Primeiro dia de aula- part. 1

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Acordei às sete horas. Tomei banho, escovei os dentes e desci. Minha avó estava na cozinha. Olhos fechados e mãos na cabeça, apoiada na mesa. Me aproximei e vi várias contas ainda não pagas.

- É Lorie, parece que esse não é o ano em que viajamos pro Egito.

- Tudo bem. - eu disse - como vai fazer pra pagá-las?

- Eu não sei, Lo. Eu não sei. - disse e se levantou frustrada.

Minha avó recebia a sua aposentadoria, mas era pouco. Ela tinha que pagar o aluguel da casa, seus remedios, que não eram poucos, as contas, e ainda insistia em juntar dinheiro pra minha faculdade, mesmo devendo bastante ao banco.

É claro, esqueci de mencionar que tenho uma tia, filha da minha avó, que vive com o marido a poucos quilômetros daqui, dentro da Califórnia.

E nós de fato poderíamos pedir uma ajuda financeira à minha tia Judith, se ela não fosse extremamente falsa, egoísta, mesquinha e burra. Ela simplesmente parou de se importar com a própria mãe e esqueceu-se de que tem uma sobrinha. A única coisa à qual ela dava atenção era o seu marido Richard.

Eu não me lembrava direito dos rostos deles. Apareciam borrões na minha cabeça quando tentava imaginá-los. Então eu parei de tentar.

Tomei café, me arrumei, me despedi da minha avó e fui pra escola, que era a apenas quatro quarteirões daqui.

Ao sair de casa, vi meu vizinho de frente. Ela era meio estranho e parecia estar na casa dos quarenta anos, mas acenou pra mim e eu acenei de volta.

No caminho, a mesma coisa. Obras. E aonde tem obras, tem operários. E aonde tem operários, tem cantadas e assobios.

Finalmente cheguei na escola. Estava um pouco suada e cansada e minhas bochechas estavam mais rosadas que o normal, mas teria que me acostumar com isso já que não tinha um carro.

Ignorando o fato de estar cansada, andei pelo corredor com o jeito mais angelical que pude, respondendo aos sorrisos dos... eu não sei. Seriam professores?

Fui à secretaria pegar meus horários e vi que a minha primeira aula aqui seria de... PORTUGUÊS! Parece que o velho destino estava querendo rir da minha cara mais uma vez. Rimou.
Bem, só espero que esse professor seja ao menos bonito.

Parei do lado de fora da porta.
Então era assim, estar no nono ano? Não, eu não estou atrasada. É só que faço aniversário em janeiro (estamos em setembro) e só vou ter a idade certa daqui a quatro meses e meio de aula. Que droga.
E se zoassem comigo?
"não iriam. -disse meu subconsciente.- Não irão. Eu não permitirei."
" O que você está esperando? Tome coragem e abra essa porta de uma vez, Lo."

E pela primeira vez em muito tempo, eu obedeci.

/ Gente, desculpa mesmo. Eu sei que prometi postar no final de semana passado, mas eu, burra, escrevi a história e esqueci de salvar. eu tive que escrever de novo, só que durante a semana eu estava muito ocupada com a escola.
então, descupa mais uma vez e não fiquem com raiva de mim rsrs.
bjus :)

A NinfetaOnde histórias criam vida. Descubra agora