A mensagem

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Olhei para cima e vi que alguns mosquitos teimavam em tentar pousar na lâmpada, eu não entendia a razão, eles sabiam que se machucariam. Foi então que eu relacionei aquilo é comecei à pensar, quantas pessoas por aí fazem isso. Eu mesma já havia feito tantas vezes, provavelmente o estava fazendo agora.
Pensar nisso trouxe de volta à tona minhas preocupações, eu não queria pensar nelas, então mergulhei a cabeça, na tentativa de afogar meus problemas. Não funcionou.
Quando abri os olhos debaixo dágua vi só uma grande mancha prateada, vi a lâmpada do banheiro embaçada..
- Prata ! - gritei, e me lembrei do envelope na garagem, eu o havia esquecido quando entrei.
Levantei, me embrulhei numa toalha, sequei rapidamente meus pés e desci as escadas.
Eu sempre fui uma pessoa ansiosa e com a minha vida monótona, como estava, eu precisava de novidades e aquele envelope seria a primeira em duas semanas.
Coloquei a cabeça pra fora da porta para ver se havia alguém na rua, não havia ninguém, peguei o envelope e corri para dentro.
Senti a água do meu cabelo escorrer pelas costas, essa sensação me deu um leve arrepio, mas não era nada comparado ao êxtase de receber aquele envelope misterioso. Abri rapidamente e li, com cuidado para não molhar, o que quer que fosse deveria ser muito importante para estar num envelope como aquele.
"Bom dia !
Meu nome é Antônio, soube que seremos vizinhos (...)"
Nessa hora eu parei de ler, aquele envelope super chamativo pra anunciar nova vizinhança ?
Me limitei à terminar a carta.
"(...) então pensei em chamar você para vir aqui na minha casa, será um grande prazer ! Moro na casa verde, no final da rua do lado direito"
- uau ! - exclamei em voz alta.
Eu não sabia se teria tempo pra ir, o convite prateado me despertou um grande interesse, mas eu não me animei depois disso. Coloquei o convite na mesa da cozinha e voltei para o meu banho.

Perdida Em Mil Versões ( Em Processo)Onde histórias criam vida. Descubra agora