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O tempo estava chuvoso, olhava a chuva batendo na janela daquele carro chique, não sei o nome, talvez um Rolls-Royce, não tinha ideia, também não importava, eu não devia ter aceitado o convite dele, foi um erro, mas não daria para trás, quer dizer, somos amigos desde criança, é comum amigos saírem para jantar, certo? Mesmo aqueles que foram loucamente apaixonados um pelo outro na adolescência? Não importava.
Chegava ao centro da parte sofisticada de Gotham, há duas quadras do meu restaurante favorito, bom, costumava ir nele somente uma vez por ano, especialmente no meu aniversário, era quando me permitia ser feliz.
Já estava escuro, com pouca movimentação pelas ruas, mesmo ainda sendo nem oito horas da noite, essa cidade estava perigosa demais, e isso só me deixava mais aborrecida.
Quando o carro finalmente parou na porta do restaurante, Bruce já me esperava com um guarda-chuva, ele quem abre a porta e me estende a mão, à seguro por educação.
— Você está linda.
Não estava, tinha vindo direto do fórum depois de passar quase 12 horas em uma salinha defendendo pessoas que não podiam pagar por um advogado com o mesmo terninho barato de sempre, ao contrário de Bruce, ele estava lindo, o cabelo tão escuro quanto uma pedra de ônix penteado perfeitamente para trás, o terno de alfaiataria italiana feito sob medida.
— Obrigada. — Agradeci pelo guarda-chuva.
Bruce me deu um sorriso mínimo, passou o braço direto pela minha cintura como se fosse algo natural e nos guiou para dentro do restaurante. Quando passamos pela porta a recepcionista com os trajes perfeitamente ajustados pegou o guarda-chuva de Bruce e gentilmente solicitou minha tote bag com um sorriso mais branco que sua blusa.
O ambiente estava estranho, era uma sexta-feira à noite, e este lugar era um dos mais cobiçados de Gotham e estava simplesmente vazio. Assim que entreguei minha bolsa apareceu outro funcionário do restaurante, vestido tão bem quanto a recepcionista.
— Boa noite, senhor e senhorita, meu nome é Gustav, serei o maître dos senhores está noite, queiram me acompanhar por gentileza.
O lugar havia mudado desde que eu estive pela última vez, estava mais aconchegante e o lustre no teto oval estava maior, só aquele objeto deveria valer meu apartamento e eu ainda ficaria devendo.
Nossa mesa ficava no centro do restaurante, foi fácil descobrir qual era, até porque era a única naquele espaço gigante. Bruce ainda não havia tirado a mão da minha cintura, por um momento eu havia esquecido, mas aquela altura não havia mais cabimento, delicadamente fui a removendo até está totalmente afastada, ele obviamente havia percebido mas não falou nada. Quando chegamos à mesa, Bruce fez questão de puxar a cadeira para mim.