Tony
(Você ainda está lendo certo.)
Eu me apaixonei pela Sophia na minha adolescência. Mas ela nunca me enxergou, ela só enxergava meu irmão mais velho. Então eu sabia que nem um milhão de anos eu teria chance com ela. O Cadu sempre se achou superior a mim, e no fim das contas eu meio que achava que ele era. Mas, as coisas mudaram, quando a Sofi se interessou por mim, e finalmente começamos a namorar. Eu nem acreditava que ela estava gostando de mim, era tanta felicidade, que não cabia no meu peito. O que eu sentia pela Sophia era tão grande e tão intenso, que acabava me cegando. Então quando o Cadu disse que ela não era tão santa, e me mandou conferi o celular dela. Automaticamente o ciúme me cegou, quando li uma mensagem do Cadu para ela, insinuando que eles tinham algo. Eu surtei, a dor que rasgou meu peito foi tão grande que tudo que vinha na minha mente era fugir, sumir desaparecer.
Peguei meu carro e saí sem rumo. Só vinha em minha mente imagens deles dois juntos. Ela sempre foi apaixonada por ele. O que eu não tinha entendido era qual a minha participação nessa historia. Se ela ainda gostava do Cadu, porque ficou comigo? Será que eu estava tão pateticamente apaixonado ao ponto dela perceber e acabar ficando comigo por pena. Isso não importava, eu só queria que eles dois se fodessem e fossem para o quinto dos infernos. Eu era um idiota mesmo, me deixei levar pelo sentimento que eu tinha. Fiquei cego de amor e acabei não enxergando quem era a Sophia. E acabei ficando cego em todos os sentidos, pois quando vi o sinal estava vermelho, eu estava correndo demais não daria para frear, então passei o sinal e desvivei de um carro batendo no canteiro. O carro capotou senti uma pancada forte em minha cabeça e depois não vi mais nada.
Acordei no hospital nem sei quanto tempo depois. O medico conversou comigo e me explicou mais ou menos o que tinha acontecido. Ele também me tranquilizou me dizendo que eu só tinha quebrado o braço esquerdo, que não tinha sido uma fratura muito grave, e algumas escoriações. E que também não tinha acusado nada nos exames. Que se eu permanecesse do mesmo jeito, eu estaria em casa no domingo à tarde. Em seguida saiu para chamar meus pais. Meus pais entraram no quarto e eu me preparei para as broncas. O que não veio. Tudo que eles falaram foi que estavam muito felizes por me ver inteiro. Antes que eu começasse me explicar a Sophia entrou no quarto. E eu me senti estranho, pois eu estava com ódio dela, mas só de ver ela meu coração acelerava. Porém a raiva me dominou e eu falei o que veio na minha cabeça.
_ O que você está fazendo aqui? – perguntei e ela me olhou confusa dizendo que queria saber como eu estava que ela estava preocupada. Mas, antes que ela dissesse mais alguma coisa, eu a interrompi. Pois a presença dela ali doía mais que a pancada que eu tinha levado na cabeça. _ Some daqui Sophia, some daqui, da minha vida, não quero nunca mais olhar na sua cara. – ela começou a chorar e perguntar o que estava acontecendo, o que ela tinha feito. Mas tudo que eu queria era que ela saísse da minha frente e levasse com ela toda a dor que eu estava sentindo no meu peito. _ Não se faça de sonsa, você e uma dissimulada, que se faz de santa, mãe tira essa menina daqui, por favor, chame a enfermeira, o medico, o vigia, não importa, só não quero ver cara dela nunca mais. – a Ceci saiu levando ela para fora do quarto, enquanto minha mãe mandava eu me acalmar.
_ Quem diria! Essa menina com cara de santa não passa de uma vagabunda interesseira. – meu pai disse.
_ Não fala assim dela pai! – falamos eu e o Cadu junto. Olhei pra ele desconfiado, que fingiu não perceber.
_ Vocês dois só podem estar de brincadeira né? Ela fica com os dois irmãos e vocês ainda a defendem? – meu pai estava furioso. Minha mãe estava o tempo todo me abraçando. E o Cadu estava muito estranho.
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Um amor de vizinho.
Teen FictionSophia é uma jovem, que está prestes a fazer dezoito anos. É uma menina doce e estudiosa. Apaixonada pelo vizinho desde os treze anos. Porém esse "vizinho" só foi seu vizinho por um ano, mesmo assim, foi o suficiente para ela fantasiar que ele era o...
