CAPÍTULO 10 - Ele me chamou de namorada?

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Beatriz

Saímos de mãos dadas desde o quarto, rindo e conversando sobre coisas bobas. Ana me olha com uma cara engraçada e faz sinal de que quer conversar.

– Dante, vou ali com a Ana, já volto. – Ele me olha franzindo a sobrancelha.

– Mal ficamos juntos e você já vai me largar? – Faz biquinho e eu não resisto, dou um beijo.

– Eu já volto, juro! – Dou outro beijo e vou com a Ana, que está boquiaberta.

– ME CONTE TUUUUDO! O QUE ESTÁ ACONTECENDO? COMO ASSIM? MÃOS DADAS? BEIJINHO? – Começo a rir e conto tudo o que havia acontecido.

– Meu priminho e você juntos, que lindo! – Ela dizia pulando para lá e para cá. Em seguida, me abraçou. – Felicidades, amiga!

Ficamos conversando por um tempo. Começo a procurar Dante com o olhar e não o vejo.

– Já volto, amiga – digo para Ana e vou procurá-lo.

– Tio, você viu o Dante por aí? – Ele abre um sorriso enorme.

– Por quê, minha filha?

Ela sabe de alguma coisa que eu não sei, só pode.
Fico sem jeito.

– Filha, acho que ele foi para o escritório resolver alguma coisa. Vá até lá e traga ele para a festa, chega de resolver problemas – tia Lourdes diz, e era isso mesmo o que eu iria fazer.

Dante

Depois que Beatriz foi conversar com a amiga, fui atrás do Rodrigo. Acabei encontrando-o com um saco de gelo, sentado na espreguiçadeira. Dei uma pequena risada e me aproximei.

Conversamos por um tempo. Contei o que tinha acontecido e pedi desculpas.

— Já vou avisando: se você fizer qualquer coisa ruim com ela, o soco quem vai levar é você — disse sério.

Concordei e continuamos conversando, até que a expressão dele mudou. Não tive nem tempo de perguntar.

— Dante, meu amor, você está aí! — Ouço aquela voz enjoada que faz meus tímpanos arderem.

— Fala, Fernanda — cumprimento de longe.

— Nossa, Dan... você nem parece o mesmo.

Reviro os olhos.

— Vai, Fernanda. Fala logo o que você quer.

Ela olha para Rodrigo.

— Pode falar na frente dele, não há nada que ele não saiba.

Ela sorri com deboche.

— Será mesmo?

Olho para Rodrigo. Ele apenas confirma.

— Vamos para o escritório.

Saio na frente e ela me segue. Abro a porta e a deixo entrar.

— Você está tão frio, amorzinho... o que aconteceu? — diz se aproximando, jogando charme.

Seguro seus braços e a afasto.

— Fala logo o que você quer. Tem uma festa lá fora e eu não sou conselheiro sentimental.

Vejo a irritação crescer em seus olhos.

— Sabe, Dante... ultimamente você tem se comportado muito mal comigo. Eu faço tudo o que você quer, realizo todos os seus desejos, e você me trata assim?

Sento no sofá e a encaro.

— Fernanda, que parte você não entende? Foi só sexo. Apenas sexo. Eu não gosto de você.

Ela estreita o olhar.

— Então vou precisar fazer um escândalo? Dizer que estou grávida do Dr. Dante? Nós vamos ficar juntos, por bem ou por mal, querido.

Levanto-me e fico bem perto.

— Você não vai arrancar nada de mim. Nem vai ficar comigo à força. Você acha mesmo que seu pai perdoaria uma gravidez sem casamento? Sinceramente... achei que você fosse inteligente o suficiente para conhecê-lo melhor. Ele nunca perdoaria o escândalo. E já disse: esqueça essa história de gravidez.

Cláusulas do DestinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora