Os dias se passaram e nenhum sinal de Alex.
Ele ligava para Suzanne pra saber se estava tudo bem comigo e com o bebê, mas o cretino não queria falar comigo!
Eu estava em uma semana intensa; faltavam dois dias pro casamento e as costureiras me levavam a loucura, dizendo que eu estava a cada dia tendo que mudar o vestido por conta das medidas, a parte da decoração e buffet estavam acertados, mas sempre era bom estar ciente de tudo pra checar, afinal nada poderia dar errado nesse casamento.
E além de tudo isso, eu estava montando o quarto do bebê. Já estava com 25 semanas de gestação, e queria começar a organizar um pouco as coisas, vai que essa criança tenta ser mais rapidinha e nasce antes? Deus que me livre!
Pra aliviar um pouco o estresse, chamei Suzie pra ir ver comigo os planejamentos da design que contratamos. Tudo estava ficando perfeito, escolhemos uma decoração mais estilo provençal pro quartinho, tudo em tons de cinza e branco, um quarto clássico para meu principezinho.
Já eram 15:40 e eu fui me arrumar, pois mais tarde, as 17:30, iríamos pegar um jatinho até Vancouver onde haveria o jantar com a família de Alex, na mansão dos Backer, e eu de alguma forma, queria causar uma boa impressão para a família , mesmo que a nossa relação a dois mesmo não estivesse tão boa assim.
Tomei um banho relaxante, fiz uma maquiagem bem levinha, soltei meu cabelos, que por sinal estavam enormes, quase chegando a cintura, e fiz cachos nele. Coloquei um vestido verde escuro bem justo ao corpo, que em outras épocas ficaria até feio, reto e sem graça, mas que na minha atual situação deixou minhas curvas ainda mais bonitas, modelando minha barriga, seios e bumbum. Calcei um scarpin preto e olhei meu reflexo no espelho.
Minha aparência estava bonita, mas dentro de mim, eu estava triste. Algumas lágrimas rolaram e eu senti alguém pousando uma mão em meu ombro.
- Chels, vai ficar tudo bem! - Suzie veio até mim e me abraçou, acalmando-me. - O carro está lá embaixo nos esperando.
- Tudo bem, vamos.
Descemos e um carro preto nos esperava na rua. Pensei que ele também estaria ali, e ali mesmo nos acertaríamos, mas não. Fiquei em silêncio até chegarmos ao aeroporto, não estava nem um pouco bem, estava enjoada e eu tinha uma sensação de que tudo estava errado, principalmente entre mim e Alex.
Falando nele, quando entramos no jatinho da empresa, ele estava lá nos esperando, e ao vê-lo um peso saiu de cima de mim.
Não o abracei nem nada, apenas falei um "Oi, tudo bem?", e ele também nada fez, apenas acenou um 'sim' com a cabeça e se sentou afastado de mim.
A viagem seria muito rápida, alguns minutos apenas, mas em algum momento adormeci, e quando 'acordei' estávamos aterrizando. Mas continuei fingindo que estava dormindo, quando percebi que Suzanne estava sentada ao lado de Alex e eles conversavam.
- O quarto está ficando uma graça, e ela se emociona toda vez que entra lá. - disse minha prima.
- Chels chorando por causa de um quarto de bebê? - ele riu - Queria estar lá pra ver isso.
- Ela tem sentido muito a sua falta nesses últimos dias.
- Também tenho sentido saudades dela.
- Mas como vocês são 'cabeça dura', só vão resolver isso fazendo sexo de reconciliação loucamente na lua de mel, não é? - Alex nada respondeu, apenas caiu na gargalhada, e essa foi minha deixa pra 'acordar'. Ao ver que acordei, eles me encararam e Alex voltou a sua expressão de 'não quero papo contigo'. - Pensei que teríamos que encontrar um buraco pra enterrar seu corpo, donzela adormecida. - Suzie brincou.
- Vai se ferrar. - bufei.
Ao pousarmos um carro já nos esperava para nos levar a casa dos pais de Alex. Mais uma vez dei lugar ao silêncio, enquanto Alex e Suzie faziam comentários aleatórios sobre a cidade.
A mansão deles era muito bonita, trazendo para uma realidade descritiva, era uma versão mais moderna da casa branca, só que um pouquinho menor.
Saí do carro e ele veio até mim. - Meus pais não sabem quem brigamos, ok? Vamos tentar agir naturalmente. - Agir naturalmente, seu filho da puta? Você saiu de casa às vésperas do casamento, e vem me pedir pra agir naturalmente? Bufei.
- Tudo bem, Alex, aja como achar necessário. Estou aqui hoje para seguir suas ordens. - disse de forma azeda. Ele fez uma careta de quem comeu merda e uniu nossas mãos. E assim adentramos na casa.
O mordomo nos levou até onde a família estava. Estavam todos lá: O pai, a mãe, os irmãos e uma senhorinha, que acredito ser avó dele.
- Ah, eles chegaram! - Amélia Backer, mãe de Alex disse, com um dos maiores sorrisos que já vi na vida!
- Filho, que bom que chegou. Chelsea! Suzanne! - William nos cumprimentou.
- Oi pai. - Alex disse acanhado.
- Olá William. - como uma pessoa educada eu deveria chamá-lo de Sr. Backer, mas eu já estava tão acostumada em chamá-lo pelo primeiro nome que nem me contive. - Olá Sra. Backer! É muito bom conhecê-la!
- Ah, minha querida! Pode me chamar de Melly, você já é da família! - disse ela me abraçando, ou melhor, esmagando. - E esse neném?! Está de quanto tempo, querida?
- Vinte e cinco semanas. - ela estava fascinada.
- E é um menino! - interveio Alex.
- Mais um homem pra família Backer! - disse William todo orgulhoso.
Os irmãos de Alex estavam esperando ser apresentados, e assim que percebeu, Alex os apresentou. - Esses são meus irmãos mais novos: Aaron e Anne.
- Aaron tem 25 anos, e está trabalhando na política junto com o pai, e Anne tem 21 e estuda Biomedicina. - a mãe os apresentava, satisfeita.
- E aí maninha! - disse Aaron me abraçando de forma desengonçada.
- Oi Chelsea, Alex fala muito bem de você. Espero que sejamos muito amigas! - Anne parecia ser uma fofa, ela também me abraçou.
- Também espero, Anne!
- Ah, - Alex, todo carinhoso, se aconchegou perto da senhorinha e a abraçou, enchendo-a de beijinhos. - Essa é minha vózinha, Violet.
Fui até ela e a abracei. - Prazer!
- Você é um homem de sorte, Alex! Que moçinha mais bonita que você arranjou pra fazer um filho! - disse ela, agarrando minha bochecha. - Ela deve amar muito você! Olha pra ela, menino!
- Ah obrigado pelo elogio vovó! - disse ele fingindo cara feia. - Mas eu sou mesmo um homem de muita sorte por ter ela na minha vida! - Alex falou olhando emocionado em meus olhos.
- Vovó, eu amo muito seu neto! - disse olhando dela para Alex, também emocionada. - Mesmo que seu neto seja um pouquinho feio. - nós rimos, debochando dele. Alex podia ser tudo, menos feio.
- Ele pode ser feinho, mas tem um bonito coração! Espero que você faça ele feliz!
- Pode deixar! - eu já estava chorando.
- Ah, família, essa é Suzanne, prima e melhor amiga de Chelsea.
- Oi gente! - Suzie cumprimentou daquele jeitinho dela.
- Gatinha! - Aaron murmurou.
- Vou fingir que não ouvi, Aaron. - ela sorriu pra ele, de forma sedutora. Só espero que isso não termine com gemidos e orgasmos no quarto do irmão de Alex.
- Bom, já que estão todos apresentados, temos duas comemorações a fazer, não é mesmo? - Amélia disse e vi Alex sorrir, tímido.
Duas comemorações? Uma era sobre o casamento, mas e a outra?
Fomos a sala de jantar e eu tive que me sentar ao lado de meu noivo.
- Estamos aqui pra celebrar a união desses dois jovens, que se amam, e que tanto se amaram que deram origem a essa vida que está por vir! Espero que vocês vivam muitos anos juntos, e que sejam tão felizes quanto eu e Amélia somos. - William levantou uma taça com champanhe - Um brinde a Alex e Chelsea!
- Brinde! - todos dissemos em uníssono.
- Mas hoje também queremos celebrar, pois há vinte sete anos atrás, o nosso amor - Amélia uniu sua mão a do marido - foi tão grande, que nos foi presenteado esse querido filho que é você Alex! - olhei assustada pra ele, e ele voltou seu olhar pra mim, sorrindo. - Parabéns meu filho! Todos nós amamos você, e por isso desejamos toda felicidade do mundo a você! - Caralho! Era aniversário dele! E eu não sabia!
Empregados da casa, entraram na sala de jantar empurrando um carrinho com um grande bolo de aniversário com muitas velas.
Todos cantaram parabéns pra ele, enquanto eu estava atônita, olhando pra ele envergonhada.
- Vai Alex, faz um pedido! - disse Anne.
Ele soprou as velinhas e disse: - Não preciso, tudo o que eu poderia pedir já está aqui ao meu lado. - ele estava falando de mim!
Ouvi vários 'ooownt' femininos pairando no ar.
- Beija! Beija! - Suzie e Aaron nos incitavam.
Alex me olhou com um olhar de 'só farei isso se você estiver confortável'. Concordei e ele enlaçou um de seus braços em minha cintura
- Feliz aniversário! - murmurei; e com muita calma, ele segurou meu queixo unindo nossos lábios.
Depois de um beijo lento, gradativo, e cheio de significados, me libertei de Alex, murmurei um 'desculpe' e saí da casa correndo.
- Chelsea! Chelsea, espera! - Alex vinha atrás de mim.
- Alex, me deixa! Eu preciso ficar um tempo sozinha. - olhei para um motorista a postos e me aproximei do carro.
- Se é isso que você quer.. - Alex tinha em seu olhar uma desolação incomum, mas sua postura se mantinha firme.
Entrei no carro e pedi para o motorista me levar a um hotel, e atrás de mim, pude ver Alex, parado, me vendo ir embora.
Mais uma vez.
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DOMINADORA ( EM REVISÃO )
RomantikChelsea White, uma CEO decidida e poderosa propõe um acordo de trinta dias à Alex Backer, para que este consiga um emprego em sua empresa. Ele aceita, e ao concordar, Alex entra de cabeça no mundo da dominadora Chelsea. Mas este é apenas o começo. O...
