Capítulo 35

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Dani corria sem olhar para trás.

O galpão era um verdadeiro labirinto de corredores escuros, caixas empilhadas e máquinas enferrujadas. Sua respiração estava ofegante, e o medo fazia suas pernas tremerem, mas ela não podia parar.

- Ela fugiu! Fechem todas as saídas! - gritou um dos sequestradores.

As luzes do galpão se acenderam de uma só vez.

Dani percebeu que agora estava completamente exposta.

Sem pensar, entrou em uma pequena sala de manutenção e trancou a porta. Encostou-se na parede, tentando recuperar o fôlego.

Foi então que ouviu um som.

Bip... bip...

No canto da sala havia um celular esquecido sobre uma bancada.

Ela correu até o aparelho.

Estava sem senha.

Suas mãos tremiam enquanto discava o único número que conseguia lembrar naquele momento.

O telefone chamou uma... duas... três vezes.

Do outro lado, Jungkook atendeu imediatamente.

- Alô?

Ao ouvir sua voz, Dani começou a chorar.

- Jungkook...

Ele congelou.

- Dani? Meu Deus... Dani, é você?

- Eles... eles estão atrás de mim...

A ligação começou a falhar.

- Me escuta! Você consegue me dizer onde está?

Dani olhou rapidamente pela pequena janela da sala.

- Eu... eu só consigo ver uma torre de água azul... e uma placa enferrujada escrita... "Galpão 17"... acho que é isso...

Antes que pudesse continuar, ouviu fortes batidas na porta.

- Abram essa porta!

Dani levou a mão à boca para não gritar.

- Jungkook... eles me encontraram...

A ligação foi interrompida.

Jungkook levantou-se da viatura antes mesmo que ela parasse.

- Ela está no Galpão 17! Ela acabou de me ligar!

O delegado Henrique pegou o rádio.

- Todas as equipes, mudança de rota! Confirmado: alvo localizado no Galpão 17. Cerquem todas as saídas. Ninguém entra sem minha ordem.

As viaturas aceleraram pelas ruas.

As sirenes cortavam o silêncio da madrugada.

Enquanto isso, dentro do galpão, a porta da sala começou a ceder.

Um... dois... três chutes.

A madeira rachou.

Dani olhou ao redor desesperada.

Havia apenas uma pequena janela.

Sem pensar duas vezes, empurrou a janela com toda a força.

O vidro se estilhaçou.

Mesmo se cortando nos cacos, conseguiu passar pelo vão estreito e caiu do lado de fora.

Sentiu uma dor forte no tornozelo, mas se levantou imediatamente.

Senhor SimpatiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora