CAPÍTULO 17 - O Encontro

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Dante

Hoje talvez seja o dia em que estou mais ansioso em toda a minha vida.

Depois de vencer a audiência ontem e voltar da viagem, só consigo pensar em uma coisa: Beatriz.

Como parte do plano, tio Carlos e tia Lourdes me liberaram a casa durante a noite. Enquanto eles buscariam Beatriz no aeroporto com Ana, eu prepararia tudo.

Não foi fácil convencê-los.

Tive que explicar cada detalhe... e jurar, pela minha própria vida, que jamais faria Beatriz sofrer novamente.

E eu não faria.

Duas semanas sem ela já tinham sido castigo suficiente.

— Eu diria que isso é muito romântico... se não fosse você — Rodrigo fala, largando uma caixa cheia de coisas sobre a mesa.

— Obrigado. Valeu pela ajuda.

— Irmão, primo, amigo e sócio... seja lá o que a gente seja, eu tô aqui.

— Então vamos. Tenho uma mulher pra reconquistar.

Rodrigo apenas sorri.

Seguimos para a casa dos meus tios. Minha mãe e tia Lourdes já estavam esperando.

— Até que enfim chegaram — minha mãe diz.

— Trouxeram tudo? — tia Lourdes pergunta.

— Acho que sim.

— Fiz tudo como foi mandado — Rodrigo se defende.

Elas me entregam o presente que escolheram para Beatriz. Peguei também os sacos de pétalas de rosas.

Subi até o quarto.

E ali... ainda parecia que ela estava.

Mesmo depois de duas semanas, ainda existia o perfume dela no ar.

Respirei fundo e comecei a preparar tudo.

Quando terminei, desci as escadas.

— Está lindo — minha mãe disse emocionada.

— Ela merece.

Voltei para casa. Ainda tinha coisas para arrumar.

Beatriz

Depois de horas de viagem, finalmente chegamos ao Brasil.

— Brasil! — Ana vibra.

— Pensei que tivesse amado Cancún — respondo.

— Amei... mas nada supera minha cama.

Concordei.

Seguranças nos ajudaram com as malas. Quando saímos do aeroporto, tio Carlos e tia Lourdes nos esperavam sorrindo.

— Minhas meninas!

Eles nos abraçaram.

Durante o caminho, contamos tudo: os golfinhos, os passeios, o primeiro dia que eu nem lembrava direito...

Ninguém falou de Dante.
E eu também não perguntei.

Liguei o celular e coloquei na bolsa para carregar as notificações.

— Ficou sem celular? — tia Lourdes pergunta.

— Eu quis sumir do mundo.

— Menos de mim — Ana ri.

Chegamos ao condomínio.

Passei pela casa de Dante.

Escura. Silenciosa. Sem o carro.

Cláusulas do DestinoOnde histórias criam vida. Descubra agora