Capítulo 29 - idas & vindas

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Eu olhava a chuva fina escorrer pelo vidro do carro quando o taxista chamou minha atenção, paguei e desci do táxi.

Entrei em casa e tudo estava calmo demais. Deixei as chaves no balcão e fui até meu quarto, e nada de minha mãe, olhei em mais alguns cômodos até chegar no quarto dela e encontrar várias malas ao seu lado.

Sua expressão era seria e fria. Eu não sabia o que dizer e muito menos o que estava acontecendo, mas eu sabia que ia dar merda.

-Você voltou do Rio? -perguntei num tom quase inaudível.

Ela bufou e voltou a me encarar.

-Não. Você é quem vai comigo.

-Eu não vou pra lugar nenhum! -quase gritei.

-Sabe, você sempre pediu para que eu confiasse em você. E quando eu finalmente confiei, você começa a namorar com um qualquer, engravida dele e ainda perde o bastardo. Incrível como as coisas são não é?

-Como você consegui ser tão fria assim? Eu não errei, Lukas foi a melhor coisa que já me aconteceu.

-Não me importa, você vai pro Rio comigo querendo ou não!

-Você não pode me obrigar.

-Não só posso como vou! Já arrumei tudo e o táxi ta vindo. Pegue o resto de suas coisas.

-Eu vou ficar aqui. Já tenho 18, não preciso ir se eu não quiser.

-Lá no Rio é maravilhoso, lá tem tanta gente bonita da sua idade. E você tem que ir, ou...

-Ou o que? Você não pode me obrigar!

-Ou nessa casa você não fica mais! -gritou.

Meus olhos se encheram de lágrimas, eu não sabia o que fazer, então fiz a primeira coisa que veio em minha mente.

Corri para o banheiro e me tranquei. Mandei uma mensagem pro Dani, e esperei ele responder.

Ele aceitou vir me buscar, mas continuei trancada no banheiro. As lágrimas aumentavam cada vez que eu me lembrava das palavras de minha mãe ainda frescas em minha memória.

15 minutos depois ela começou a bater na porta para avisar que o táxi estava esperando. Tapei os ouvidos e sentei na privada, torcendo para que o tempo passasse logo.

-Onde ela ta? -ouvi uma voz familiar.

-Não está aqui. Agora saia. -minha mãe exclamou.

Sem demora peguei meu celular e sai as pressas do banheiro.

-Lukas! -gritei para que ele me visse.

Ele andou em passos rápidos e colou nossas testas.

-Você ta bem?

Assenti.

-Ótimo, vem. -segurou meu pulso e me puxou até a porta.

-Espera, minhas malas tão feitas, me ajuda a pegar.

Assim que todas as malas já estavam no carro Daniel deu partida, deixando para trás minha casa e meu passado.

Por incrível que pareça minha mãe não se manifestou, pelo contrário, ela ficou quieta até demais.

50 Tons De Lukas MarquesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora