Capítulo 41 - final (4/4)

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Era incrível como o medo era algo constante na minha vida, eu não tinha sossego nunca, e nunca estava segura.

Nosso dinheiro já não era suficiente para sair de Goiânia, dessa vez não tinha como fugir. Não contei para minha mãe, se ele tem alguma coisa pra resolver que seja comigo.

Eu precisava pensar, mas nada saia da minha cabeça. Fui tentar pegar a perua e sair por ai, mas nem isso consegui por falta de gasolina. Bati a cabeça no volante e chorei, chorei como nunca havia chorando, gritei, berrei, me debatia... Eu, Sabrina, pela primeira vez em minha vida não tinha as respostas. Me sentia humilhada e pequena diante toda a situação. Meu nariz escorria e meu peito subia e descia, eu sabia que isso não ia adiantar de nada na ocasião, mas parecia tudo tão adequado que eu não queria parar.

Sequei o nariz, os olhos e sai da van. Entrei dentro de casa e vi minha mãe com meu irmãozinho nos braços, so de saber que Leandro podia fazer alguma coisa com minha família me doía no peito mais que tudo. Peguei Caiuã nos braços e dei vários beijinhos em seu lindo e frágil rosto, era tão macio e tão delicado.

....

Já era noite, e nesse dia passei o dia todo cuidando do Caiuã, tarefa que pra mim não era algo tão difícil, ele era um amor, muito quieto mas bem brincalhão.

Deu 21:00 horas da noite, dei um beijo na minha mãe e fui até o quarto, com a desculpa de está com sono e cansada, quando na verdade eu sabia que isso não era nem um pouco perto do que eu ia fazer. Tirei uma peça do apoio do guarda-roupa e de lá tirei minha arma. Antes de pular pela janela tranquei a porta do quarto e enfim sai com minha certeza e determinação. Eu não sabia como isso ia terminar, mas eu não ia ficar esperando de braços cruzados.

Escondi a arma na cintura que ficou coberta por meu moletom.

Depois de muito procurar, já estava quase desistindo, quando achei ele, eu não sabia o que fazer, entrei em choque. Liguei para a primeira pessoa que veio na minha mente.

- Oi? Quem fala?- a voz suave do Lukas saiu do outro lado da linha.

- Eu te amo, e independente do que aconteça eu juro que vou sempre te amar.

- Sabrina? O que ouve? Por que ta me dizendo isso agora?

- Eu vou fazer uma coisa muito horrível agora, me promete que sempre vai lembrar de mim na época que a gente tava junto? A gente era tão feliz, eu te amei tanto. Amei não, eu te amo.- disse meio a lágrimas.

- Me diz onde você tá que eu vou te buscar, você está bêbada? O que vai fazer de tão ruim?

- Eu tou na rua... eu não estou bêbada, mas não posso te contar o que vou fazer, porque eu nem sei o que eu vou fazer para ser exata.

- Me espera que eu tou indo ai, não faz nada ta bom?

- Lukas...

- Eu te amo! -essas foram as suas últimas palavras até desligar.

Sequei meu rosto e fiquei observando o movimento dentro e fora da casa, aparentemente era uma boca de fumo, a todo tempo entrava gente e era impossível de não ser vista se eu chegasse um pouco mais perto.

Passei uns 15 minutos até tomar coragem, andei até a casa e tirei a arma da cintura e gritei seu nome. Não demorou muito para ele sair com mais 2 homens que mais pareciam armários.

Meu ouvido zumbia e minha cabeça so girava mais e mais. Eu tinha desparado primeiro e acertei seu pé. Ele caiu no chão e os dois homens correram para dentro da casa.

Pov. Lukas

Eu estava ouvindo algumas músicas quando meu celular começou a tocar na mesa de centro. Quando atendi para minha surpresa era a pessoa que eu mais pedi para falar por tanto tempo.

Depois da nossa estranha conversa, chamei um uber e fui até o local que ela havia falado, e em 15 minutos cheguei perto da rua mas o uber disse que não ia mais a frente por ser um pouco perigoso mas indicou onde ficava a rua. Paguei ele o corri, uns segundos depois ouvi um disparo.

Eu não queria acreditar que o pior podia ter acontecido, corri mais rapido ainda, não sabia se ia conseguir chegar a tempo, ou se já não tinha mais tempo para eu chegar. Tentei manter a calma e seguir em frente.

Pov. Sabrina

Eu sabia que ficando ali ia dar merda então eu corri, corri como nunca na minha vida. Senti mãos um pouco geladas e logo em seguida um abraço forte, era Lukas.

Virei a esquina e alguns segundos depois senti uma queimação, minhas pernas estavam falhando, uma dor que eu nunca havia sentido antes, cai no chão.

 

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Eu fui baleada, dia 04 de Março de 2017 eu morri, a bala havia acertado minhas costas e atravessado meu corpo, eu tive uma hemorragia e morri ainda no caminho para o hospital, eu já não lembro mais da dor que eu sentia, ela tinha ido embora, eu estava feliz, e sempre olhando o amor da minha curta vida!

50 Tons De Lukas MarquesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora