Pov. Charlie
- A mendiga também é ladra. Claro, agora tudo faz sentido!
- Eu não sou mendiga, larga minhas coisas!- uma voz doce e até um pouco familiar falou.
A garota de roupas surradas, chegou mais perto tentando pegar a maldita mochila. Ela não conseguiu pegar, pois levantei e sua altura não permitia.
- Me dar...- Ela dizia com dificuldade ao tentar tomar a mochila de mim.
- Não até você me explicar que porra é essa aqui dentro!- apontei para aquela coisa.
- Eu não devo explicações a você, nem a ninguém.
- Então eu não dou.
- Quem é você? Eu nem te conheço! Eu só quero ir embora.- disse por fim.
- Já disse, diz o porque você tem isso tudo e eu deixo.
- Eu não vou dizer!
- Nesse caso eu vou ter que chamar a polícia, porque alguém que anda com isso tudo não pode ser alguém normal!
Eu possivelmente não chamaria a polícia, mais tive que apelar para arrancar alguma resposta coerente dela.
- Pode chamar, quero ver se tem coragem.
Tirei meu celular do bolso da calça, digitei três números quaisquer e colei o celular no ouvido.
- PARA. TA LOUCO?- jogou meu celular no chão.
- Tou louco para ouvir o que você tem para me dizer...- alguns segundos passaram, e a garota não falava nada.- Pode começar a falar.
- Esqueci, faz o que quiser com ela. Eu vou embora.
- Não quer comer alguma coisa?
Que tipo de pessoa eu sou? Ela vai achar que eu sou um louco. E confesso que até eu me acho louco por convidar uma mendiga para comer!
- Não tenho fome.
A garota de olhar triste olhou para o chão pela última vez antes de sair por aquela porta. E falou baixinho...
- Tchau Charlie!
Como ela sabia meu nome?
Alguns segundos depois soltei a bolsa no chão e a porra do celular irritante voltou a tocar.
Ignorei.
Tocou de novo.
Ignorei.
Mais uma vez e eu não aguentei, minha paciência esgotou, atendi aquela merda.
- Quem é caralho?- perguntei por vez.
- Cadê a Carol?- uma voz grossa falou do outro lado.
- Quem quer saber?
- Não interessa, passa pra aquela vadia agora!
- Ah, vai se fuder!- desliguei na cara do canalha.
Independente de quem ela fosse ele não ia tratar ela assim mais. Sei que não tenho nada haver, mais foi uma coisa maior que eu.
Depois de tudo que aconteceu, eu finalmente entrei no chuveiro. A água quente que escorria da cabeça aos pés não me deixou mais calmo, mas também não me estressou mais.
Vesti uma cueca e fui comer um sanduíche rápido. Quando botei o prato na pia a campainha começou a tocar muito rápido, quem quer que seja tava desesperado.
Mal abri a porta e a louca entrou com tudo. Agora com uma roupa diferente e escondendo o rosto com as mãos. Ela vasculhava tudo com pressa.
- Tua bolsa não tá ai, nem adianta.
- Eu preciso dela, onde ta?- quando ela finalmente se virou, tomei um susto.
Seu olho esquerdo estava preto e seu nariz jorrava sangue.
- Quem fez isso com você? Foi aquele idiota?- assim que terminei de falar a garota machucada virou o agressor. Suas mãos pequenas e ágeis estavam em volta do meu pescoço apertando com tds suas forcas.
Quando finalmente ela me largou, me joguei no chão, tossindo e buscando o ar.
- Você não podia ter feito isso comigo!- a garota saiu da minha casa feito furacão.
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Meio atrasado mais ainda sim é quinta-feira então ta valendo kkkk. Bjs até quarta. E vou voltar com os personagens normais, isso foi só para mostrar o aue ta acontecendo do outro lado.
