Vasto vento no leito
No muro, o invento
Sem encanto me deito
Na monotonia do lento
Tempo afora
Que apavora a senhora
Ao chiado da vitrola e evapora
A velha que agora foi-se embora
Esse é o fim, é
Não há como prever
Pois na vivência tudo irá morrer
Menos o que nos guia; a fé
A gente mente
Fingindo ser de aço
Só que por dentro muito se sente
Porque em todo coração sobra espaço
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AZUL
PoetryAlgo como arte. Feito com amor, mas que nem todos apreciam. Algo que vem para implantar um certo desconforto no quente de suas mentes. Onde tudo se conecta, onde tudo se desprendende. Vamos navegar nesse Azul?
