Dante Montenegro
Depois de passar em frente à casa daquela mulher misteriosa que estava tirando meu juízo, segui para casa. Eu precisava parar com aquela loucura. Desde quando eu corria atrás de mulher? Desde quando precisava disso?
Você só quer saber quem está colocando dentro do escritório, tentei me convencer.
Cheguei exausto. Fui direto para o quarto — precisava de um banho e de dormir até esquecer o dia.
Joguei as coisas sobre a cama e, quando estava tirando a roupa, meu celular tocou.
Rodrigo.
— Ele me ama mesmo... — resmunguei antes de atender.
— Fala, cara. Como foi hoje?
— Foi tranquilo até...
Conversamos sobre o congresso, as mudanças no escritório e ele pediu que eu ficasse mais alguns dias sozinho lá.
Eu não pretendia falar da estagiária... mas, claro, ele lembrou.
— E a entrevista, como foi?
— Normal. Não fui com a cara da candidata. Não vai se adaptar... e você sabe que não trabalhamos com mulher. Lembra da última?
Rodrigo riu.
— E se lembro... depois daquela maluca dizer que eu tinha ficado com ela, saiu espalhando que somos uns tarados.
— Pois é... complicado.
Respirei mais aliviado.
— Tenho uma amiga que trabalha num café perto do escritório. Último ano de Direito e fala inglês. Podíamos entrevistar ela quando eu voltar.
Meu corpo gelou.
— Melhor não... — respondi rápido demais. — Mulher complica. Qual o nome?
— Beatriz, se não me engano.
Senti o sangue esfriar.
— Deixa pra lá, Rodrigo.
— Relaxa, ela é gente boa. Converso com ela sempre que tomo café.
— Vai se ferrar, Rodrigo.
Desliguei.
Joguei o celular na cama e fui para o banho esfriar a cabeça.
Beatriz Alcântara
Depois de um dia longo e cansativo, eu ainda precisava me arrumar para sair novamente. Era aniversário da Débora — e ai de mim se eu não fosse.
Mesmo com meu pai sendo contra, eu iria. Ele não gostava que eu saísse à noite, mas eu precisava me distrair às vezes.
Já passava das 23h.
Antes do banho, tirei algumas coisas da bolsa. Mais cedo Débora havia passado no café e deixado alguns vestidos para eu provar.
Coloquei todos na cama.
Um mais curto que o outro.
Um mais decotado que o outro.
— Meu Deus... como ela usa isso?
Acabei escolhendo um vestido preto, o mais básico. Ainda assim era justo e marcava minhas curvas, que eu vivia tentando esconder. Coloquei uma jaqueta de couro por cima.
Separei tudo e fui tomar um banho rápido.
Saí enrolada na toalha, vesti a calcinha e segurei o vestido.
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Cláusulas do Destino
RomanceEle vive por regras. Ela nasceu para quebrá-las. Quando Beatriz Alcântara começa a estagiar no Escritório Montenegro, descobre que seu chefe, Dante Montenegro, é arrogante, controlador... e perigosamente atraente. Apaixonar-se nunca fez parte do con...
