CAPÍTULO 20 - Chelsea

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Desde nova quando meu tio avô ainda era vivo, e eu estava entrando nesse mundo BDSM, ele fazia questão de que eu e minha prima fôssemos acompanhadas por profissionais, para evitar uma possível gravidez, tomando anticoncepcionais injetáveis. Mas quando ele morreu, essa parte dos cuidados da nossa saúde, ficou por nossa própria conta e risco. Mas eu e Suzie nunca fomos descuidadas. Sempre ao começar uma dominação nós fazíamos exames preventivos, e sempre tomávamos as injeções.
Mas eu estava a tanto tempo sem dominar ninguém, que deixei de injetar e passei a tomar as pílulas, pois na minha cabeça, se eu esquecesse de tomá-las não teria risco nenhum em engravidar, pois eu estava apenas fazendo seções casuais, e todas elas com o uso de camisinha.
Só que com todo esse envolvimento com Alex, eu posso ter esquecido de tomar a porra do anticoncepcional algum dia, e ele nunca encapou aquele maldito pau quando estava me comendo!
- Vim pra cá, e já comecei a sentir algumas alterações em mim. Com essa coisa da mudança eu estava ficando muito cansada, e diversas vezes eu nem fui trabalhar só pra ficar em casa dormindo. - eu ri constrangida - Mas depois de umas duas semanas eu comecei a passar mal. Vomitava frequentemente ao acordar e cheguei a desmaiar no meio de uma reunião. Todo mundo me perguntava se eu estava bem, e eu sempre respondia que sim, mas eu sabia que tinha algo errado, mas nunca na minha cabeça, eu podia imaginar que era um bebê. Eu estava mal com a nossa situação, e como as coisas aconteceram, e pra mim aqueles sintomas eram um efeito pós-Backer.
- Literalmente! - ele percebeu, sorrindo.
- É.. pois é! - sorri de volta - Depois de mais uma semana, percebi que minha menstruação não estava descendo, e que eu estava muito inchada, achei que tinha alguma coisa haver, pensei que era por estresse, então eu resolvi que era hora de procurar um ginecologista de confiança aqui em Nova York, já que o meu tinha ficado em Seattle. Cheguei lá e fui falando o que eu estava sentindo, e ele pediu pra fazer uma ultra-sonografia. Estranhei, mas fui fazer. E aí o médico me perguntou se eu estava ouvindo.
- O que? O coraçãozinho? - Alex estava começando a ficar emocionado. Concordei com a cabeça.
- E foi aí que a ficha caiu. O desmaio, os enjoos, o sumiço da menstruação, o ganho de corpo; eu estava grávida. Quando eu olhei aquele feijãozinho na tela do computador, eu despenquei a chorar.
- Chelsea White pode chorar?! - ele brincou, já chorando também.
- Bobo! - ri - Eu nunca pensei em ser mãe Alex, nunca achei que seria capaz de cuidar de outra vida, mas quando eu vi que aquele serzinho era alguém e que em algum tempo ele iria precisar de mim, eu tive certeza de que eu queria ele. Ele é um pedaço seu, era uma lembrança sua, de que você me amou, e a partir daquele momento, eu passei a amá-lo também.
- Vem cá. - Alex me chamou e eu fui para o seu colo, deixando que ele me abraçasse. Nunca tinha o visto mais emocionado assim na vida! Alex era um homem, digamos que sensível, não era bronco, ogro, ele se importava, era carinhoso, mas eu nunca o tinha visto tão vulnerável. - Vou ser papai, Chels! - ele sussurrou apaixonado.
- E eu, vou ser mamãe. - sorri pra ele, também apaixonada.
- Eu te amo! Muito obrigada por me fazer o homem mais feliz desse planeta!
- Também te amo! - murmurei, com um pouco de vergonha, talvez pelo fato de nunca ter falado isso pra ele. E por isso, ele me olhou maravilhado.
- Você vai casar comigo né?! - ele me olhou apreensivo.
- Talvez.. - eu dei de ombros, sorrindo.
- Como assim?! - ele deu um mini grito.
- Você não me deu uma aliança, e eu quero minha aliança!
- Pois bem! - ele me ajudou a levantar de seu colo, me dando um tapinha safado na bunda e ajoelhou-se na minha frente. - Vou ser mais breve dessa vez: O nosso amor foi tão grande que transbordou e se transformou em uma vida, nossa mistura. Mas esse amor não pode ser limitado a apenas uma noite. Quero te amar por mais horas, mais dias, mais anos. Quero te amar pro resto da minha vida! - ele tirou a caixinha da aliança de novo do bolso e a abriu, revelando uma linda aliança de ouro branco, com um ovo cravejado de pequenos diamantes contornando um grande diamante rosa. A aliança mais linda que eu já vi na minha vida! Como agora era de costume por causa dos hormônios da gravidez, despenquei mais uma vez a chorar. - Essa aliança simboliza o nosso amor, não tem fim, é para sempre, o infinito! Chelsea Marie White, você aceita ser a mãe dos meus filhos e minha esposa pelo resto dos seus dias?
- Sim! - sussurrei chorando. - Sim! Sim! Sim! - ele colocou a aliança no meu dedo anelar e eu pulei em cima dele, que me pegou no colo a tempo, antes de eu cair que nem uma pata no chão. Alex me beijou com força, apaixonado, tirando os meus pés do chão, e me fazendo perder o fôlego. Eu amava demais aquele homem, e eu não fugiria dele de novo. Nunca mais.

