A cabeça de Rebecca ainda estava doendo. Ela ainda estava atordoada, tentava entender o que tinha acontecido.
Como alguém poderia fazer aquilo com si mesmo? Ela ficava encarando o chão atrás de repostas.
Até que seu celular vibrou e ela viu que era uma mensagem. Ela leu na aba de notificação:
Samuel - 16h34: Você não respondeu minha mensagem, estou preocupado!
Rebeca desbloqueou o celular e começou a digitar.
Rebecca - 16h35: Ainda estou confusa, ele fizeram alguns exames... algo com o nome de "corpo de delito", algo assim. Me perguntaram um monte de coisas também. Minha cabeça ainda dói, mas fora isso estou bem.
Rebecca olhou ao redor para ter certeza de que ninguém lia suas mensagens. No corredor se encontravam seus colegas de classe, alguns tinham sido levados com os país e o resto havia ficado para ser interrogado. Mas Rebecca tinha sido solicitada a ficar, por algum motivo do qual ela não sabia.
As luzes fluorescentes deixavam aquele lugar com um clima de filme de terro, ela torceu para que um cara com uma serra elétrica não entrasse ali e matasse todo mundo.
Uma porta que ficava do lado dela se abriu e de lá saiu o Anthony, o menino que tinha sido transferido para sala dela, aquele que ela tinha esbarrado e dito "sem querer" que ele era lindo.
Ele se sentou na cadeira ao lado dela e disse:
— Dia louco, hein!
— Verdade... — Disse Rebecca.
Ele estendeu a mão e falou:
— Eu... posso saber seu nome?
— Rebecca. Rebecca Ferraz. — Disse ela apertando a mão dele.
— Muito prazer, Rebecca. — Ele deu meio sorriso. E ela tinha que admitir que aquele sorriso era perfeito. — Você era aluna dela a muito tempo?
— Uns dois anos já... — Um filme passou pela cabela de Rebecca com as lembranças que as duas tinham juntas.
— Uau, é um longo tempo.
— Sim...
O celular vibrou e ela leu o que tinha escrito.
Mãe - 16h46: Tudo bem, filha. Te aguardo em casa. Bjs, mamãe.
Rebecca bloqueou o celular e perguntou a Anthony:
— E você, por que se mudou de turma?
— Seria um pouco vergonhoso contar...
No final do corredor uma policial gritou o nome de Rebecca.
— Tenho que ir, foi bom conversar com você. — Disse ela.
— Digo o mesmo.
Rebecca correu até a moça e ouviu um "Siga-me" e foi o que ela fez.
Elas entraram em uma sala totalmente vazia que só se via uma mesa e duas cadeira em frente uma da outra. Rebecca se sentou e a policial fez o mesmo.
Ela leu no crachá: Roberta.
— Então, Rebecca. Você deve estar atordoada com o que aconteceu, mas não se preocupe, não lhe chamei aqui para te fazer mais perguntas. — Disse a policial. Rebecca fez sinal de sim com a cabeça. — É que não temos dados do seu tipo sanguíneo então precisamos fazer um teste. Tudo bem pra você?
— Ah sim, sem problema.
— Uma enfermeira logo vai vim, espere aqui.
E ela se foi. Poucos minutos depois uma mulher alta chegou com uma seringa.
— Estenda o braço. — Rebecca o fez. —Isso, isso. Não se preocupe, não irá doer.
Mas doeu e ela se esforçou pra não chorar. A enfermeira se foi e a Roberta apareceu na porta dizendo que ela já podia ir embora.
Rebecca foi levada até a saída e lá fora ela encontrou Anthony.
— O que faz aqui? — Perguntou ela.
— Ah... nada, só passando o tempo... A proposito, gostaria de ser acompanhada até em casa? Sabe... só por precaução.
— Por que não? — Rebecca riu e foi até ele.
E os dois foram embora caminhando juntos.
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Lágrimas e Chuva
RomanceRebecca inicia seu primeiro ano do Ensino Médio em uma escola nova da qual não conhece exatamente ninguém. Suas amigas da antiga escola já não conversam com ela como antes, sua única amizade com qual mantem contato é com o seu melhor amigo virtual q...
