cap 6

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Vou seguindo seus espaços desalinhados Percebo que tem alguém lhe seguindo Então Fico  lado a lado  dando apoio Coloco Meu braço em sua cintura certificando-me que ela está segura. Antes de subir no carro meu celular vibra.

___________________>cater<___________________

Tive uma reunião com alguns acionistas e todos estão satisfeitos com a nossa aliança com a família Smith.

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Olho ao redor E não vejo mais ninguém coloco o cinto.

-senhor Miller. Ela me olha e dá um leve sorriso.

- Coloque o Cinto Hanna, podemos ir .
falo pro chefe.

- Me chame Senayd. ela fala Se aproximando.

- Sabe senhor Miller hoje o senhor me deixou bem constrangida, Só porque o senhor tem poder não quer dizer que pode fazer o que quiser comigo. Seu rosto fica a centímetros do meu.

olhando em seus olhos.

- Senhora senayd Lhe peço desculpa pelo o ocorrido. Hanna da um leve sorriso.

E por um estante o carro estava em silêncio, iluminado apenas pela luz amarelada dos postes que passavam pela janela. Ela se inclinou para mais perto, e quando seus lábios tocaram os meus, tudo se tornou intenso de repente. No começo, foi um beijo calmo, firme, cheio de segurança — como se ela soubesse exatamente o efeito que teria sobre mim.

Sua boca era quente, envolvente, e a cada movimento eu sentia a presença dela me dominar por completo. E sem perceber eu ja estava a puxa de leve pela sua nuca, aproximando-me mais, fazia meu corpo inteiro estremecer. O beijo ganhou profundidade, e a intensidade dele cresceu como um fogo que não podia mais ser contido.

Era como se o carro inteiro fosse pequeno demais para tanto desejo. A respiração dele misturava-se à minha, quente, urgente, e o jeito firme como me beijava fazia parecer que nada no mundo existia além daquele instante.

E então, quando o beijo alcançou seu ápice, eu paro abruptamente. Ela estava feita, entregue ao momento, mas eu recuou, segurando o ritmo, como se tivesse decidido que era suficiente. O silêncio voltou ao carro, carregado de tensão,  apenas a olhei, respirando fundo, sem continuar. como se tivesse levado um choque. O beijo tinha acontecido, mas não deveria. O gosto do álcool ainda estava presente, misturado com o peso imediato da culpa.

Olho para ela: olhos semicerrados, sorriso perdido, claramente sem plena consciência do que fazia.

Passo a mão pelo rosto, respirando fundo. Sabia que tinha cruzado um limite — não só moral, mas também profissional. Aquela mulher não era alguém com quem  podia se envolver. E, ainda assim, tinha feito.

O silêncio do csrro parecia gritar. Fazendo mim sentir menor, fraco, covarde. Queria voltar atrás, apagar o instante. Mas não dava. O beijo estava ali, marcado.

- chegamos.

Abro a porta do carro evitando encará-la de novo, e penso apenas em uma coisa: “Eu não devia ter feito isso.”

_________________HANNA______________________

Mim desperto  com a sensação de que o quarto girava lentamente. A claridade que entrava pela janela era incômoda demais para quem tinha bebido tanto. Levo alguns segundos para entender que estava em casa, deitada na minha própria cama.

Sento devagar, pressionando a cabeça com as mãos. A boca seca, o gosto amargo no fundo da garganta, a típica ressaca. Tento puxar as lembranças da noite anterior.

A última coisa que vinha com clareza era a festa da empresa: as risadas, o som alto, os colegas brindando pelo sucesso do projeto. Lembrava de segurar uma taça atrás da outra, das conversas atravessadas que já não faziam tanto sentido. Mas dali em diante… nada.

Não lembrava de como tinha saído de lá. Não lembrava de como tinha chegado em casa.

Olho em volta, tentando encontrar algum sinal que explicasse: a bolsa estava largada na cadeira, os sapatos no canto do quarto, o celular caído ao lado da cama. Tudo parecia ter sido deixado às pressas, como se alguém a tivesse colocado ali.

Um frio percorreu minha espinha. Não era apenas a ressaca. Era a estranheza de não ter controle sobre a própria noite.

passo alguns minutos parada na cama, com a sensação incômoda de que havia um buraco na  memória. Tentava se convencer de que só tinha exagerado na bebida, que logo lembraria dos detalhes. Mas, quando fecho os olhos, um flash veio rápido demais, como uma cena roubada da própria mente.

O banco de um carro. O cheiro de couro misturado com perfume masculino. Um rosto muito próximo.

Abrio os olhos de repente,com o coração disparado. Engolindo seco, tentando afastar a ideia, mas outro fragmento veio: a sensação de um beijo. Lábios pressionados contra os meus.

Levantou-me, andando pelo quarto como se isso ajudasse a organizar o turbilhão. A imagem ficou mais nítida, dolorosamente clara. Eu tinha beijado alguém. Não... não era “alguém”. Era ele. O Miller.

O choque fez seu estômago embrulhar. Levo as mãos ao rosto, incrédula. Como aquilo tinha acontecido? Justo ele, a pessoa que mais representava o limite do que jamais poderia acontecer.

A lembrança do carro voltou em pedaços: eu rindo sem firmeza, ele sério, um clima estranho no ar. O beijo. O silêncio depois. E nada além disso.

sinto o corpo gelar. Não sabia se queria se lembrar do resto, tentando controlar a respiração. A imagem do beijo no carro queimava em sua cabeça, mas o que mais doía não era o ato em si — era o que ele significava.

O Miller. O homem que liderava a empresa. A pessoa que representava autoridade, responsabilidade e limites claros. Eu, a funcionária que deveria ser profissional acima de tudo.

O peso da situação caiu como uma marreta: “Se alguém descobrir, acabou. Minha imagem, minha credibilidade, meu trabalho.”

A lembrança não vinha com romance nem com calor, mas com o pavor das consequências. Imaginava os olhares atravessados no escritório, os rumores inevitáveis, a confiança colocada em xeque. Todo o esforço que tinha feito para conquistar respeito poderia se perder em um único deslize.

Pior ainda: não sabia como ele lidaria com aquilo. Faria de conta que nada aconteceu? Usaria contra mim? E se ele mesmo se sentisse culpado e a tratasse de forma diferente? Qualquer mudança de comportamento seria notada pelos outros.

fecho os olhos, tentando se convencer de que talvez ele também tivesse interesse em manter tudo em silêncio. Mas a insegurança continuava latejando.

No fim, a maior ressaca que carregava não era do álcool, mas do medo de perder tudo o que construiu.

Por Uma Decisão Histórias para pegar e não largar. Descubra agora