— Então... É um Darkin de verdade. — K'Sante suspirou, prensando os lábios tensos.
Aphelios sequer conseguia fechar a boca. Ele e Alune não conseguiam acreditar que as lendas que ouviam quando crianças eram reais, e, pior, que uma daquelas criaturas agora habitava o corpo de seu colega de banda. Não havia como aquilo ser real, certamente eles estavam apenas acreditando em mais uma das alucinações do Rapper.
— Eu sei que é difícil acreditar, eu mesmo só consegui acreditar depois que ele me mostrou o artefato ao qual estava vinculado antes de tomar o meu corpo. Estava apavorado com a ideia de que talvez vocês fossem me odiar por isso, ou pior... Mas não posso esconder mais. A partir daqui as coisas vão ficar perigosas demais. Eu pensei em fugir pra proteger vocês, mas o Ez disse que... que somos uma família... Eu não sou bom com essa coisa de família, os exemplos que eu tive foram péssimos, mas eu quero acreditar que essa é diferente — Kayn desabafou. Seu peito estava cheio de aflição e seu coração parecia querer sair pela garganta naquele momento, mas ele precisava da ajuda daquelas pessoas, de seus amigos. — Vou precisar de toda ajuda que puder ter pra lidar com a Leblanc agora. Antes era só algo entre mim, ela e os problemas da gravadora, mas agora parece ter somado um caminhão de bosta na questão, e preciso arrumar uma forma de nos proteger. Infelizmente acredito que terei que pedir ajuda à minha madrasta pra isso.
— Isso é o quão sério estamos falando... — Aphelios murmurou, suspirando em seguida e prensando os lábios em um fio.
— O quão seguro é estar perto de você agora, Kayn? — Alune expressou sua preocupação. — Não que eu tenha qualquer intenção de afastamento, de forma alguma, eu só gostaria de saber como anda sua relação com esse Darkin. Segundo as lendas que os Lunari passam adiante, os Darkin sufocam a consciência do hospedeiro, modificam a carne dele com magia de sangue, e por fim iniciam seu ciclo de crueldade e matança. Eu queria saber se isso é verdade.
Kayn encarou o tampo da mesa por alguns segundos como se perdesse a fala. Como poderia responder àquela pergunta?
— Honestamente, eu não sei, mas sei que o perigo maior que vamos enfrentar não é o Rhaast. Se o Rhaast quisesse fazer mal a qualquer um de vocês, poderia ter feito isso há muito tempo. Pelo que descobri, ele está comigo há vários anos, não foi só agora. Ele só se manifestou porque queria me ajudar... De uma forma meio errada? Definitivamente, já que eu tomei um socão do Sett e fui parar no hospital por isso.
— Ingrato, tsc. — A voz grave se fez presente, e dessa vez todos, à exceção de Ezreal, ficaram tensos em seus lugares. — Ah, haha, não precisam trancar o cu desse jeito não. Reconheceram minha voz e agora estão se cagando. Hey, a gente se falou poucas vezes, mas eu estive aqui o tempo todo. O que você disse, menina Lunari, é verdade. Darkins sufocam seus hospedeiros e mudam sua forma para aquela que desejam, para causar horror em seus inimigos. Mas eu decidi não fazer isso com Kayn. Nós estamos convivendo pacificamente há uns dez anos ou sei lá, não vou mudar isso agora, mesmo que ele seja burro às vezes.
— Eu não sou burro! — Kayn respondeu.
Para quem estava assistindo aquilo pela primeira vez, era bizarro. Ele conversava sozinho, mas a voz era completamente diferente e suas feições parecia se modificar quando Kayn ou Rhaast falavam por meio daquele corpo. Toda aquela história fantasiosa era real, para o terror deles, e tudo ficava mais grave a cada momento.
— Vocês dois estão se dando bem agora, então? Então qual exatamente é o maior perigo? A Rosa Negra? — Alune perguntou, curiosa.
— Hmm, em partes — Kayn disse.
— Mais a face que eles têm por trás da fachada. A grandiosa gravadora serve como forma de ocultar algo mais antigo do que música pop de gosto duvidoso, garotinha da lua. Eles chamavam a si mesmos de caçadores, nasceram de uma aliança entre nações para exterminar darkins e demônios. Você deve imaginar que em vez de matá-los, eles os aprisionam e escravizam quando podem, não? — Rhaast respondeu.
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Placeholder (EzKayn)
FanfictionKayn nota que há algo de errado com ele. Não é mais necessário que ele beba nas festas para que se esqueça do que aconteceu no dia seguinte, e dias inteiros parecem simplesmente ser apagados de sua memória. O medo de ser tratado como louco e expulso...
