Cecilia, parte 2

540 30 6
                                        

_ O quê? Sabe tudo o quê? – perguntei sem saber se eu estava nervosa, com medo, com vergonha ou surpresa. Acho que eu estava um pouco de tudo.

_ Eu sei que o Cadu está interessado em você, eu sei de tudo e acho que com detalhes viu. Não precisa fazer essa cara, não estou com raiva de você, muito menos te julgando, ou coisa parecida. Eu conheço o Cadu muito bem e sei que você é a vitima da historia. – eu estava chocada, e sem palavras, ela falava com tanta naturalidade. Essa mulher tinha sangue de barata só podia. _ O Cadu só quer o que não pode ter, ou seja, por isso ele quer você, não que você não seja bonita, ou melhor, linda, mas tipo, você é algo proibido para ele, e tudo que é proibido é mais gostoso, pelo menos é essa a teoria. – eu estava tão sem palavras que falei a primeira coisa que me veio à cabeça.

_ Cecilia vocês voltaram? Ele disse a mim e a o Tony que vocês estavam dando um tempo.

_ E estamos, mas o Cadu não contou ao pai, e como você pôde perceber, o pai deles não é fácil, então ele me pediu para não contar a ninguém e eu concordei apesar dos pesares eu o amo muito. – tadinha dela não merece isso. _ Você e o Tony formam um casal lindo. – percebi que ela queria mudar de assunto, mas, eu sou curiosa demais.

_ Cecilia você é incrível, não sei como reagiria em uma situação como essa. Mas, desculpe a curiosidade como você sabe?

_ O Cadu me contou, por incrível que pareça somos amigos, e ele nunca mentiu para mim, essa qualidade ele tem de ser honesto, ele erra e diz. Essa situação é o de menos, quantas vezes o Cadu me traiu me contou e me pediu perdão, com você não aconteceu nada, ele só te chamou pra sair. – ela disse isso tão calma, que parecia a coisa mais normal do mundo. _ Sua cara está hilária, como eu já disse Sofi eu o amo, e amo de verdade e lá no fundo ele me ama também, porque ele sempre volta. Tenho a esperança de que um dia ele mude. – ela falou com um sorriso.

_ Ou que você se canse, porque eu não entendo de amor ainda, mas, acho que não tem amor que dure para sempre desse jeito, não vê a mãe deles não aguentou. – ela assentiu ficou pensativa e depois disse:

_ Você entende bastante de amor Sofi. Tereza me contou como você a enfrentou pelo Tony e o que você disse ao Cadu. Isso é amor, colocar as necessidades do outro acima das nossas, e pelo que percebi você é muito bem correspondida. Você tem sorte. – Virei fã dessa mulher, como o Cadu não dar valor a esse anjo. Ficamos conversando sobre tudo, ela vai se formar ano que vem, tem um irmão que mora nos estados unidos, conhece os meninos desde pequena, é apaixonada pelo Cadu desde então, eles sempre foram amigos, mas, só começaram a namorar na faculdade, ela disse que nunca tinha namorado, com ninguém, mas uma noite saiu com um cara e no outro dia na aula ele a pediu em namoro, mas foi o Cadu que respondeu se metendo na frente e dando um beijo nela, e ficaram juntos entre trancos e barrancos até hoje. Achei fofo o que o Cadu fez, fiquei imaginando a cena. O Tony chegou com uma cara que misturava tédio e aborrecimento me abraçou por trás.

_ Obrigada Lili por te cuidado da minha princesa te devo mais uma.

_ De nada Peter Pan, vou cobrar viu, sua conta já está muito alta comigo. – ela disse rindo, e eu fiquei com cara de quem perdeu a piada, ela percebeu e disse. _ É o apelido dele Sofi, quer dizer era. Ele não te contou? – balancei negativamente a cabeça. Ela riu. _ Quando ele era pequeno vivia dizendo que não queria crescer, que seria criança para sempre e ai já viu porque o apelido, o engraçado foi que quando ele tinha mais ou menos doze anos começou dizer que não via a hora de crescer ser adulto independente essas coisas. Acho que você não tem todos os parafusos na cabeça Peter. – ele riu e disse:

_ Nossa! Faz muito tempo que ninguém me chama assim... Eu tinha que crescer minha mãe estava precisando de mim – ele estava com uma expressão triste e nostálgica. Ficamos todos em silencio e ai a Cecilia disse.

Um amor de vizinho.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora