2.5; stockholm syndrome

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Louis' POV
¡conteúdo sexual ligeiro!

Despertadores. Os piores inimigos do sono e melhores amigos da pontualidade e educação. Na verdade devemos agradecer por terem sido inventados em primeiro lugar, não tenho dúvidas disso, mas quando eu estou por entre os lençóis confortáveis, com um corpo quentinho aconchegado ao meu como um koala gigante e revivendo todos os momentos, sensações e sabores nos meus sonhos vivos, não consigo deixar de o ofender em murmúrios ensinados.

Os meus olhos abrem uma mera fresta para que a luz adentrando o cômodo aconchegante — de aquecimento ainda ligado, que eu preferia ter desligado antes para que o garoto de cachinhos na minha boca sobre mim me segurasse ainda mais perto — possa entrar pelo meu corpo adentro, poros a absorvendo logo em seguida. Espreguiço o meu corpo desnudo levemente, tentando ao máximo não perturbar o sono da minha fonte principal de calor, Harry.

Harry de cabelos bagunçados e por tudo o que é lado. Harry de pele rosada por causa da temperatura elevada do quarto. Harry de costas à mercê do ar à nossa volta e sardas e pontinhos diversos e chamativos, que desafiam você a conectá-los como constelações fictícias. Harry de braços fortes cercando o meu torso e corpo cobrindo o meu por completo. Harry inspirando o meu odor cru a suor e sêmen e de lábios entre-abertos descansando sobre o bater do meu coração.

Quando Harry interrompe o seu roncar subtil e, sem dúvida, adorável, para se aconchegar ao meu peito ainda mais, juro ser possível ouvir os nossos batimentos cardíacos correndo um atrás do outro.

Isso é, até que o alarme irritante nos interrompe de novo, martelando os meus ouvidos com a música repetitiva e fazendo Harry franzir o rosto ainda domado pelo sono. Droga de alarme, perturbando o sono de beleza desnecessário devido à sua beleza extrema já existente do meu garoto!

Com um simples arrastar de um dedo sobre a tela o silêncio retorna ao cômodo e os meus olhos tornam a fechar, embalados pelo barulhinho suave e melódico saindo de por entre os lábios de Harry. Mais uma vez, ele afunda o rosto na minha pele quente, julgando ter sido a última interrupção.

Silêncio e alguns sons leves e confortáveis.

Até que uma voz grossa e inesperada ecoa pelo cômodo sem permissão alguma, assustando o sono fora de mim.

Louis! Onde você está?!

Em pleno susto levo o celular à orelha, um Harry acordado pelo voz alta e rabugento do susto olha na minha direção, os seus olhos franzidos e lábios juntos num bico mal humorado.

Louis?! Oi, você está aí?!

Oi... Oi... Alô. — As minhas cordas vocais acabadas libertam dolorosamente. Esfrego os olhos cansados com a mão não inundada pelos cachinhos selvagens de Harry que boceja de forma meiga.

Louis William Tomlinson! — E só com a chamada do meu nome por completo eu reconheço o tom autoritário de Liam arruinando os meus tímpanos por completo — Eu não acredito que você ainda está dormindo!

— Liam, Liam... calma. Você está gritando pelos meus ouvidos dentro sem necessidade alguma. O que quer que tenha acontecido, não fui eu, foi o Zayn e eu posso provar.

Harry pousa o queixo no meu peito, olhando a fundo nos meus olhos e, mesmo se eu não estou olhando a fundo nos seus, o calor intenso queima o meu olhar, me assegurando do seu campo de visão.

Louis, a aula começa em vinte minutos e você nem a preparou ainda! Para além do mais preciso que venha ao meu escritório antes!

Ai meu deus, a aula!

melodrama; l.s.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora