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10:02, meus pais chegaram, não podíamos comer dentro da sala, então tivemos de sair.
-Mary, você não vem? -Perguntei à Mary quando estava saindo da sala.
-Não, eu não estou com fome, vou ficar aqui com ele, podem ir.
Nunca iria deixar Mary sozinha, a pesar de estar morrendo de fome, voltei para dentro, e me sentei ao lado dela.
-Onde viemos parar com essa história, não?! -Mary falou sorrindo para mim.
-Quem pôde fazer algo assim com ele? -Perguntei à Mary.
-Viu que Enzo estava na tal festa também? -Mary perguntou.
-Sim, não quero nem imaginar o que deve ter acontecido, mas Enzo está mal, ouviu a enfermaria dizer que ele precisava de um tudo de ar? -Falei.
-Será que podemos vê-lo? -Mary me perguntou.
-Não queria olhar para a cara dos amigos dele, mas, quem sabe né, vamos lá. -Falei levantando da cadeira.
Mary deu um beijo na testa de Henrry, que ainda dormia, e saímos. Nick estava entrando, e nos esbarramos.
-Onde vão? -Nick perguntou.
-ver Enzo. -Falei sussurrando.
Passamos por várias salas, mas em nenhuma Enzo estava, até que vi a enfermeira que estava cuidando dele.
-Oi, é, mais cedo, vi você cuidando de um paciente que chegou ferido de uma festa, Enzo, sabe em que sala ele está? -Perguntei à ela.
-Oh, sim, venham. -a enfermeira nos mostrou o caminho. -São familiares de Enzo? -perguntou a enfermeira.
-Na verdade não, somos amigos. -Nick respondeu à ela.
-Somente uma tia de longe veio vê-lo, parece que ele não tem muitos amigos, vocês devem gostar bastante dele. -Falou a enfermeira.
Chegamos na sala.
-Ele está bem? -Perguntei.
-Na verdade, não muito, ele levou muitos chutes no peito, e estava com muita falta de ar, as mãos dele estão feridas, como se também tivesse batido em alguém. Tem um outro paciente, que também está assim, parece que estavam na mesma festa, vocês o conhecem também? -A enfermeira perguntou.
-Sim, também é nosso amigo. -respondi.
-Ele está acordado? -Mary perguntou, apontando para Enzo, através do vidro.
-Não,mas está apenas dormindo. -a enfermeira respondeu.
Voltamos para sala de Henrry, e vimos que ele já havia acordado.
-Henrry! -Mary gritou e o abraçou, Henrry deu um gritinho por estar muito dolorido ainda.
Os nossos pais, ainda estavam fora, Mary correu, e foi avisá-los.
-Iai caladão. -Falou Nick tocando em Henrry, que apenas sorriu.
-Oh Henrry, o que fizeram com você? -Perguntei, tocando em sua testa, que também estava ferida.
-É uma longa história, que no momento, não estou nem um pouco disposto a contar.
Sorri.
Os pais de Henrry chegaram correndo na sala, o abraçaram, e o beijaram.
O médico deu alta a Henrry no mesmo dia, ele só estava muito batido, e com algumas costelas quebradas. mas podia voltar para casa. Henrry não quis falar nada sobre o acontecido, ele agiu como se nada estivesse acontecido na noite passada.
Quando saímos da sala em direção a porta de saída do hospital, a enfermeira correu em nossa direção.
-Ei, Enzo acordou, e quer muito vê-los, não podem passar lá antes de ir?
-Puta que pariu. -Gritou Mary, que logo percebeu que estava em um hospital, e colocou a mão na boca.
-Enzo,?ele está aqui? - Henrry Perguntou.
-Não! -Mary respondeu.
-Na verdade sim, Henrry, ele também estava muito batido. -Falei.
-Eu posso vê-lo? -Henrry perguntou à enfermeira, que confirmou com a cabeça.
Entramos na sala de Enzo, Henrry correu e o abraçou.
-Você está bem? -Enzo perguntou à Henrry.
-Sim, e você? O que fizeram com você? -Henrry falou chorando.
-Nada de mais, eu estou bem, eles foram embora quando a polícia chegou. -Enzo respondeu.
Nick, e Mary me olharam, tentando entender o que estava acontecendo.
-O que aconteceu na festa? -Perguntei.
-Estávamos dançando, então chegou uns caras, junto com os meus amigos, quer dizer, não tão amigos agora. Eles nos separaram e começaram a bater em Henrry, pensavam que eu iria ajuda-los a bater nele, mas eu tirei Henrry de lá, e eles me bateram, eram muitos, eu não consegui nem gritar, senti o que Henrry sentia, todas as vezes que eu o batia. -Enzo deixou uma lágrima escorrer.
-Seus pais precisam saber. -Nick falou.
-NÃO! Eles não podem! -Henrry falou.
-Eles pensam que Enzo bateu em você, Henrry! -Gritou, Mary.
-Tá! Mas agora não, não aqui. -Henrry falou, acariciando a mão de Enzo.
-Então vamos. -Falei.
-Te vejo depois. -Henrry falou dando um beijo em Enzo. Ele sorriu, e saímos.
-Bico calado! -Falei olhando para Mary, que revirou os olhos.
-Enzo? O cara que te bateu? -O pai de Henrry não gosta muito de Enzo, e eu nem preciso explicar o porquê.
-Conto em casa. -Henrry falou, andando em direção ao carro, e nos deixando para trás.

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