EPILOGO

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A Turnê de Jun pelo Japão foi uma das maiores do mundo. Capas de revista do mundo todo e também da Coreia exibiam o cantor de Kpop mais amado do planeta. Seu número de fãs cresceram, suas vendas triplicaram, os produtos com seu nome não paravam de ser lançados. Seu sucesso foi tanto que ele teve turnês na Europa, Estados unidos, Brasil, Africa do Sul, Austrália e um super meeting na França. Tudo isto em apenas um ano. Jun era aclamado, amado e acima de tudo, feliz. Ele chegou no topo das paradas de sucesso e lançou um álbum novo chamado HOON, que incluía quatro EPs que estouraram: Heart, Over, One e Need. Agora, todos os fãs querem saber quem é a pessoa que deixou esta marca no coração de Jun, já que Hoon, no coreano, significa alguém que vai ficar eternamente ali. Ele sempre desconversa o assunto em entrevistas. Jun continuava mantendo contato com Ji-hoon e Min-jun, mesmo ocupado na maioria do seu tempo, e as vezes aparecia de surpresa na casa de Ji-hoon para ver como ele estava e se precisava de alguma coisa, mesmo que fosse por cinco minutos.

A mãe de Ji-hoon conseguiu um bom emprego na empresa JUNMUSIC como copeira. Ela amava fazer parte de um grupo tão jovial e era extremamente adorada por todos. Recebia diversos presentes, dentre deles o que ela mais amava: perfumes. Cada dia ela saia com um, e sempre era muito elogiada quando passava perto de alguém na empresa toda perfumada com seu perfume favorito de Mugunghwa.

O Senhor Choi liderou a JUNMUSIC melhor do que nunca neste ultimo ano. Com o estouro de Jun ele faturou tanto que montou uma sede nas américas e uma na Europa e está agora planejando um concurso para eleger uma nova voz pelo mundo todo. Serão escolhidas uma voz por continente que possui a empresa e depois os três formarão um grupo musical. Choi decidiu ouvir mais o filho e quem sabe buscar um novo amor... Isto na verdade passou a persegui-lo mais quando uma certa senhora perfumada passou perto dele na empresa com um cafezinho na mão.

O grupo de Jina de desfez quando a querida foi mandada para um reformatório. O processo saiu positivo em nome de Min-jun, que nunca foi em uma audiência mas foi representado por Jun. Não que a filha da juíza gostasse mais do que o normal dele, mas a sentença saiu até favorável demais. Jina terá que ficar em um reformatório ate os 21 anos, passar por visitas psiquiátricas e fazer uma ação comunitária em um centro de pessoas com deficiência. Jina também foi acusada de bullying e assédio contra Ji-hoon, com cameras e áudios cedidos finalmente pela escola, depois uma pequena visita de Choi. Jina colocou todos os seus amigos como envolvidos, e eles foram sentenciados a três anos de serviço de limpeza publica e uma multa de ₩292.192.000 (cerca de 200 mil dólares) para Ji-hoon. Ji-hoon por sua vez perdoou o dinheiro e apenas disse que eles deveriam assistir à palestras sobre bullying e o mal que gera em longa data, e o pedido foi acatado pela juíza na metade do valor, o serviço comunitário e a palestra. Logo depois do ocorrido, todos eles, menos Jina, se encontraram com Ji-hoon para pedir desculpas e deixaram a escola na qual estudavam. Com o escândalo, a família de Jina e dos amigos perderam muito espaço na Coreia, sendo também descoberto um grande esquema de lavagem de dinheiro, assedio e trabalho escravo envolvendo três delas.

Ji-hoon passou o ano terminando finalmente o estudo sem nenhum bullying e estudando inglês. Ele realmente esta com planos de viajar e conhecer o mundo, quem sabe começar pela Inglaterra. Ele pretende também fazer relações exteriores para ajudar na JUNMUSIC, local onde ele agora tem um cargo de segundo assessor do senhor Choi. Ji-hoon continuou a mesma pessoa que é, de coração puro, amado por todos. Com o valor arrecadado do processo, Ji-hoon ajudou a escola a criar uma ação anti-bullying e fez, finalmente, o diretor assinar um termo judicial de cooperação ao receber denuncias, sem que sejam levadas ao ministério publico. Ji-hoon também doou parte do dinheiro para vitimas de bullying e inclusive deu várias entrevistas e podcasts, arrecadando não só dinheiro, como uma legião de fãs que hoje o assistiam jogar seus jogos como streamer. Mas tudo isto não o fazia mais feliz do que todo os dias depois do trabalho ir até o topo da JUNMUSIC e esperar o telefonema de Min-jun, as vezes acompanhado de Choi, as vezes só.


