cap 10

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___________________Hanna_____________________

O hotel tava mais silenciosa que o habitual,  a maioria dos meus colegas já tinham ido cada um pro seu quarto exaustos após mais uma rodada de negociações,  porem eu não estava conseguindo dormir , decido descer até o lounge do hotel . O ambiente estava com a iluminação mais suave por conta do horário estava tocando uma música instrumental ao fundo .

Pedi um chá e me sentei perto da janela admirando a imensidão ao meu redor , por alguns minutos o mundo parecia distante,  sinti uma falta dos meus pais.

-Também não conseguiu dormir ? Uma viz Grave surgi atrás de mim.

Levemente olho em sua direção e ali estava Miller lindo bem vestido como sempre.

-longo de mais o dia. Tento ser mas casual possível.

O lounge estava silencioso, a música instrumental preenchendo os espaços vazios. Entre nois nossa conversa de forma surpreendentemente leve: sobre a comida apimentada que assustou a equipe, sobre livros que nenhum dos dois terminava, até sobre o taxista que quase se perdeu no trajeto.

Por alguns minutos, pareciam dois colegas comuns, sem a barreira da hierarquia, sem o peso dos olhares da empresa. Apenas duas pessoas em um canto distante de um hotel estrangeiro.

Quando o relógio se aproximou da meia-noite, olho discretamente para a xícara vazia.

— Acho melhor eu subir… amanhã o dia vai ser puxado.

— Eu também vou — respondeu , levantando-se junto comigo.

O corredor até os elevadores estava vazio, o som dos passos ecoando no carpete macio. Entramos no elevador lado a lado, em silêncio, cada um absorvido em seus próprios pensamentos. Mas, à medida que os andares subiam, a proximidade parecia mais difícil de ignorar.

Quando a porta se abriu, caminhávamos juntos até o corredor dos quartos. Foi então que Miller, quase num impulso, quebrou o silêncio:

— Sobre o beijo… — disse baixo, a voz mais rouca do que queria.

paro por um segundo, surpresa. O coração disparou, mas  tento se manter firme. — Não precisamos falar disso.

— Talvez devêssemos — insistiu ,com os olhos fixos . — Porque, desde então, eu não consigo simplesmente… apagar.

respiro fundo, sentindo a tensão atravessar o corpo como um choque. — Foi um erro, Miller. Um momento errado.

— Eu sei — ele deu um passo à frente, a voz carregada de contradição — mas não foi vazio.

O silêncio entre eles queimava. Senayd recuou um passo até encostar-se na parede, mas não desviou os olhos. Estavamos perigosamente próximos, tão próximos que qualquer movimento poderia selar o espaço que restava.

As mãos quase se tocaram, um gesto inconsciente, e o ar se tornou pesado, denso. A lembrança do beijo voltou com uma força quase física, como se o corpo inteiro se lembrasse antes da mente.

Ficamos ali, parados diante da porta do quarto , presos no impasse entre razão e desejo. Não houve beijo — não ainda —, mas a tensão que pairava no ar dizia mais do que qualquer palavra.

O corredor estava silencioso, apenas o som distante do elevador. Estou encostada à porta do quarto, Miller à minha frente, ainda com as palavras sobre o beijo queimando no ar.

— Foi um erro… — eu disse, mas a voz saiu fraca.

— foi, me diga olhando nos olhos. — ele se aproxima, a respiração quente, a distância entre nos diminuindo até não haver mais espaço.

tento sustentar o olhar, mas cedo no instante em que ele tocou meu rosto com firmeza. O beijo veio intenso, cheio de urgência contida demais tempo. Não havia cálculo, não havia barreiras — apenas a verdade crua de um desejo impossível.

Eu correspondo, as mãos deslizando pelo peito dele, puxando-o mais perto. Por um momento, esqueceram o mundo, esqueceram Ágata, esqueceram regras e limites. Só havia a entrega.

Quando se afastaram por segundos, ofegantes, Senayd murmurou:
— Isso não devia estar acontecendo…

— Eu sei —  respondeu, a testa colada à minha, a voz carregada de contradição. — Mas não consigo parar. Não com você, no carro você me beijou dessa vez vai ser eu.

O beijo voltou, ainda mais profundo, mais desesperado. As chaves escorregaram da minha  mão, caindo no chão sem que ninguém se importasse. Ele mim pressionou de leve contra a porta, e  abriu, puxando-me para dentro do quarto.

A porta do quarto bateu atrás de nós, abafando o silêncio do corredor. Meu coração parecia ecoar no peito, descompassado, tão alto que eu tinha certeza que ele podia ouvir.

Os lábios de Miller ainda estavam nos meus, quentes, firmes, e pela primeira vez eu não pensei no certo ou no errado. Apenas deixei acontecer. Apertei o colarinho da camisa dele, puxando-o para mais perto, como se tivesse medo de que ele mudasse de ideia.

— Isso é loucura… — minha voz escapou entrecortada, quase um sussurro.

— Então que seja — ele respondeu, a respiração misturada à minha, grave e rouca, como se arrancada de dentro.

As mãos dele desceram pela minha cintura, firmes, me puxando contra o corpo dele. O calor do toque queimava a minha pele por cima do tecido. Eu não conseguia mais distinguir o que era arrependimento, o que era medo, e o que era desejo. Tudo se confundia, me consumindo por inteiro.

Beijei-o de novo, mais forte, como se quisesse marcar aquele instante. Minhas mãos percorreram seus ombros, a nuca, cada curva conhecida e ao mesmo tempo estranha. Cada beijo parecia um aviso: “não podemos”, e ao mesmo tempo, uma resposta: “não importa”.

Quando ele parou por um segundo, apenas para me olhar, quase me faltou ar. O olhar dele me prendia, me despia mais do que qualquer toque.

— Se eu parar agora, não consigo mais voltar atrás — ele disse, a testa colada na minha.

Não respondi. Não havia nada que pudesse dizer. Apenas deixei o silêncio ser meu consentimento.

E então me entreguei. Roupas se desfizeram no caminho, o frio do quarto foi substituído pelo calor da pele, e cada gesto era um mergulho sem volta. Não havia mais chefe e funcionária, não havia promessas, nem Ágata, nem a empresa, nem passado. Só havia nós dois.

Naquela noite, ignorei todas as consequências. Escolhi o que me queimava por dentro.

E me perdi nele.

Por Uma Decisão Histórias para pegar e não largar. Descubra agora