O silêncio que tomou conta da sala depois que a ligação foi encerrada parecia sufocar cada um deles.
Ninguém ousava dizer uma palavra.
Jungkook permanecia do lado de fora, encostado na parede do corredor. Seus punhos ainda sangravam por causa do soco que havia dado. As lágrimas desciam sem que ele conseguisse contê-las.
Taehyung se aproximou devagar e ficou ao lado dele.
- Você precisa se controlar, JK.
- Como quer que eu me controle, Tae? Ela está lá... sozinha... e eu não posso fazer nada.
- Você pode. Mas precisa pensar. Se agir por impulso, é exatamente isso que eles querem.
Jungkook abaixou a cabeça, respirando fundo.
- Se eles machucarem a Dani...
- Eles não vão. Nós vamos trazê-la de volta.
Taehyung colocou a mão sobre o ombro do amigo, transmitindo a segurança que nem ele próprio sentia.
Dentro da sala, Namjoon caminhava de um lado para o outro enquanto Jin desligava o telefone do banco.
- Consegui bloquear parte do valor que temos disponível. Ainda falta muito dinheiro, mas podemos levantar o restante até amanhã.
Namjoon passou as mãos pelo rosto.
- O dinheiro não é o que mais me preocupa. Quem garante que eles vão libertar a Dani depois de receber?
Ninguém respondeu.
Todos sabiam que aquela era a pergunta mais difícil.
Foi então que o celular de Jimin vibrou.
Ele olhou para a tela e franziu a testa.
- É um número desconhecido.
Todos se entreolharam.
- Atende no viva-voz - disse Namjoon.
Jimin respirou fundo antes de aceitar a ligação.
- Alô?
Do outro lado, uma voz feminina, baixa e apressada, respondeu:
- Não desliguem. Tenho pouco tempo.
Todos ficaram imóveis.
- Quem está falando? - perguntou Namjoon.
- Eu trabalho no lugar onde a garota está sendo mantida. Não posso dizer meu nome. Se descobrirem que estou ajudando vocês, eu morro.
O coração de Jungkook acelerou ao ouvir aquelas palavras. Ele havia acabado de entrar novamente na sala.
- A Dani... ela está bem? - perguntou, com a voz trêmula.
- Ela está machucada, mas está viva. Ela não parou de repetir o seu nome desde que chegou.
Jungkook fechou os olhos, tentando conter o choro.
- Por favor... diga onde ela está!
A mulher respirou fundo.
- Ainda não posso. Eles mudam de esconderijo constantemente. Mas consegui uma informação importante.
Todos prenderam a respiração.
- Amanhã de madrugada eles vão transportar os reféns para outro lugar. Será a única oportunidade que vocês terão de encontrá-los antes da entrega do dinheiro.
Antes que alguém pudesse fazer outra pergunta, ouviram vozes ao fundo.
A mulher sussurrou rapidamente:
- Eles estão vindo... cuidado... existe um traidor muito perto de vocês...
A ligação foi encerrada.
Um silêncio pesado tomou conta da sala.
Todos começaram a olhar uns para os outros.
Quem poderia ser o traidor?
Naquele instante, ninguém percebeu que, do lado de fora da empresa, um carro preto permanecia estacionado desde o início da manhã.
Dentro dele, um homem observava cada movimento pela janela.
Ele sorriu ao pegar o celular.
- Eles já desconfiam... Mas ainda não imaginam quem realmente está trabalhando para mim.
Um arrepio percorreu a espinha de todos.
As últimas palavras da mulher ecoavam na mente de cada um.
"Existe um traidor muito perto de vocês."
Jungkook foi o primeiro a quebrar o silêncio.
- Não... isso não pode ser verdade.
Namjoon cruzou os braços, tentando organizar os pensamentos.
- Não podemos ignorar esse aviso. A partir de agora, qualquer informação sobre o dinheiro ou sobre nossa viagem ficará somente entre nós.
- Você acha mesmo que alguém aqui seria capaz de fazer isso? - perguntou Cris, ainda sem acreditar.
- Eu espero que não. Mas, se houver alguém passando informações para eles, cada passo que dermos será conhecido antes mesmo de acontecer.
Jin respirou fundo.
- Então precisamos agir como se todos estivéssemos sendo observados.
Nesse momento, o celular de Taehyung vibrou.
Era uma mensagem.
Sem remetente.
Apenas uma foto.
Assim que abriu a imagem, seu rosto perdeu a cor.
- Meu Deus...
- O que foi? - perguntou Jimin, aproximando-se.
Taehyung virou a tela para todos.
Era Dani.
Ela estava sentada no chão, com as mãos amarradas, o rosto marcado por um hematoma na bochecha e os olhos vermelhos de tanto chorar. Atrás dela havia apenas uma parede de concreto e uma pequena janela gradeada.
Jungkook sentiu as pernas fraquejarem.
- Dani...
Cris levou a mão à boca para conter o choro.
Segundos depois, outra mensagem chegou.
"Ela ainda está viva porque eu quero. Não tentem ser mais espertos do que eu."
Logo abaixo apareceu um vídeo.
Namjoon apertou o play.
Dani levantou lentamente a cabeça. Ela parecia exausta, mas, ao perceber que estava sendo gravada, respirou fundo.
- Jungkook... se você estiver vendo isso... não faça o que ele está pedindo... eu...
Antes que terminasse a frase, um homem puxou seus cabelos com violência.
Ela gritou de dor.
- Cala a boca!
O sequestrador olhou para a câmera.
- Viu só? Ela gosta de dar opinião.
Sem pensar duas vezes, deu um tapa no rosto de Dani.
Jungkook avançou contra a televisão onde o vídeo era exibido.
- SEU DESGRAÇADO!
Taehyung e Jimin precisaram segurá-lo antes que destruísse tudo.
O vídeo continuava.
O homem aproximou o rosto da câmera.
- Amanhã, às oito da manhã, vocês receberão novas instruções. Se percebermos qualquer movimento da polícia... qualquer um... ela será a primeira a morrer.
A gravação terminou.
Um silêncio pesado voltou a dominar a sala.
Jungkook caiu de joelhos.
As lágrimas escorriam livremente.
- Eu prometi que nunca deixaria ninguém machucar ela...
Cris se ajoelhou ao seu lado e segurou sua mão.
- Nós vamos trazê-la de volta.
Namjoon olhou para todos.
- Mudança de planos.
Todos levantaram a cabeça.
- O dinheiro será preparado, mas não vamos entregá-lo sem saber onde a Dani está. Enquanto isso, Jimin, Taehyung e Jungkook embarcam para o Brasil ainda hoje. Eu e Jin ficaremos daqui coordenando tudo.
Jimin assentiu.
- Vamos encontrá-la.
Naquele mesmo instante, a quilômetros dali, em um galpão abandonado nos arredores de São Paulo, Dani permanecia sentada no chão.
Ela respirava com dificuldade, mas seus olhos continuavam atentos.
Enquanto um dos sequestradores saía do cômodo, ela percebeu que um pequeno pedaço da corda que prendia seus pulsos havia se soltado.
Disfarçando para que ninguém percebesse, começou a movimentar lentamente as mãos.
Pela primeira vez desde o sequestro, surgiu uma pequena chance de escapar.
E ela estava decidida a aproveitá-la.
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Senhor Simpatia
FanfictionNanjoom e seus amigos que são socios da mesma empresa fundada por eles, todos são bilionário que estão acostumados a ter tudo que querem na hora que querem sem nenhum problema, porém uma peça do destino fez suas vidas virarem de cabeça para baixo, e...
