Abrí meus olhos com certa dificuldade e aos poucos fui percebendo que não estava em casa. Estava deitada em uma maca, em um quarto de paredes brancas que tinha uma única janela, tinha agulhas em meus braços e minhas amigas estavam sentadas em poltronas bege.
- Se sente melhor? - perguntou Ally.
- Sim. - minha garganta doeu ao responder. - por que estou aqui ?
- Te encontramos desmaiada no banheiro e te trouxemos direto pro hospital. - disse Normani.
- O médico te examinou e disse que isso aconteceu por falta de alimentação correta e o uso abusivo de remédio. Mas assim que o soro terminar de ser aplicado você já vai poder voltar pra casa. - disse Dinah.
O silêncio se fez presente, não sabia o que falar. Estava mal e tudo que fiz foi me isolar , Dinah poderia dizer bem que eu te avisei, mas não, ao contrário. Ela é as meninas estavam aqui e por minha causa porque fui irresponsável comigo mesma e em um momento de fraqueza me dei por derrotada evitando que elas pudessem me ajudar.
- Me desculpem. - tomei coragem para dizer. - sei que ultimamente não estou passando por uma situação boa, mas isso não é motivo para descontar em vocês. Agi como uma péssima pessoa e peço perdão. - sorri de canto e abaixei a cabeça.
- Te entendemos Mila.- Ally se aproximou de mim e acariciou minhas costas. - agora você vai voltar pra casa e vai ficar tudo bem.
- É. Se te ver tomando um remédio se quer vou te encher de tapas. - disse Mani sorrindo.
- Você tem que repor as energias, quando chegar em casa vou fazer você comer uma dúzia de bananas. - Dinah disse nos fazendo rir.
Já me sentia totalmente melhor ao fazer o caminho para o prédio, Normani, Ally e Dinah foram me fazendo rir do hospital até aqui. Era incrível como elas juntas conseguiam me arrancar sorrisos sinceros e que minha alegria era uma satisfação para as três.
Antes de subir as escadas percebi que ainda tinha uma cartela do remédio que estava me fazendo dormir comigo. Me livraria daquilo imediatamente.
Fui até a lixeira que ficava ali mesmo na entrada e o joguei fora, ao olhar para lata no chão notei um objeto ao seu lado. Um unicórnio de porcelana que estava com o chifre quebrado. Ainda dava para consertar.
Levei o cavalo místico para o meu quarto e uma cola que rapidamente passei no lugar que estava quebrado e esperei secar. Ainda em minhas mãos, vi que em uma das patas tinha um M. Nem vou explicar do jeito que estava. Porque eu não me surpreendi, já devia até estar esperando.
As pistas acabaram e o mistério está quase chegando ao fim.
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A Máscara - Camren
Mystery / ThrillerCamila Cabello não sabia se estava vivendo ou se estava sonhando, se realmente ouvia vozes ou estava delirando. Sua única certeza é que aquilo não era um simples pesadelo e que seus objetos te levariam a resposta.
