❥ Louis' POV
Harry arrasta-me pelas ruelas estreitas da cidade de Paris, agarrando a minha mão firmemente e descrevendo cada loja com aspeto velho por onde passamos. O seu segurança obrigatoriamente caminha atrás de nós, sempre de óculos escuros e ternos pretos sombrios.
— É por aqui. — O garoto murmura mais para si próprio do que para mim, absorvendo todos os edifícios e direções em ordem a localizar-nos na cidade.
As ruas estão cobertas por pessoas fluentes em várias línguas e de várias nacionalidades. É dezembro, o mês dos turistas e viajens, então não é surpresa a quantidade de famílias perdidas nas ruas compridas e cheias de história. A única surpresa era ninguém reconhecer Harry, que estava de rayban escuros e beanie para dar menos nas vistas. Entendi o porquê do garoto não estar de ternos e camisas floridas.
— Ah! Chegamos. — Harry anuncia assim que paramos em frente a um café quase vazio de paredes escuras e cadeiras e mesas de madeira velhas. O toldo e todos os letreiros em sua volta dizem 'Café De La Solitude', por isso presumo que seja esse o nome do estabelecimento.
— Este é o seu café favorito em Paris? — Pergunto pouco convencido. Harry tem dinheiro suficiente para beber muitos cafés em sítios cem vezes melhores que esse, então porque caralhos esse café de janelas velhas e embaciadas é o seu preferido.
— Sim. Vamos. — Agarra na minha mão mais pequena de novo, e as duas encaixam como se fossem feitas exatamente para estar tão próximas. Puxa-me em direção ao interior do local e o sino em cima da porta dá sinal da nossa entrada.
O interior do velho café é um mundo completamente imparcial ao exterior, completamente único. O ar que corre entre os poucos clientes é grosso e quente, diferente do vento frio e a neve corrente que bate nos vidros grandes e finos.
Uma mulher de aspeto triste e solitário mexe a colher pequena dentro da chávena de chá que descansa na mesa redonda sob as suas pernas longas e magras. O cinzeiro em cima do tampo de madeira está cheio e o cigarro descansando na borda, aceso. O seu rosto magro coberto de rugas mesmo não parecendo ser velha de todo. A pele áspera cai pelos ossos frágeis atribuindo-lhe um ar cansado e velho, assim como os fios de cabelos pretos e extremamente finos e desarrumados. O seu olhar é morto, sem sentimentos ou emoções por trás do mesmo. A mulher olha fixamente para as pinturas da cidade de Paris afixadas na parede em sua frente, como se eles se estivessem mexendo e contando uma história.
Olhando mais em volta os meus olhos caiem noutro cliente, um garoto jovem de ar saudável e frágil. Os seus olhos castanhos escondem-se por detrás dos óculos grandes e grossos, assim como o cabelo ondulado da mesma cor se esconde dentro de um beanie laranja e pescoço dentro de um echarpe cinzento. Os seus dedos longos escrevem rápido no celular preto em suas mãos. Ele parece novo demais para aquele local, vivo demais. Se pensarmos bem, Harry também parece.
Forçando a vista vejo o homenzinho de boina e cara enrugada escondido nas sombras no lugar mais afastado e fundo, bebendo de uma chávena de café pequena lentamente. Sorrio á sua aparência carrancuda e velha, mesmo se não recebo um sorriso em troca.
Sigo os movimentos de Harry e ocupo uma cadeira frágil perto da dele, o seu segurança fazendo o mesmo numa mesa distante.
— Você sempre faz isso? — Harry pergunta e eu reparo que ele está me olhando de uma forma curiosa e adorável. Retribuo o seu olhar amoroso com um questionador — Isso de observar as pessoas e descobrir tudo sobre elas apenas com o olhar.
Rio para mim próprio ao perceber que o que diz é verdade, algo de que eu não me tinha apercebido antes.
— Nunca tinha reparado nisso antes. Desculpa. — Baixo a cabeça envergonhado, escondendo o sorriso tímido nos meus labios.
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melodrama; l.s.
Fanfictionmelodrama /ˈmɛlə(ʊ)drɑːmə/ noun 1. a sensational dramatic piece with exaggerated characters and exiting events intended to appeal to the emotions. "our lives are just like a melodrama. exciting, but in the worst way possible." ou onde harry é o prín...
