltou ou não surgiu em outro lugar. Foram anos de tensão, medo a cada consulta, a cada resultado. Mesmo após a cirurgia, demorou muito para que pudéssemos respirar aliviados. Mas ele venceu. Cinco anos depois, nada de câncer.
O resto… pouco importava. Não me importava se não teríamos outro bebê. O importante era que ele estava bem. E, no processo, eu me tornei o tio mais babão do mundo.
Chaery, a filha do Lili, tinha agora sete anos. A única menina da família, um verdadeiro tesouro e também uma pequena tempestade. Antes de nascer, ela fez questão de manter o mistério, deixando Felix e Changbin acreditarem que seria um menino. A surpresa foi geral, e ela compensou cada dia com sorrisos banguelas e um charme impossível de resistir. Eu acompanhei cada marco: primeiros passos, primeiras palavras. É um amor diferente, impossível de explicar.