v i n t e

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carter

(...)

- JAREEEED! - Chamei de novo, já chorando, e em meio ao desespero, senti braços fortes e firmes em torno de mim.

Soltei o ar. Só agora percebi que estava segurando a respiração.

- Oi... - Ele sussurrou ao pé do meu ouvido. Que ódio desse cretino! Isso não se faz, me virei para ele e comecei a socar seu peito, chorando e falando que aquilo não era brincadeira, me livrando de toda raiva, do desespero que passei.

Ele segurou meus braços, e me abraçou passando as mãos por minhas costas, eu o abracei bem forte. Eu não acredito. Eu não acredito, agora eu confirmei o que Kate vivia dizendo para mim, eu estou apaixonada por esse cretino.
Senti sua respiração no meu pescoço, e meu coração se acalmar.

- Não sabia que ia ficar tão nervosa, foi só uma brincadeirinha inocente - Falou aos sussurros contra a pele do meu ombro, me arrepiando junto ao vento da brisa que soprava.

- Queria ver se fosse com você - Falei emburrada, mas sem solta-lo.

- Eu ficaria louco - Falou, fazendo círculos imaginários com os dedos em minhas costas. E fez meu coração pular no meu peito. Órgão cretino!

- Então que isso não se repita - Falei parecendo uma criança mimada apertando seu corpo maravilhoso contra mim.

Quer saber? Foda-se.

O puxei pela nuca e colei seus lábios nos meus, nosso beijo diferente dos outros não foi quente, picante, ou com mãos bobas aqui e alí, foi doce e intenso, suas mãos em meus cabelos e as minhas apoiadas em suas costas, o mantendo perto de mim, com se eu tivesse medo dele sumir novamente. Desfizemos o beijo com alguns selinhos, e ele deu um beijo na minha testa e eu retribui com um em seu queixo.

Ele riu quando encostei minha cabeça em seu peito.

- Você não vai me soltar mais? Acho que vou fazer essas brincadeirinhas mais vezes - Disse, e eu lhe dei um beliscão na bunda, e ele gargalhou virando a cabeça para trás e depois me encarou com seus olhos verdes maravilhosos, que no momento com o contraste do sol batendo na água, estavam de tirar o fôlego. Ele não deveria fazer isso com a minha sanidade mental.

- Quem te deu essas intimidades? - Perguntou sacana.

- Acabei de ganhar depois do susto que levei - Respondi e continuei.
- Como ficou tanto tempo sem respirar?

- Quando você mergulhava, eu emergia - Falou, simples.

- PUTO! - Bradei lhe dando um tapa no braço.

- Que garotinha violenta... Isso deve ser fome - Falou, aí que me lembrei do buraco negro que meu estômago está, não como desde o café da manhã.

Seguimos rumo a areia, e estendi a toalha para o "piquenique" debaixo de algumas palmeiras. Eu comi quase sozinha porque o bonitão estava muito mais feliz com sua garrafa de vodka. As duas horas da tarde e a criatura enchendo a cara, desse jeito eu nunca vi.

- Jared? - O chamei e dei mais uma mordida no sanduíche de peito de peru. Se foi o cretino que fez, ele está de parabéns! Além de gostoso, cozinha?

Ele é um bêbado suspeito de assassinato, estupidamente perfeito. Pensei, o olhando. - Que é? - Perguntou e virou o restante da garrafa de whisky em uma golada.
- Você acha que ainda tem um fígado? - Perguntei o olhando seriamente, ou quase isso.

- Acho que o coitado morreu e esqueceu de me levar ao velório. - Falou muito tranquilo e deitou sua cabeça na minha coxa. Folgado!

Comecei a mexer no seu cabelo, e peguei meu celular e havia milhões de ligações da minha mãe. Normal. Mensagens da Kate curiosa.
Nada demais.
Olhei para o cretino, agora também folgado, e ele estava dormindo. Vê se pode?
Ajeitei a cabeça dele sobre a mochila e me deitei ao seu lado, e encostei minha cabeça em seu peito e acabei adormecendo também.

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No próximo capítulo, tem ✊

o dono do bar.Onde histórias criam vida. Descubra agora