De Braços Abertos*

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DIMITRI

-O que você quer Anderson? É dinheiro não é?! Eu te dou, te dou tudo que você quer, basta abaixar essa arma e se acalmar. -Sussurrei empurrando Luiza para trás, a todo o momento eu pude sentir sua barriga e o medo me consumir ainda mais, nada poderia acontecer com nenhuma delas, eu não poderia permitir isso.

-Pra você ver o que o desespero te faz não é? Tirou-me tudo que eu tinha muito fácil e agora quer me dar tudo fácil. Está com medo de morrer?

-O que você quer Porra? Torturar-me! Foi à vida toda assim, por que não vai viver a vida e me deixa construir a minha própria que você destruiu? Para de pensar só em você e sai da minha casa seu Merda! -Gritei perdendo toda a calma e teria avançado se o grito de Luiza, não tivesse me parado no meio. Eu estava a assustando e era tudo que eu não queria.

-Desculpa, me desculpa não queria gritar. -Sem me importar abracei seu corpo sem pensar duas vezes, as lágrimas pesaram em meus olhos quando vi seu desespero e as lembranças de um passado me invadiram. Meu pai morreu sem nunca me conhecer e no fundo eu não queria que isso acontecesse comigo, mais se eu precisasse morrer para salvar minha esposa e filha, eu não voltaria atrás.

-Agora entendi, o homem vigoroso nos negócios e dono do mundo caiu em amores hein? Por isso toda a mudança. -Virei e voltei a olhá-lo com a arma em punho e um sorriso doentio no rosto. Ele não estava de brincadeira.

-A deixa ir, quer acabar comigo eu não me importo nem um pouco! Mais deixe minha mulher sair daqui, pela primeira vez em sua vida, seja um homem de verdade e enfrente-me sozinho Anderson.

-Acho que não! Vou te mostrar o que sua mãe sentiu quando me viu por uma bala no coração de Daniel, só que no caso nessa vadia que você arrumou.

-Claro, só sabe ser homem com uma arma na mão não é? Saiba que sempre senti nojo de você por ser um crápula e um pai de Merda até mesmo para Max. Você sempre foi um homem egoísta sem talento e desonesto que roubou do meu pai, tudo que ele construiu com esforço. Eu não tenho medo de morrer, não sou um fraco feito você, um rato inútil que não passou de poeira no sapato de todos que você pensou que destruiu seu idiota.

-Cala a boca! Você e sua maldita família me levaram a isso, principalmente seu maldito pai!

-Vamos! Mata-me seu rato. -Os braços de Luiza se fixaram duros nos meus e sem pensar eu a afastei. Eu tinha que proteger o que eu mais amava na vida.

-Eu vou te matar seu doente. Acabar com sua vida e com tudo que você mais ama... -Fechei forte meus olhos em meio a todos os gritos e o desespero, eu pude ver dentro dos olhos dele que ele iria me matar e naquele momento eu sabia o que tinha que fazer. Rapidamente empurrei Luiza para a mesa que enfiou as unhas em meu braço para não me soltar, antes que eu visse minha vida com ela acabar bem diante dos meus olhos, saltei em sua frente sentindo nossos corpos rolarem ao chão.

-Não... eu vou acabar com você seu maldito!

-Não! Chega de tentar me destruir Anderson! Acabou.

-Dimitri! Para! Por favor, para! -Senti meus olhos arderam ao ouvir sua voz em desespero, mesmo com as mãos de Anderson em mim, a única dor que eu podia estar sentindo, era dentro do meu peito onde cada lágrima dela machucava.

-Eu vou matar você seu idiota e depois vou assassinar essa cadela grávida seu Merda, para que os dois possam se encontrar no inferno. -Conseguir-me desvencilhar e com força o joguei sobre a porta, meu ódio era muito maior do que o próprio poderia imaginar, ele tinha mexido com algo muito importante para mim.

TRAÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora