*****Camille*****
Humberto se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido:
- Gatinha de língua ferina, você não sabe do que eu sou capaz. É melhor pesar suas palavras antes de deixá-las sair dessa sua boquinha.
Empurrei ele para longe de mim enojada pela proximidade. Todo o fogo que Arthur acendeu em mim, Humberto fez o favor de apagar.
- Eu sei muito bem do que é capaz senhor Gaspar. E é por isso mesmo que estou aqui. Agora com licença, tenho muito trabalho a fazer.
- Tem toda minha cara senhorita Fairchild.
Saí o mais rápido que eu consegui e logo Arthur se aproximou de mim.
- Camille o que aquele maldito disse para você? Você está bem?
- Não foi nada demais, eu estou bem.
- Mentirosa. Você está pálida e gelada. Anda vem aqui, você precisa comer alguma coisa e me contar exatamente o que ele disse para você.
- Você tá parecendo meu tio. Credo!
- Para de reclamar e anda logo.
Começou a me puxar pelo braço e eu me deixei levar, afinal o que eu poderia fazer mesmo? Nada não é mesmo?!
*****Arthur*****
Quando vi aquele ser desprezível se aproximando da minha mulher eu senti meu sangue ferver e uma súbita sede de sangue tomou conta de mim.
Eu não conseguia prestar atenção em mais nada e quando ela saiu de perto dele eu vi que algo estava errado.
Ela não querer me contar o que aconteceu, só comprovou minha teoria.
- Agora você pode me contar o que aconteceu.
- Não aconteceu nada Arthur.
É assim então Camille?! Vamos ver até onde você aguenta.
- Então tá bom. Não vai me contar?!
- Não tem nada para ser contado Arthur. Deixa de ser chato.
- Vamos ali no banheiro - fiz minha melhor cara de safado - quero te mostrar uma coisa.
Ela sorriu maliciosa e se levantou indo na frente. Olhei descaradamente para a bunda dela e Deus me ajude, mas eu preciso resistir até ela me contar a verdade.
Entramos no banheiro feminino e lá haviam várias divisórias, todas vazias. Fomos para a última, privacidade é tudo.
O pequeno cubículo era totalmente fechado, de cima a baixo e assim que fechei a porta Camille veio para cima de mim. A mulher literalmente me atacou.
Me beijou ferozmente e eu não pude resistir. A beijei de volta, tão ou mais sedento que ela. Era como se eu nunca a tivesse tocado.
Me lembrei vagamente do meu objetivo ali e parei o beijo devagar. Encostei nossas testas e respirei fundo.
- Me diz o que houve. Por favor Camille.
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Blank Space [Projeto 1989]
Chick-LitCamille Fairchild é uma empresária do ramo da moda. É a nova versão de Miranda Priestley (O diabo veste Prada). Muito exigente no trabalho (desde o funcionário da limpeza até o vice presidente). Ela é nova, tem apenas 23 anos e já herdou um grande i...