1.15; broken promises

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Louis' POV

Vinte e seis anos.

Vinte e seis anos vivendo, respirando, comendo, sorrindo e chorando.

Vinte e seis anos que por um lado parecem vir atrasados, mas que por outro parecem apenas meros segundos.

É o meu aniversário, e véspera de Natal, o que significa que tenho que acabar as compras para amigos e familiares próximos e iniciar a viagens de trem demorada até Doncaster.

Sonolento, tento os possíveis para levantar a cabeça do peito de Harry, para poder veríficar a quantidade absurda de mensagens de parabéns que com certeza caíram no meu celular assim que o relógio indicou meia-noite. Harry embrulha o braço forte em volta do meu torso, forçando o meu corpo para a posição em que estava anteriormente.

— Feliz aniversário, Lou! — Harry exclama de forma entusiástica ao me manter colado ao seu peito quente.

Mesmo sem nenhum avanço na nossa relação confusa, que continua sem título ou rótulo, Harry e eu dormimos juntos sempre que podemos, principalmente porque não conseguimos sair à rua sem ter milhões de matérias escritas sobre o assunto e porque Harry está quase sempre viajando para entrevistas, programas de televisão, sessões fotográficas, etc. Sempre que posso dormir embalado no cheirinho doce de Harry, não hesito em concordar, mesmo se eu procuro bem mais do que apenas dormir ao seu lado. Muito mais do que ser amigo de Harry.

Harry tirou um dia de uma "viagem romântica" que supostamente estaria fazendo com a sua "nova namorada" para secretamente passar o dia anterior ao meu aniversário, e a noite do mesmo, me beijando e acarinhando.

— Obrigado, mas será que pode parar de me sufocar, por favor? — Digo contra a sua pele, que fica coberta pela minha respiração quente.

— Não, hoje você faz seis aninhos e eu estou feliz. — Harry diz, me abraçando de forma exageradamente forte.

— Ei, eu sou um adulto com vinte e seis anos, então me solta, Harold!

Em vez de fazer o que peço, Harry cobre o meu pescoço com beijos molhados e soltos.

— Quando é o trem?

— Às dez da manhã, o que significa que eu já devia estar fora da cama. — Escapo do seu abraço e escorrego da cama até ser cumprimentando pelo ar frio, impossível de sentir debaixo das cobertas quentes de Harry. O garoto senta-se no colchão, coberto pelo branco dos lençóis, mas deixando o seu peito à mercê dos meus olhos.

— Vá tomar banho e me deixe aqui, sozinho e com frio, vá! — Harry faz beicinho ao passar os dedos longos pelos cachos emaranhados.

— Vou mesmo. — Agarro as toalhas brancas no cadeirão do quarto, empinando a bunda apertada pelas Calvin Klein sem vergonha, com a certeza de que Harry está olhando. Viro a cabeça para analisar a expressão de Harry.

Ele finge que eu não estou na sua frente de boxer fino e nada mais e continua a brincar com os anéis volumosos. Okay.

Não quero ser levado a mal, mas eu começo a pensar que realmente não sou suficiente para Harry. Eu nunca tive problemas de confiança, mas Harry olha tão pouco para mim daquele jeito, que mil e uma ideias e possibilidades adentram a minha mente. Ele não gosta de mim assim? Por isso que ele não quer nada mais sério? Ele me odeia, é isso? Realmente não sou digno da sua atenção, ou irritante demais para sexo?

— Louis? Se é para dormir em pé mais vale voltar para o meu lado, debaixo dos lençóis. — A voz profunda de Harry retira-me do poço fundo que são os meus pensamentos.

melodrama; l.s.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora