Final de Semana part final.

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Acordei e fui para o banheiro fazer minhas coisas. Vesti uma blusa cor de vinho, um shorts branco e meu vans preto. Não ia entrar no mar porque do dia pra noite minha natureza humana resolveu me colocar no ciclo menstrual.
Estava enjoada então fui para a cama e me deitei. Eu tinha levado um livro, então o peguei para ler, o nome era "O amor é para os fortes", esse livro foi escrito para mim, sério mesmo.
Acabei adormecendo quando eu acordo, sinto uma respiração próxima de mim, o que eu estranho e acordo na hora. Nicolas estava dormindo, com o rosto enfiado no meu pescoço.
-Caralho Nicolas, Acorda Desgraça- eu gritei lhe empurrando
-O que foi, o que foi?- ele disse acordando confuso
-SAI- eu gritei.
Ele levantou confuso, estava só de cueca box.
-O QUE FOI QUE ACONTECEU AQUI CARALHO?-eu gritei lhe colocando contra a parede, seus olhos assustados por cima dos meus.
-EU NÃO SEI, EU SOU A PORRA DE UM SONÂMBULO, me desculpe...- disse gritando e depois abaixando o tom de voz.
Eu lhe soltei, respirei fundo e lhe ameacei com meu dedo indicador afogado no seu rosto.
-Olha Aqui, não pense que você vai se safar com essa desculpa esfarrapada! Sai já do meu quarto!
E ele obedeceu.
Eu iria enlouquecer, qual era desse guri pra cima de mim? Ainda bem que iria embora hoje, finalmente ficar livre daquela velha rabugenta, do seu filho tarado, de sua filha mimada e seu marido quieto.
Papai também não conseguia esconder a felicidade em saber que mais tarde estaria livre deles.

Eles chegaram, nós almoçamos, mais uma vez tive que lidar com as indiretinhas de tia Catrina. Fui direto para o quarto, com o intuito de acabar o livro, e eu consegui, finalmente paz, até que ouço alguém bater na porta.

Toc Toc

Abri a porta e vi o resto de meu pai animado.
-Filhinha, arrume suas coisas, logo partiremos.
-Tudo bem papai- sorri.

Peguei minha mochila e arrumei, estava anoitecendo e então teríamos que passar na casa de praia ainda para pegar minha mala que lhe foi inútil nesse fim se semana.

Estávamos no carro agora em direção a casa de praia, ao me despedir de meus "parentes", foi como nascer denovo. Minha tia não me abraçou, nem fiz questão, minha priminha me mandou um beijo no ar, o marido dela já foi correndo pro carro, e bom, meu primo babaca veio se esfregando em mim, o que fez meu pai ficar com um semblante rígido. Ainda bem que era a última vez que eu iria vê-lo.

Bad GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora