-Ally!? Ally!?
minha mãe gritava desesperadamente enquanto eu corria naquele labirinto sem saber aonde ir exatamente, com as folhagens arranhando partes do meu corpo quando me aproximava ou esbarrava nelas, era um labirinto de roseiras, as flores que eu mais odiava, estava em pânico, toda a adrenalina corria dentro de mim, eu tinha que achar a minha mãe, tinha que salvar ela; até a luz de um holofote ser jogada até mim, um helicóptero voava acima da minha cabeça.
-Você pertence a CAUS agora Srta Harris.-um homem dizia em alto e bom som.
Então eu acordei, suada, com meu coração martelando, oque era normal, nas 2 semanas que estava na CAUS, não havia tido um sonho bom sequer, e já estava começando a pirar com aquele lugar, estar presa não era muito agradável; não saber oque me aguardava no futuro era apavorador. Aquela era minha primeira noite no "meu quarto", ele era um cubículo, cinza, com dois beliches nos extremos da parede direita e esquerda, acima de mim Dylan roncava alto, ele era o único que roncava ali; enquanto Cameron, aquele garoto que não tinha dito nenhuma palavra sobre nada; e Brooke a garota de cabelos vermelhos, olhos azuis, um corpo de dar inveja, ela toda era de dar inveja, era a mulher perfeita, tinha peitos enormes, e seu corpo era em formato de ampulheta; mais eu não estava afim de ser amiga dela, de nenhum deles na verdade, por que eu não ficaria ali por muito mais tempo; se ficasse ali por mais um minuto sequer talvez ficasse maluca.
Levantei sorrateiramente da minha cama, o pijama que haviam nos dado era nada menos que brega, o das garotas era um shortinho azul com uma regata azul combinando, e o dos garotos era uma calça e uma camisa azuis também; aquele lugar não tinha senso nenhum de estilo ou cor, tudo era de uma só cor, as cores mais claras e mais cleans, me dava náuseas, eu queria tanto ter uma tinta spray pra poder encher todo aquele lugar de vida.
Antes que ao menos meu cérebro tivesse processado a informação, minhas pernas já estavam se movendo, andando devagar pelos corredores vazios dakele lugar enorme; eu precisava, urgentemente, achar uma placa enorme escrito saída, quando alguém me puxou pelo pulso, quando virei vi olhos azuis brilhantes na escuridão e um cabelo vermelho esvoaçante, Brooke.
-Oque você está fazendo?-ela murmurou, quase que pra não acordar ninguém, ela deveria ter me visto sair do quarto e me seguiu até ali; um corredor, com uma iluminação azul ainda era escuro, mais nos conseguíamos ver uma a outra.
-tentando achar a saída desse lugar.-disse simplesmente, e voltei a andar com os passos de Brooke atrás de mim.-não é pra você vir comigo.-falei ríspidamente.
-quem vai me impedir?-ela desafiou, que ela tinha jeito de uma classe E eu tinha que admitir, se conhecia a minha mãe.
Nos duas andávamos pelos corredores sem rumo, e tudo parecia quieto demais, não fazíamos idéia de aonde estávamos indo os corredores pareciam todos iguais como um labirinto; a lembrança do labirinto de roseiras me fez estremecer; mais ainda assim, não ter vigias nem placas dizendo que não podíamos passar de um certo ponto era muito estranho; tudo aquilo estava muito estranho. Ficou mais estranho ainda quando uma placa néon verde escrita saída estava em cima de uma porta; Brooke e eu nos olhamos boquiabertas.
-v-v-você conseguiu achar mesmo...-Brooke disse Espantada.
Dei uma piscadela pra ela, e nos duas forçamos a porta de metal pesada a abrir; ver o mundo exterior depois de 2 semanas presa vendo só coisas brancas e reluzentes era incrível, mesmo que o ar que entrasse pelos nossos pulmões ardesse, e o vento corria frio pelo beco que paramos depois de abrir a porta, parecia um beco normal, como todos os outros que tinham portas para cassinos secretos ou bares de stripers; estávamos com tremendo com aquele pijama, lá dentro era muito mais quentinho que ali fora e mesmo que a brisa não fosse a mais pura possível, ainda era o mundo exterior.
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Dystopia
ActionEm um mundo onde a tecnologia e os avanços dominam também há suas partes ruins, mortes, doenças, um governo autoritário com classes sociais oprimidas que são o cúmulo da sociedade. nesse cenário desordeiro uma empresa luta em causa das crianças e ad...