Fomos para o meu hotel e ali consumamos nosso noivado.
Assim que deitamos na cama, Alex disse: - Tem certeza que não vai machucar o bebê? - ele perguntou todo preocupado.
- Claro que não né Alex! Só não podemos extrapolar e fazer o que fazíamos antes. Ou você vai usar um cinto de castidade pelos próximos 7 meses? - ele ficou roxo com a minha sinceridade, e eu caí na gargalhada.
- Nanão.. é é só que.. - ele gaguejando era um charme, e quando ele beijava também, ou quando ele estava com o cabelo despenteado pós coito, também.. enfim.. ele era todo um charme.. suspirei.
- Relaxa! Vamos devagar, ok? - segurei seu rosto com as duas mãos e ele concordou - Afinal, precisamos mostrar a esta criança uma das melhores coisas da vida, não é mesmo?! - nós rimos, excitados.
- Minha futura esposa safadinha! Assim mesmo que eu gosto de você! - Alex começou a tortura lambendo meu pescoço e levando sua mão até minha vagina, inserindo dois dedos em seu interior. - Minha gata tá muito molhadinha, quero ver só se você vai estar molhada assim quando gozar no meu pau daqui a pouco. - ele retirou os dedos, e sem perder tempo, eu montei nele.
No começo foi mais sexo safado, cama rangendo, nossos gemidos, nossos corpos suados em movimentos ritmados e cheios de sedução, mas depois que chegamos ao clímax, o fogo deu lugar ao calor, e nós nos amamos, devagar, lentamente, uma dança, um encaixe perfeito, dois corpos fundidos, mas mesmo assim, ainda tivemos mais alguns momentos de prazer, com ele gritando meu nome de forma carinhosa e eu me deliciando com as sensações que ele me proporcionava.
Depois de cansados, eu deitei em seu peitoral e ele beijou o topo da minha cabeça. - Vai ficar tudo bem! - ele sussurrou.
- Alex, você vai voltar pra Seattle?
- Só se você quiser. Estamos juntos nessa agora, se lembra disso?
- Claro. Eu gosto muito daqui, mas Seattle é onde está nossa vida! E se é lá que você vai estar, por conta da White, também quero estar lá, com você.
- Mudando de assunto... você já sabe se é menino ou menina?
- Não.. acho que já dá pra saber, mas eu nem me liguei muito pra isso, sempre que vou fazer os exames eu só pergunto se tá tudo bem com o bebê. Pra mim pouco importa o sexo. E você?
- Também não ligo muito, desde que vier com saúde. Mas eu sempre quis ter uma menininha, mas eu queria ter primeiro um garotão, pra que ele protegesse a princesinha da casa. - Gente, eu vou me casar com um príncipe!
- Alguém já te disse como você é fofo?
- E alguém já te disse como você é gostosa? - ele já passava aquelas mãos maravilhosas por minhas coxas, me fazendo arquear meu corpo contra ele.
É.. lá vamos nós.. mais uma vez!

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DOMINADORA ( EM REVISÃO )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora