Junto de Você

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DIMITRI

Cinco dias, esse foi o tempo que eu fiquei a esperado e nem um telefonema explicando os motivos eu recebi. O pouco tempo ao lado de Luiza me mostraram duas coisas, a primeira era que a mesma não era alguém ruim, ou com uma má índole, segunda eu via a escuridão escorrendo dentro dela assim como eu encontrava em mim quando estava na frente de um espelho. Algo muito profundo estava em volta dela e isso me intrigava não que eu me importasse, pelo contrário eu não estava nem aí, mais tínhamos uma dívida e ela não sairia da minha cola até me pagar cada centavo.

Sair de casa não era minha intenção, mais se ela estava pensado em me enganar, não daria certo mesmo eu tinha tomado o primeiro passo e não voltaria sem uma resposta. Bati uma segunda vez na porta e não ouvi nada, eu já estava sem nenhuma paciência para tolerar aquilo e acabei a esmurrando com ainda mais força, ela me conhecia bem mais parecia nem ter se acostumado com meu temperamento e como sabia que eu odiava demoras

-Não me faça derrubar a porta Luiza! Só saiu daqui quando você a abrir. "Gritei e em seguida sendo surpreendido com a porta sendo aberta, me mostrado claramente uma mulher muito diferente da que me atendia todos os dias, seus olhos estavam fundos e seu olhar ainda mais perdido do que antes. Ela não parecia a mesma, parecia muito pior''.

-Desculpe... eu não me sinto bem, foi por isso que não fui a sua casa. "Ela sussurrou não parecendo se importar com minha presença muito menos surpresa. Aquilo estava cada vez mais confuso na minha cabeça''.

-Poderia ter ligado, eu detesto a falta de compromisso nas pessoas e não importa a forma que trabalha pra mim, você tinha obrigação de ligar e avisar seja qual for o motivo de sua dispensa. Eu cumpri com minha parte no trato te salvando de agiotas, você não está fazendo a sua muito bem.

-Eu não sei onde meu celular está, e também não tinha seu número para ligar, eu não procurei. "Mesmo com raiva eu não era cego, ela estava claramente doente, olhei para o fundo de seu apartamento, lembrando da conversa em meu quarto em que a mesma era alguém só. Eu odiava não poder ofendê-la de alguma forma, odiava não entender porque seu estado estava me preocupando tanto naquele momento, algo que nunca havia acontecido antes, eu não me importava com ninguém além de mim, era o Caralho de estranho. A vontade era sumir daquele lugar, mais até mesmo o tempo estava indo contra meus pensamentos e as pequenas gotas de chuva começaram a engrossar de uma maneira ainda mais forte. Ficamos nos olhando sem dizer nada, a situação mas incomoda da minha vida''.

-Você mora sozinha? ''perguntei, mesmo sabendo a resposta, eu deveria ir embora, porém meu próprio corpo não estava obedecendo aos comandos''.

-Sim eu moro.

-Bom... Quero você na minha casa o quanto antes, eu preciso de você lá não esqueça seus compromissos, preciso ir agora, olha o que você me fez fazer? Eu deveria está me recuperando e não preocupado se você ira fugir do pais sem pagar o que me deve''.

-Tudo bem. "Ela sussurrou e puxou seu robe ainda mais, não brigou nem ao menos discutiu comigo, me afastei e ouvi quando sua porta bateu, eu conhecia bem quando alguém estava deprimido, eu já estive lá e não era algo bom, era a merda de um problema, era como ser um lixo sozinho perdido em sua própria dor. Nunca em toda minha vida eu senti compaixão ou até mesmo pena de alguém que não fosse eu mesmo mais naquele momento, uma dor forte começou a apertar dentro do peito imaginando Luiza. Era uma Merda e eu não sabia o que estava fazendo quando simplesmente dei meia volta com minha bengala e bati em sua porta novamente. Ela abriu e dessa vez eu não dei tempo de falar nada quando passei por ela como um invasor, eu nem mesmo sabia o que dizer por que não fazia ideia do que estava fazendo ali e reagindo daquela forma incomum''.

TRAÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora