Meu nome é Amélia, eu acabei de conhecer essa menina que está na minha frente, não sei seu nome, mas ela não tem se importado em me ajudar.
Era o que eu sentia falta, atenção, nas últimas semanas tem sido tudo pelo que eu tenho lutado. Não acha engraçado que algumas coisas só aparecem quando paramos de procurar ?
Essa noite foi difícil de dormir, eu havia decidido apagar as fotos dele e jogar fora o que ele tinha me dado, mas não consegui fazer muito avanço. Cada foto que eu via me fazia chorar e lembrar do momento em que foi tirada, e os presentes ? Não consegui me livrar dos que ele me deu quando ainda me amava, decidi guardar e pegar de volta quando me sentisse mais forte ou mais confortável.
Desde o dia em que tudo desmoronou eu já excluí o contato dele, já escrevi um poema e já chorei muito, mas não é o que importa agora.
Nesse momento eu estou andando pela faculdade, contando para uma menina sem nome, as minhas fraquezas.
Sinceramente não sei de onde me veio essa coragem, talvez seja bom.
Ela presta tanta atenção no que eu falo que eu me sinto bem.
Nunca a vi com outras pessoas, queria ser desapegada assim.. . .
Amélia estava me contando as coisas e eu não sabia como reagir então só olhava nos seus olhos e imaginava ela passando por tudo aquilo, com certeza não eram boas lembranças.
Ao olhar nos seus olhos também percebia que estava fazendo força, para não chorar de novo, ali mesmo, na minha frente.
Almoçamos e conversamos por um bom tempo, perdi as duas aulas depois do almoço e não consegui me concentrar nas outras duas.
Só fui me aprofundar mesmo na última aula, aula de história da arte.
Essa aula realmente sabia capturar minha atenção, sentimentos tão bem aplicados, gostaria de fazer isso com a minha vida também.
Amélia uma hora dessas estava em outra sala, desde que voltamos do almoço demorado que tivemos.
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