O fim do dia estava lindo da Inglaterra.
Como sempre, o ônibus estava lotado e as meninas não paravam de olhar o lindo coreano sentado vendo as paisagens da cidade inglesa. 
Ele olhou para o telefone e viu a foto de Ji-hoon com seu pai na tela. Ele sorri com o coração quente. Mal podia esperar a manhã seguinte para ligar para Ji-hoon. Maldito fuso-horário.
Neste ultimo ano, Min-jun passou ajudando crianças carentes a ler, ajudou a preparar comida para pessoas em situações de rua, e ajudou imigrantes a estudarem inglês de forma totalmente gratuita em instituições espalhadas por Londres. "Eu preciso fazer o bem", foi o que ele pensou ao entrar no avião. Min-jun queria tirar de si o peso de ter sido uma pessoa que um dia praticou o mal. Faz mais de um ano que ele não via Ji-hoon, e escutar a voz e o sorriso de quem ele ama é reconfortante, mas ele não se sentia pronto para vê-lo cara a cara, ele se sentia imundo, sujo, porque um dia fez Ji-hoon chorar, ele se lembraria? Diante dele, o perdoaria? 
Mesmo assim ele sorri quando lembra que sua vingança seria largar a Jina no altar e dizer para todos ali que amava o Ji-hoon. Realmente teria que aprender muito com seu pai.
Min-jun desceu do ônibus no Chelsea Physic Garden e olhou para o Rio Tamisa antes de entrar no pequeno apartamento que morava. As janelas agora em tom laranja diziam que o sol estava indo embora e ele com certeza agora precisaria de um banho. Min-jun entrou para a ducha e se lavou, depois preparou um chá verde e se sentou diante da janela. Tomou um gole e se assustou com o telefone tocando ao seu lado. Era seu número coreano, eram quase duas horas da manhã na Coreia. Tomado pelo medo de noticias ruins ele não esperou e logo atendeu, chamando por Ji-hoon.

- Nossa - Ji-hoon disse - Eu imaginava que aqui era lindo, mas pessoalmente é mais incrível ainda
- Ji-hoon? Do que está falando? Onde você está? Precisa de alguma coisa?
- Já fazem quase dois anos que não te vejo, eu te prometi que te esperaria, mas eu não consigo mais. 
- O que você quer dizer com isto?
- Por favor não fique chateado comigo - Ji-hoon diz meio sorridente e então Min-jun se levanta da cadeira. Do outro lado da janela uma figura está sentada no banco olhando para o rio, telefone no ouvido. Seu coração gela. Ele sai correndo pela porta, desce os dois vãos de escadas o mais rápido que pode, abre a porta e pula as escadarias da frente. Atravessa a rua sem pensar que poderiam haver carros, que buzinam e freiam quase o atropelando, e por fim para diante da figura coberta pelos raios do sol que logo sumirá. Com um suéter, mala pequena ao lado, telefone no ouvido e sorriso inconfundível, a figura se levanta e desliga o telefone, olhando sorridente e fixamente para o olho de Min-jun.

Min-jun finalmente estava diante de quem sempre amou.

Muito obrigado a todos que ficaram comigo até o fim desta obra, que foi escrita com muito carinho

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Muito obrigado a todos que ficaram comigo até o fim desta obra, que foi escrita com muito carinho. Passei mito tempo longe e sei que isto foi horrível, mas agora começarei novos projetos que estão engavetados aqui no wattpad e fora dele. Minha próxima historia promete muita comedia e amor. Espero que se divirtam tanto quanto eu ao escrever.

Quero deixar um grande beijo a todos que estão no Brasil lendo minhas historias e nunca me deixaram na mão, aos fãs do livro WICCA que também descobriram meus outros livros e que moram aqui na Itália e vieram ao meu encontro na minha cidade e também as mensagens que sempre me mandam aqui no privado.

Eu amo todos vocês meus leitores.
Espero vocês na minha próxima loucura.

Juliano Rodrígues


HEDGEHOG BOYHistórias para pegar e não largar. Descubra agora