2.3; running through rain drops

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Louis' POV
¡warning; conteúdo sexual ligeiro no início do capítulo!

Dedos enrolados em cachos. Lábios rosados em lábios rosados. Pele quente em pele corada. Pés tropeçando um no outro enquanto os meus dedos sem força tentam rodar a chave na fechadura. Harry gargalha alto ao chocar com a parede no corredor, descaradamente zombando da minha falta de habilidade enquanto excitado.

Merda. — Ignoro o incômodo nas minhas calças para me focar ainda mais em abrir a fechadura. Harry ri alto demais constando que devem ser umas seis da manhã, perturbando todos os vizinhos dormindo — Harry, você pode parar de se rir por um minuto?

Me desculpa! — Ele sussurra alto, perdendo qualquer propósito de estar sussurrando, sendo capaz de conter o seu riso por breves segundos — Desculpa, é so que... — Ele explode em risos e gargalhadas mais uma vez, mas para o azar da sua diversão e sorte do alto nas suas calças de purpurina roxa, a chave finalmente roda para o lado certo, destrancando a porta para um apartamento completamente escuro.

As suas risadas abrandam ao que eu sorrio, mostrando que tenho tudo sob controle. Harry não hesita antes de saltar para os meus braços livres, circulando os meus quadris com as suas pernas. Ele parte a sua tarefa anterior, não terminada, de cobrir o meu pescoço com beijos e marcas vermelhas, amanhã, púrpura, até que eu obrigo-o a retirar o seu nariz do meu pescoço com a minha mão no seu queixo. Os meus lábios juntam-se aos seus, estalos molhados e famintos ecoando pelo apartamento vazio e escuro.

Sem tempo para ligar alguma luz ou candeeiro, uso os meus instintos e memória para guiar-nos a ambos até ao quarto, por sorte não fazendo o garoto seguro ao meu corpo, demasiado preocupado com marcar o meu pescoço, chocar contra nenhuma parede.

Com a orientação quase inútil da luz amarela proveniente dos postes de luz de rua adentrando pelas frestas das persianas e deixando padrões constantes pela cama, pouso o corpo de Harry nos lençóis escuros. Sem a ajuda de nenhuma outra luz, retiro o blazer delicado de um Harry de cachos espalhados pelo tecido cinza, já de respiração pesada.

Em vez de atirar a peça de roupa para um canto aleatório, assim que nas minhas mãos, coloco-o seguro na maçaneta da porta num instante, querendo voltar para si o mais depressa possível.

Os seus dedos esguios sobem pelo meu corpo como aranhas, retirando a mesma peça de roupa de mim, mas de uma forma mais incoerente, sem qualquer ritmo. Os seus olhos extasiados focados em mim, uma das únicas coisas visíveis por entre a escuridão, devido ao seu brilho. Assim que só a minha camisa perturba os meus movimentos, conecto os nossos lábios pela milésima vez nesta noite. Harry responde logo em seguida, espasmos de prazer percorrendo o seu corpo sob o meu pela forma como as nossas línguas chocam repetidamente.

Metade da sua camisa branca já se encontra aberta, facilitando a tarefa de a retirar por completo. Quanto a ela, não tenho problema a jogá-la para o chão, aterrando como uma borboleta lesionada, sem graciosidade alguma.

O seu peito macio e pálido descansa aqui, na minha frente, subindo e descendo a uma velocidade impressionante. Prestes a arrancar a calça cara do seu corpo, para que o possa ver na totalidade mesmo com o escuro entre nós, Harry eleva o próprio corpo, chocando os seus lábios com os meus ao que os seus dedos trabalham o seu caminho pelos botões da minha camisa, às cegas.

Com cada estalo que indica uma pequena pausa para capturar ar puro em meros micro-segundos, uma porção menor de tecido cobre o meu peito. Quando não só a minha como a sua calça atingem o chão, num gesto que se assemelha a uma luta coreografada, os nossos peitos lisos encontram-se cegamente, como se ambos os nossos olhos estivessem fechados por muito esbugalhados que estejam. O meu corpo sobre o seu, mesmo que eu esteja aplicando a mínima força em si por ainda o julgar frágil demais. Os meus lábios sobre os seus, sugando todo o sabor até à última gota e prolongando a separação de ambos numa provocação enriquecedora. O meu coração sobre o seu, batendo um contra o outro e criando a única música ou som ressoando por dentro das paredes finas. No entanto, o seu bater é quase inumano, a uma velocidade impossível de acompanhar. É surreal pensar que um simples toque meu tem esse efeito no garoto.

melodrama; l.s.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora