Capítulo 40 - final (3/4)

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Na hora que Lavínia disse que esse era seu irmão todo meu corpo tremeu. Sentei na calçada respirando muito rápido, meu peito parecia ter tinha mais ar que o normal e minha cabeça girava. Eu queria correr e abraça-lo, mas ao mesmo tempo sei que não podia.

Isso é um pesadelo ou um sonho muito bom.

-Não é verdade, não é. Impossível, eu tou sonhando de novo.

-Ta tudo bem?

-Não, eu tou enjoada vou para casa.-Falei a Lavínia e sai correndo descendo a rua já na direção da minha casa.

Senti uma coisa caindo mais não parei de correr.

Por quê ele não falou nada?

Cheguei no portão procurei minhas chaves e não achei. -Merda.- Eu tinha derrubado as chaves segundos atrás. Corri para tentar achar mais já era tarde demais, Lukas me olhava serio. Naquele momento eu já não queria mais correr, eu queria pular, pular em seus braços e abraçar até cansar.

-Como me achou? -perguntei.

-Não achei. Não tava procurando, quem me achou foi você.

-Desculpa. Tchau. -Falei e voltei a procurar minhas chaves.

Senti lágrimas escorrendo por meu rosto, eu não queria chorar! Por quê estava chorando então?

-Não me ignora.

-Não estou, mas não quero falar agora. -Eu disse. -Achei.

Peguei as chaves e andei até em casa, ele não parou de me seguir um segundo se quer, mas não falou nada.

Olhei para as chaves e antes de chegar no portão parei, olhei bem fundo nos seus olhos e disse:

-Eu não te amo mais, não me segue. -tentei ser o mais falsa que consegui, e acho que funcionou, Lukas parou no tempo. Me virei e entrei em casa.

##

Dois dias se passou e eu não vi Lukas nem Lavínia. Era noite de domingo e fiquei sabendo que hoje era a inauguração de um novo bar e restaurante, minha mãe insistiu muito para que eu, Carol e Charlie fôssemos. Resolvi não discutir com ela sobre eu não querer sair da casa para nada, então aceitei logo ir.

O restaurante não era longe, ficava a uns 20 minutos a pé de casa, não era necessário um carro, caminhando por as ruas de Goiânia eu vi como tudo era muito lindo.

Assim que chegamos enfrentamos uma pequena fila que logo foi ficando vazia conforme as pessoas lá dentro se acomodavam. Carol e Charlie não calavam a boca um segundo se quer, e realmente pareciam se dar bem.

Alguns minutos se passaram e eu ouvi o doce som de uma voz maravilhosa feminina, para minha surpresa tinha karaokê, assim que a mulher desceu recebeu vários aplausos, não demorou muito para que outra pessoa se arriscasse a cantar, Carol tentou junto com Charlie, e parecia que esses dois realmente só tinham beleza.

Me levantei e caminhei até a porta do banheiro. Senti alguma mão em mim, talvez alguém tivesse esbarrado já que tinha bastante gente ali por perto, mas então senti novamente. Olhei para trás e não vi ninguém suspeito, pelo menos aos meus olhos.

Após usar o banheiro tentei abrir a porta mas não conseguia. Bati várias vezes mas obviamente não ia dar para me escutar com toda aquela cantoria e barulheira. Me apoiei no balcão e tentei pegar meu celular no bolso de trás.

Senti uma mão gelida na minha por trás, levantei minha cabeça e olhei pelo espelho.

Era ele. Era Leandro.

Meu corpo tremeu por inteiro, e suas mãos desceram e se apoiaram em minha bunda.

- Para por favor. -Falei.

- Por quê você fugiu de mim? Sabrina você era a melhor vadia que já trabalhou para mim. Agora é apenas uma vadia. -Sussurou em meu ouvido.

O álcool em seu bafo era visível, e de uma coisa eu sabia, ele nunca acertava nada quando estava bêbado.

- Me larga. -Gritei.

Ele sorriu e me soltou.

- Isso foi só o começo, o que está por vir é bem pior. -Sussurrou novamente, beijou meu pescoço e saiu destrancando a porta com uma chave que estava aparentemente dentro de um vaso de flores.


Gente me perdoem eu tinha abandonado a fic, por isso agora o ginal vai ter 4 partes no lugar de 3 já que eu esqueci como tava planejado o último. Então segunda ou terça sai o último definitivo. ❤

50 Tons De Lukas MarquesOnde histórias criam vida. Descubra agora