Londres - Inglaterra
Eu estava sentado, ou melhor, caído no chão do apartamento, com fotos em minhas mãos. Em uma delas estava apenas o rosto do meu pai, inchado e ensanguentado, ele não olhava para a camera. A outra mostrava seu corpo magro, ele estava sem camisa então pude ver os diversos hematomas e cortes por seu peito e tórax, além de estar com todo o corpo coberto de poeira e terra. Ele estava horrível.
Junto com as fotos havia um papel e um vidrinho. Dentro do vidrinho havia um dente ensanguentado, comecei a chorar mais intensamente ao ver aquilo. Com muito esforço eu li o que havia naquele papel.
Eu posso não ser tão generoso amanhã.
Era tudo o que havia escrito.
Sem pensar muito eu peguei tudo o que havia de "pistas" e joguei em uma mochila qualquer que achei no meu guarda roupas. Joguei uma água no rosto e bati a porta ao sair de casa.
[...]
- Isso é tudo. - Coloquei o envelope com o documento (que por sinal eu ainda não havia visto) as fotos e o vidrinho na mesa do Julius.
- Isso é o bastante. - Aquele homem em quem aprendi a confiar respondeu. - Se estiver pronto, hoje mesmo conseguimos o seu pai de volta.
- Qual é o plano?
[...]
Saí da delegacia e fui para a casa da Bia, eu precisava que ela fosse compreensiva o possível para que tudo ocorresse bem. E ela foi, não falamos sobre nós, as ela concordou em assinar o documento para resgatar meu pai, eu a assegurei que tudo acabaria bem, e ela me deu um abraço para meu conforto.
Segui em um táxi até o local indicado por Leandro, todos na rua estavam me olhando e observando cada passo meu. Em determinado ponto da rua, um cara alto de pele negra e um outro um pouco mais baixo com aparência de asiático parara o táxi entrando em sua frente.
- Harry Styles? - o asiático perguntou. Ele segurava algo que se parecia com um fusil.
- Sim, sou eu. - Respondi engolindo o nó que havia se formado em minha garganta. Os dois homens se entreolharam e foi a vez do homem negro falar.
- Agora você segue andando. - ele abriu a porta do táxi e me puxou pelo cotovelo. Eu batia em seu ombro, e eu era bastante alto. - Tente alguma coisa e esplodo sua cabeça. - apenas assenti e os segui até um lugar que parecia ser galpão abandonado (N/A desculpem a falta de criatividade pra escolher o local, mas não consegui pensar em nada melhor).
Na entrada do lugar havia mais dois homens, os dois que me acompanhavam conversaram com eles, em seguida nos deixaram passar. Andamos mais um bom tempo até chegarmos em uma sala mais aberta porém bem escura. Pude ver uma silhueta se formando na nossa frente. Leandro.
- Sejamos breves, me dê o que eu quero e eu te dou o que você quer. - agora ele estava bem perto de mim.
- Onde está o meu pai. - Perguntei.
Leandro fez um gesto com as mãos e logo mas dois homens apareceram segurando meu pai. Não pude evitar que meus olhos se enchessem de lágrimas, seu estado estava deplorável.
- Pai... - minha voz saiu como um sussurro.
- Que sorte a do velho, estava quase arrancando seu dedo para te mandar quando fui notificando de que você estava a caminho. Onde está meu documento?
- Aqui. - levantei a mão que estava com o envelope.
- Marcos, pegue. - Leandro ordenou que o asiático, que agora sabia que se chamava Marcos, pegasse o envelope de minha mão, e assim o fez.
- Rick solte o velho. - o homem que segurava o meu pai o soltou, e o mesmo caiu no chão, eu corri para o abraçar e ninguém me impediu.
- Eu sinto muito pai, eu sinto muito! - Comecei a chorar enquanto abraçava aquele senhor que estava sujo e machucado.
Leandro abriu o envelope e analisou o documento assinado.
