Cecilia

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_...Você não vai abri né? Tudo bem! Eu vou embora, mas amanha a gente conversa. Boa noite. - eu não iria abrir, eu estava com vergonha do que eu tinha dito, do que ele tinha dito, do que eu fiz, na verdade eu queria mesmo era sumir, evaporar.

Eu me tranquei no quarto e fui dormir, ou pelo menos tentar. Passei a noite pensando em tudo, na minha vida, no meu namoro, em como a minha rotina tinha mudado esses últimos dias, no vestibular, na futura faculdade, no meu aniversario. Em fevereiro eu faço dezoito anos, vou está legalmente de maior, e com a maioridade terei outras responsabilidades, eu acho que está na hora de crescer de ser adulta, pelo menos em parte. O que eu vou fazer com o meu namoro, ou melhor, com o que eu estou sentindo pelo Tony. Namorei o Rafael por quase dois meses e nunca senti um terço por ele do que eu sinto pelo o Tony. Na realidade, comparado ao que estou sentindo pelo Tony, eu nunca senti nada por ninguém. Ele parece àqueles príncipes de contos de fadas, da vontade de casar amanhã só para poder ficar com ele o tempo todo. Mas isso é loucura, porque quero me formar, eu quero ter minha profissão, quero viver os sonhos que tenho desde pequenininha, sonhos esses que vieram antes dessa paixão desenfreada que estou sentindo. Sonhos pelos quais eu me esforcei, estudei e corri atrás. Tenho que arrumar um equilíbrio entre as coisas que eu queria antes, e as coisas que eu quero agora. Nem sei que horas consegui dormir.

Eu acordei olhei no relógio ia dar sete horas, que ótimo tive insônia noite passada e acordei cedo por estar ansiosa. Como iria olhar para o Tony depois de tudo o que eu tinha dito a ele na noite anterior? Não queria encontrar com ele tão cedo. Liguei para as meninas as chamei para ir à praia. Depois fui ao quarto do Miguel.

_ Bom dia! - falei pulando em cima dele na cama. Que deu um pulo se cobrindo com o lençol, pois ele estava só de cueca boxe. _ Primo lindo do meu coração, que eu amo muito. Eu já te disse que você é o melhor primo do mundo? E também já te disse que você é meu primo preferido? - falei dando um sorriso angelical.

_ Fala Sô o que você quer? - ele falou irritado, bocejando e coçando os olhos. _ Você me acordando de madrugada falando esse monte de besteiras, qual é o golpe que você quer me dar? - ele disse sarcástico. Fiz cara de ofendida com a pergunta.

_ Nada demais. Eu quero ir para a praia e chamei a Fabi e a Vic, mas elas não querem ir de ônibus e não quero chamar o Tony e você foi o premiado, que vai levar três lindas mulheres a praia. Caramba tu é um cara de sorte! - falei dando um sorrisinho, e piscando para ele.

_ Sério? Acordar essa hora para te levar a praia! Cadê a sorte? - nossa! O Miguel era muito mal humorado de manhã.

_ Você vai ver a sua linda namorada de biquíni fio dental, porque ela só usa fio dental, mas a julgar pelo o que eu vi ontem, você já viu ela sem roupa nenhuma!

_ Não Sofi, não aconteceu nada ainda entre a gente. Na realidade estava planejado pra ontem já que quando cheguei seu pai falou que você estava na loja e que ele também ia pra lá, eu sabia que vocês voltariam tarde e não posso levar ela a um motel porque eu já sou maior de idade e ela só tem dezessete, mas aí você chegou com o Tony e estragou tudo. O que me faz pensar que você teve a mesma ideia que eu! - fiquei morta de vergonha, senti meu rosto esquentar.

_ Pois você está enganado. Eu juro que não pensei nisso aí que você pensou. Tudo o que eu queria era ficar um pouco sozinha com ele. Mas não pra isso aí. - falei tentando gesticular o que eu queria dizer. _ E me poupe dos detalhes da sua vida sexual. Ai que nojo vocês ia usar o sofá da sala? Sério? Se a mamãe sonhar uma coisa desta você está frito! - falei imaginado a minha mãe descobrindo uma coisa dessas. Acho que ela daria umas tapas no Miguel.

_ É eu sei que estou. Mas sei também que você não contaria. - ele me olhou com uma cara de suplica. Parecia o gato de botas do filme Shrek.

_ Claro que não! Agora é logico que você me levará para praia, certo? - falei morrendo de rir ele me expulsou do quarto dele me chamando de chantagista e disse que ia se vestir e que quando ele estivesse pronto, se eu não estivesse ele iria só com as meninas e me deixaria. Chamei-o de abusado e fui me aprontar. Organizei minha bolsa, coloquei o biquíni, protetor solar, toalha e toda essa parafernália que agente leva quando vai pra praia. Quando fui tomar café o meus pais já estavam na mesa e o Miguel também. Dei bom dia a todos e me sentei à mesa coloquei geleia em uma torrada quando dei uma mordida minha mãe falou:

Um amor de vizinho.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora