Beatriz
Assim que passamos pela barreira de carros, ouvi pneus derrapando. Olhei para trás, com medo de ser Débora ou Ana, mas não — eles ainda vinham logo atrás.
Chegamos ao condomínio e Dante mandou que eu descesse. Não consegui dizer nada. Apenas obedeci e corri ao encontro de seu pai, que me abraçou forte.
Percebi tio Carlos entrando em um carro com alguns seguranças. Ele me lançou um sorriso, tentando me tranquilizar.
Teodoro me levou para dentro do condomínio e entramos em outro carro, seguindo até a casa dele. Ana já estava lá, assim como Matheus. Débora chorava desesperada nos braços de Victor.
Desci do carro e fui direto até eles. Débora me abraçou como uma criança.
Tia Lourdes tentava nos acalmar dizendo que aquilo era normal.
Normal.
Para mim, nunca seria.
Entramos na casa e fomos para a sala. Marta já nos esperava com chá calmante.
Eu não queria nada.
Eu só queria o Dante.
Dante
Eu sabia que isso ia acontecer. Sabia que aquela invasão não seria o fim.
Meu pai tentou assumir tudo, mas no final sempre cairia sobre mim.
E pior: Beatriz estava no meio disso.
Talvez fosse melhor afastá-la.
Mas eu não queria.
Também não queria colocá-la em risco.
Saí dos pensamentos quando alguém bateu no vidro do carro. Era Rodrigo.
— Hora de voltar pra casa, fanfarrão.
— Aposto que fiz falta.
Desci do carro.
— As mulheres estão bem?
Rodrigo explicou o que tinha acontecido. Otávio chegou logo depois, detalhando as novas medidas de segurança. Contei sobre o e-mail de ameaça. Decidimos reforçar tudo.
Quando terminamos, voltamos.
Beatriz
Cada minuto parecia uma eternidade.
Teodoro dizia que estava tudo bem, que não tinha sido grave, que Dante só foi ajudar.
Eu tentava acreditar.
Ficamos na sala conversando até Débora e Victor irem embora.
Depois que saíram, Teodoro chamou Matheus.
— Aonde vocês vão? — Ana perguntou.
— Conversa de homem.
Ela revirou os olhos.
Assim que saíram, Ana sentou ao meu lado no sofá.
— Preciso te contar uma coisa... só entre nós.
— Fala.
Ela respirou fundo.
— O Matheus me pediu em casamento.
— O QUÊ?!
Ela tapou minha boca.
— Fala mais alto!
Eu a abracei.
— Amiga... parabéns!
Conversamos animadas por um tempo. Prometi ajudá-la em tudo e ser madrinha.
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Cláusulas do Destino
RomantikEle vive por regras. Ela nasceu para quebrá-las. Quando Beatriz Alcântara começa a estagiar no Escritório Montenegro, descobre que seu chefe, Dante Montenegro, é arrogante, controlador... e perigosamente atraente. Apaixonar-se nunca fez parte do con...
