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Quando acabou o almoço, voltamos para sala, quando estávamos mais ou menos no meio da segunda aula, senti dor de cabeça, e pedi para a professora, para que eu fosse até a enfermaria. Quando estava no meio do caminho, Enzo parou à minha frente.

-O que você estava olhando? Me achou bonito? -Desculpa, eu só, olhei para você, mas na verdade, não estava pensando em nada

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-O que você estava olhando? Me achou bonito?
-Desculpa, eu só, olhei para você, mas na verdade, não estava pensando em nada.
-Eu sei, Relaxa, to zuando. Mas, como está o olho de Henrry? - O que? Você deu o soco nele e está perguntando como está? Quis revirar os olhos, mas tive medo.
-Porque você se importaria? -Falei o empurrando e continuando minha rota até a enfermaria.
Quando virei o corredor, percebi que Enzo continuou ali parado, como se estivesse refletindo sobre algo.
Na hora da saída, Mary e Henrry me convidaram para ir ao boliche, como antigamente, quando íamos com Tedy, mas eu preferir não ir, apesar de já fazer muito tempo, aquele lugar ainda me fazia lembrar dele.
Enzo estava encostado em seu carro, e fez sinal para que eu fosse falar com ele.
-Porque acha que não me importo? -ele me perguntou bem baixinho.
-Cara, você fez isso nele, você bateu nele, armou tudo aquilo para a humilhar ele, em troca de que? Popularidade?
-Você não entende. -Ele falou abaixando a cabeça.
-Eu não entendo mesmo, você não só machucou ele por fora, como por dentro, e o machucado por dentro é o pior.
-Cara, é muito complicado, eu não sei como te explicar o que aconteceu comigo, e... Krlh me beija agora!
- O QUÊ? -antes mesmo de tentar correr, ele me beijou, o pior de tudo, é que beijava bem. Quando ele parou, percebi que o grupinho de amigos dele estavam nos olhando.
-Desculpa Skay, eles sabem que você é amiga de Henrry, e poderiam saber que estamos falando dele se não te beijasse. -O que? Além de tudo fui usada como distração dos amiguinhos homofóbicos dele! Mas a pior coisa do mundo, foi quando virei e vi Henrry e Mary, alí, me olhando, percebi que Henrry fazia uma cara de decepção, isso fez meu coração se partir.
-Henrry? -Gritei só por gritar, sabia que ele não me responderia, e foi isso mesmo, eles viraram as costas, e foram embora.
Virei novamente e dei um tapa no rosto de Enzo.
-Eu sei que mereci. -quando sai de perto escutei ele falando para os amigos "falei que não queria mais pegar ela".
-Você me dá nojo! -Falei olhando para fixamente para ele.
Tentei correr atrás de Henrry e Mary, mas Henrry me fez parar no meio do caminho.
-Por favor Skay, falar com você agora não vai ajudar!
Então parei,refletir um pouco, e se fosse eu, também não iria querer falar comigo. Fui andando bem devagar, já estava noite e começando a chover, e ainda não tinha chegado em casa, quando escutei uma buzina.
-Ei, entra aqui. - era Nick.
-Obrigada. - falei entamrando em seu carro. -A minha casa é logo aqui perto.
-Eu sei, já vi você sair dela vária vezes.
-Hum. -Ficamos em silêncio por um tempo até que...
-Enzo está mesmo pegando você? -corei.
-NÃO! Claro que não, é que... Você pode parar, eu quero sair!
-Não, calma Skay, está chovendo, e eu só fiz uma pergunta, nada de mais.
-Eu sei, é que, eu realmente não posso te contar o porquê disso ter acontecido hoje, me desculpe, e muito obrigada pela carona, mas, eu queria muito que você abrisse a porta para eu sair. -Ele me olhou por uns segundos, e destrancou a porta, estava chovendo muito, coloquei o capuz da minha blusa e comecei à correr. Estava quase chegando em casa, quando percebi que alguém estava atrás de mim, mas na neblina da chuva, não tinha como ver quem era.
-Ei! -conheci a voz de Nick, e parei. -Você corre muito! - falou ele ofegante,  colocando as mãos nos joelhos.
-O que você quer?
-Pedir desculpa, não queria me intrometer em sua vida, acho que começamos com o pé errado, certo?
-Parece que sim. -Falei dando uma risadinha envergonhada.
-Podemos começar novamente? -ele perguntou estendendo a mão para que eu à apertasse.
-Quer começar na chuva mesmo? -falei rindo para ele. Ele sorriu e balançou a cabeça que não.
-Posso te levar para a escola amanhã? -ele me perguntou.
-Saio às 06:00.
-Ok. -Ele saiu correndo para pegar seu carro, que pelo visto estava longe, e eu entrei em casa pela porta dos fundos.
-O que estava fazendo até essa hora? -Perguntou minha mãe quando passei por ela, que estava na cozinha.
-Fiquei presa por causa da chuva. -falei enquanto andava para as escadas.
Troquei de roupa, e tentei ligar para Henrry, sem sucesso, tentei ligar para Mary, mas ela também não atendeu, o que é muito estranho, Mary me conhece desde os meus 7 anos de idade, ela sabe que eu nunca seria capaz de fazer uma coisa dessa com alguém. Uma vez em uma festa de aniversário de uma amiga da 4°Serie, ganhamos brindes rosa, mas uma menina ganhou amarelo, ela estava chorando muito, então troquei com ela, Mary queria me matar, ela odiava quando fazia coisas idiotas comigo, para fazer outras pessoas felizes, não gostava de ver pessoas chorando. Então, se ela lembrar desse momento e de vários outros, vai saber que nunca faria aquilo, nunca iria querer ver Henrry triste, ainda por cima, por minha causa.

 Amor Após A Morte.Onde histórias criam vida. Descubra agora