a música mudou.
Entrou um ritmo mais lento, cheio de batidas graves que pareciam vibrar direto no peito. Emmy puxou Cleber para perto do balcão, animada, deixando eu e Henrique momentaneamente sozinhos na mesa.
Ele virou o rosto pra mim devagar, como se estivesse esperando justamente esse instante.
- Você tá diferente hoje - ele murmurou.
- Diferente como? - perguntei, tentando manter o controle da voz.
Henrique inclinou-se mais, o suficiente para que eu sentisse a respiração dele roçar minha pele.
- Como alguém... que finalmente desligou do trabalho e resolveu sentir um pouco mais.
O "sentir" dele veio carregado, quase um convite.
Eu segurei o copo com firmeza, mas ele tirou devagar da minha mão e colocou na mesa, sem quebrar o olhar.
- Vem - ele disse, estendendo a mão.
Não era um pedido.
Era uma certeza.
Eu respirei fundo e aceitei.
Ele me guiou entre as mesas até um espaço onde algumas pessoas dançavam. A luz era baixa, avermelhada, e a música tinha aquela batida que parecia acompanhar a pulsação.
Quando parei diante dele, Henrique chegou mais perto... bem mais perto.
Uma das mãos dele deslizou para minha cintura - não puxando, apenas pousando, quente, firme, como se estivesse marcando o lugar exato onde queria que eu ficasse.
A outra ficou suspensa, quase tocando minha bunda.
- Se eu estiver incomodando, você me afasta - ele disse, a voz baixa, grave.
- Se você estivesse incomodando, eu já teria afastado - respondi, num sussurro.
Ele sorriu de lado, satisfeito.
Então a gente começou a se mover no ritmo da música, devagar, nossos corpos se aproximando como se algo estivesse puxando um ao outro sem permissão. Não era dança... era outro tipo de conversa.
A mão dele na minha cintura subiu um pouco, encontrando a curva das minhas costas, e a proximidade fez meu coração errar o compasso.
- Você tá tremendo - ele sussurrou no meu ouvido.
- É a música - respondi, sem convicção.
Henrique riu baixinho, com aquele ar de quem sabe exatamente o efeito que causa.
- Claro que é.
A respiração dele tocou minha nuca, descendo pela minha pele como um arrepio quente. Eu fiquei imóvel por um segundo, sentindo o impacto, antes de levar minha mão até o ombro dele - e só esse contato fez a distância entre nós desaparecer.
Ele deslizou os dedos pela minha coluna, lentos, como se estivesse memorizando cada centímetro. Não havia nada explícito... mas o que ele fazia era muito mais perigoso.
- Hanna... - ele disse do jeito que só ele conseguia.
- O quê? - minha voz saiu fraca.
- Continua perto de mim.
E eu continuei.
Não porque ele pediu - mas porque meu corpo não quis ir pra lugar nenhum.
Eu não estava mas em me meu corpo vibrava. Henrique aproximou a boca do meu ouvido e disse baixo:
- Vamos respirar um pouco... só nós dois.
Eu nem respondi. Só deixei que ele pegasse minha mão, firme, e me conduzisse pelos corredores do bar até uma porta lateral que dava para um lounge quase vazio - luz baixa, sofá macio, e o som abafado depois de tantas paredes.
Assim que a porta fechou atrás de nós, o ar mudou.
Henrique me encostou devagar na parede, mas sem me prender - apenas deixando o corpo dele perto o suficiente para tirar meu fôlego, e sentir-lo hereto
- Eu tentei... - ele disse, olhando nos meus olhos como se estivesse segurando alguma coisa. - Tentei ignorar isso o quanto pude.
- Isso o quê? - minha voz saiu quase um sussurro.
Ele deslizou a mão pela lateral da minha cintura, subindo o meu vestido devagar, até encontrar o ponto exato onde minha respiração falhou.
- Isso que você me faz sentir desde que chegou.
A proximidade queimava.
O olhar dele, então... impossível fugir.
Henrique trouxe a mão para a minha nuca e inclinou meu rosto para cima, guiando meu queixo com o polegar. O toque era suave, mas carregado de intenção.
- Se eu passar do limite, você me corta - ele disse, a voz grave, quente.
- Talvez eu não queira cortar - respondi, sem pensar.
O sorriso dele foi quase perigoso.
Ele encostou a testa na minha, e a respiração dele misturou na minha antes mesmo de me tocar.
O silêncio entre nós ficou pesado, cheio de algo que empurrava de dentro pra fora.
Então ele aproximou os lábios dos meus...
tão perto que eu senti o calor, mas não o toque.
- Me diz pra parar - ele murmurou.
- Eu não vou dizer.
E quando eu terminei a frase, ele finalmente me beijou.
O beijo não foi apressado - foi profundo.
Denso.
Como se ele tivesse segurado aquilo por meses.
A mão dele deslizou pela minha cintura, puxando meu corpo mais perto do dele, e a intensidade do toque fez minhas pernas perderem um pouco da força.
Eu segurei a camisa dele sem perceber, puxando-o mais ainda contra mim.
Henrique sorriu entre o beijo, aquele sorriso quente, perigoso, que eu sempre temi e quis na mesma medida.
- Você não faz ideia... - ele sussurrou contra minha boca - do quanto eu queria isso.
Ele pressionou o corpo no meu de um jeito que deixou muito claro o quanto ele queria.
Minhas mãos subiram pelo peito dele, sentindo a respiração acelerada, sentindo o controle dele se quebrando aos poucos... e, ainda assim, ele mantinha um domínio incrível, guiando meus movimentos com uma gentileza que só piorava o fogo que ele causava.
Henrique deslizou a boca pelo meu pescoço, lento, explorando cada reação minha como se estivesse decorando.
Eu deixei escapar um gemido que ele certamente ouviu - e que só o deixou mais ousado.
A mão dele, que antes estava na minha cintura, subiu um pouco mais, encontrando meu peito com uma segurança que fez meu coração disparar.
E justamente por isso, ainda mais intenso.
Ele voltou a me beijar, mais fundo dessa vez, o corpo colado ao meu, o calor entre nós crescendo com cada segundo.
Entre um beijo e outro, ele disse, com a voz rouca:
- eu posso continuar... eu não consigo parar.
Eu encostei a boca no pescoço dele e respondi:
- Então não para.
A respiração dele falhou contra minha pele, e ali o senti profundamente , cada sentimento que ele entrava eu gemia mas alto e ele entrava com mas força.
E o resto da noite... ficou só entre nós dois.
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Por Uma Decisão
RomanceHanna Senayd, aos 28 anos, consegue a posição que tanto queria na empresa dos seus sonhos no EUA. Com sua nova posição e mais responsabilidade, acaba tendo acontecimentos inesperados em sua vida. Mas será que isso irá bagunçar mais sua vida ou ir...