- Aparentemente está tudo em ordem. Muito bom Styles! Esperava menos de você, mas parece que você é realmente o covarde que eu sempre achei. - ele se aproximou e cuspiu em mim, rapidamente eu limpei seu cuspe nojento com a manga da minha camiseta. - Saiam logo daqui!
Me levantei e segurei meu pai, seria preciso carregar ele para fora daquele lugar.
- Fique por perto Harry, eu posso precisar de você. - ele colocou a mão em meu ombro.
- Não será preciso. - Tirei a mão dele do meu ombro.
- Isso não é você quem decide. - ele e os outros começaram a gargalhar alto enquanto eu me retirava daquele local o mais rápido possível.
Entrei no banco de trás do táxi com meu pai, pedi para que o motorista fosse para o hospital e assim ele fez. Essa seria a corrida mais cara que eu já fiz em toda a minha vida, mas valeria a pena.
[...]
- Harry Styles? - o doutor foi até a sala de espera onde eu me encontrava. Quando ouvi meu nome levantei em um pulo.
- Sim?
- Seu pai está estável, a cirurgia ocorreu sem complicações, porém ele vai precisar ficar em observação por no mínimo uma semana. Ele teve uma de suas costelas quebradas que perfurou seu pulmão causando uma hemorragia, mas eu consegui estancar o sangramento, um dente arrancado, uma fratura em sua mão direita e um rompimento dos vasos de seu olho esquerdo, porém ele já está bem agora.
- Muito obrigada Doutor! Eu posso ir encotra-lo?
- Sim, mas evite encostar nele, pois seu corpo ainda está bastante debilitado.
- Muito obrigado Doutor! - Beijei sua mão e corri até o quarto onde ele estava.
Papai estava cheio de tubos em todas as partes do seu corpo. Deixei uma lágrima cair mas logo a limpei, precisava ser forte, ou pelo menos parecer forte.
- Me desculpe pai! - Eu deitei minha cabeça em uma parte de sua cama e não pude evitar que as lágrimas caíssem. - Me desculpe! Era pra ser eu deitado nessa maca! Eu sou um idiota! - as lágrimas só caiam uma depois da outra. - Eu entrei nisso para melhorar sua saúde e olha só para o senhor agora! - levantei meu rosto para encarar seus olhos verdes. - Você não merece isso. Não merece!
Ele tentava dizer alguma coisa, porém os tubos estavam o impedindo. Ainda assim pude ouvir um murmúrio.
- Não se preo... preocupe... Eu.. te amo... - Ele disse bem baixo e com muita dificuldade, as palavras não saíram perfeitas, porém eu entendi o recado.
- Eu te amo mais do que a minha própria vida! - nesse instante um grande som agudo começou a soar pelo quarto, parecia um beap. Meus olhos se abriram em espanto, e em um segundo o quarto já estava repleto de enfermeiras levando meu pai para sabe lá Deus onde. O mesmo médico que antes havia me tranquilizado agora me mandava sair do quarto e esperar.
E de repente eu estava sentado na mesma cadeira de minutos antes, rezando para poder ter o meu pai comigo outra vez.
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CALMA! ABAIXEM AS SANDÁLIAS!
Eu não posto faz tempo eu sei, mas eu estou com muita coisa para resolver nesse começo de ano e a propósito...
MERRY CHRISTMAS!!!
Amo vcs <3
Capítulo dedicado a minha diva inspiradora que eu chamo carinhosamente de nutella LarisChagas !
VOTACOMENTAECOMPARTILHA
Estamos chegando ao fim....
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The Last Night [H.S]
FanficClassificação: 16 anos Como todo conto de fadas, essa história tem a princesa, o príncipe, e a vilã, porém, o casal não vive feliz para sempre e a vilã não é morta. Bianca Mendes, nascida no Brasil, e recém formada em gastronomia brasileira, viaja p...
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